terça-feira, 3 de julho de 2018

Parir ou casar , um dia caótico !!





Uns dias atrás estive na minha consulta mensal do dentista. papo vai e vem e não sei o porque contei como foi o dia do meu casamento. Ao contrario do dia que Pedro nasceu, foi um dia bem estressante.
Quinze dias antes dia do sim, passei a dormir super tarde algo do tipo meia noite e as seis horas da manhã, acordava sem despertador e sem conseguir dormir mais, mas a ansiedade não me deixava. Chegou o grande dia, como de costume dos anteriores as seis horas da manhã, acordei. eu estava tão azueretada que minha irmã que mora aqui em São Paulo ficou hospedada na minha casa e eu não lembro de nada disso. E as nove e meia da manhã toca meu celular , era o diácono avisando que ele que iria celebrar meu casamento porque o padre não poderia, até ai tudo bem, ficamos conversando um pouco para me  conhecer melhor e tambem saber do noivo. Então me perguntou que horas eu iria chegar, o casamento estava marcado para sete hora da noite, mas como de praxe eu chegaria sete e meia, tempo para  todos chegarem, e ele me diz que não conseguiria chegar no horário combinado, e sim umas oito da noite, depois soube que o atraso de duas horas foi por conta dele e não meu. Pouco tempo depois me liga a secretaria da igreja perguntando que horas o rapaz do buffet iria para lá para organizar as coisas, se eu já estava ansiosa e nervosa pelo dia, simplesmente surtei, liguei imediatamente para o responsável do buffet e aos berros falei com ele, perguntando onde ele estava e cobrando  mil coisas, descascando o pobre coitado que estava tudo agilizado e estava indo para lá para terminar os ajustes finais com coisas que só eram possível no dia da festa,depois me desculpei no fim da festa, ainda com a secretaria da igreja, lhe disse que qualquer coisa que precisasse resolver ligasse para Carol, minha grande amiga que cuidou de todos os detalhes comigo e sabia exatamente o que eu queria e como queria. Após ligar para o rapaz do buffet, liguei para Carol, desesperada com medo que tudo desse errado e como ela me conhece super bem, me acalmou e disse que iria lá na igreja conferir como estava o andamento dos preparativos e que eu aproveitasse meu dia e relaxasse.  naturalmente eu emagreci devido a correria, e no dia não conseguia comer NADA.

Sabendo do atraso do celebrante, eu fui mais tarde para o meu dia de noiva, lá foi uma delicia, relaxei, conversei um monte com minha fotografa. Era responsabilidade do buffet a entrega do bouquet. E Carol, vendo tudo de perto dizendo que era melhor ele não sair de lá porque podia atrasar tudo. Meu marido (noivo, na época) ia na igreja para levar os espumantes que tínhamos comprado para gelar a tempo. E eu não queria que ele visse o bouquet, bobagens de noiva, sei que no fim das contas foi meu marido que levou o bouquet todo embalado sob varias juras que ele não abriria a caixa para olhar.
Como cheguei mais tarde, não vi meu vestido porque confiei que estava tudo certinho, pois tinha feito uma última prova na quarta anterior, pedi que consertassem um detalhe na manga, uma bobagem que ninguém iria ver, mas eu queria que consertassem. Já maquiada e cabelo arrumado, faltando apenas me vestir para sair e casar  o olho vai direto para  a manga que não foi consertada, a sorte que  cabeleira ainda estava no salão e a fotografa imediatamente tentaram me acalmar e achar uma solução que me agradacem, então ela sugeriu que colocassem meu cabelo com os cachos meio de lado pois assim disfarçariam o “defeito” do vestido. Eu fiquei muito puta na hora, xinguei até ultima geração das costureiras. Mas a fotografa com toda paciência conseguiu me acalmar. Finalmente, saímos do salão e enquanto eu me arrumava o marido de Carol chegou para me levar para o casamento e então me mostrou algumas fotos do salão todo arrumado e eu fiquei em paz porque estava do jeito que sonhei.

Eu era ansiedade em pessoa, e o marido da minha amiga liga para esposa dizendo que estávamos a caminho, eu, a fotografa e ele. No alto falante ele diz que estava ouvindo toda a conversa. então ela pede para darmos um tempo porque tinha uma pendência a ser resolvida, leia-se o diácono não chegou no horário combinado e estava mega atrasado. A essa altura  eu perdi completamente a noção do tempo, paramos num restaurante na orla de Salvador e lá ficamos alguns minutos, e sai toda arrumada para espera do restaurante, meu amigo pergunta se eu quero algo peço-lhe um refrigerante e la tiramos algumas fotos. Até que finalmente fomos para igreja, com quase duas horas de atraso, lembro de relance de algumas coisas e outras não, por exemplo não me lembro de ouvir tocar a ave maria durante o meu trajeto até o altar, mas sei que tocou porque eu  a escolhi. Lembro de sentir minhas mãos tremerem muito, e não sei porque não chorei , eu sou uma manteiga derretida. A cerimonia foi bem rápida. Varias tias mais velhas não ficaram para recepção  por conta do atraso de tudo. Apesar de todos os percalços foi um dia inesquecível.

Ao contrario do dia do casamento, o dia que Pedro nasceu foi muito suave, comecei a sentir as contrações durante a madrugada e de manhã bolsa rompeu. Nesse dia  teria a última consulta com a obstetra, pois se Pedro não nascesse até aquele dia iriamos induzir o parto. Liguei para minha medica perguntando o que eu deveria fazer, então ela disse que era meu critério ir na consulta ou ir direto para o hospital, falei depois com a doula e ela me disse que era legal ir na consulta, porque era no fim da manhã, mas se fosse no fim do dia não valia a pena. Eu fui no consultório da medica para que pudesse me ver antes do plantonista da maternidade, tirei algumas dúvidas e fomos para o hospital pois como já estava com três centímetros de dilatação, chegando na maternidade, então depois dos protocolos subi para sala de pré parto, uma medica da equipe foi me ver, refez o cardiotoco e eu fiquei lá sozinha porque o marido foi assinar os papeis da internação, a medica auxiliar entrou e saiu algumas vezes da sala, e fiquei ali conversando com a doula pelo what’sapp. de repente uma dor insuportável vem e menos de três segundo me vejo debaixo do chuveiro de tamanha dor. A medica auxiliar entra novamente e estou embaixo do chuveiro urrando de dor, minha medica chega e meu marido tambem todo perdido sem saber como me acudir, vomito, coco fora da privada, enjoo passa um tempo e fomos para sala de parto, enrolada num lençol completamente pelada por baixo. eu entro na banheira e lá fico até quase a hora de parir Pedro. A medica vai monitorando o batimento cardíaco de Pedro. não me lembro disso mas sei que ela fez, até que vou para banqueta porque estava com dilatação total. Algumas forças e não consigo colocar Pedro para fora, até que minha medica diz que precisa que ele nasça logo, então na contração seguinte ela o puxa com o vácuo, entre saída da banheira e sentar na banqueta minha doula chega, me abraça de um jeito que nunca esqueci, sinto um pouco da sua massagem entre contrações e como alivia a dor.

Acho que o dia do meu casamento foi mais caótico que o nascimento de Pedro, e vocês o que acham?!

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Pedro e viroses




Pedro nasceu em março, já no outono.Então enfrentamos um período muito ruim de temperatura e Pedro, recem nascido foi judiado de viroses, tosses  etc. O tempo passou, e agora que começou a creche, meu maior medo se realizou , Pedro teve conjutivite, sinusite e otite em apenas dois meses , além dos resfriados que iam e vinham semanalmente. Ele ia para creche uma semana e na outra ficava em casa, fiquei bem cansada dessa falta de rotina dele. Além da correria de médico em médico.
Então, resolvi leva-lo a um homeopata para melhorar a imunidade, o tempo de São Paulo também não ajuda muito devido a poluição, mas enfim.  E o que aprendi com isso, a ser uma mãe resiliente e que tudo na maternidade passa. Pode até parecer complicado, mas vai ter um fim. Voltaremos no homeopata semana que vem, e sim houve uma melhora significativa veremos o que o homeopata dirá.  Adotamos aqui, como hábito todos os dias a noite lavar o nariz com soro fisiológico. Além dele o pai e eu tivemos três crises de sinusite cada.
E o inverno nem chegou ainda !!

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Dia das mães, Aniversário do Macetes de Mãe e Seminário, não necessariamente nessa ordem.


Segundo domingo de Maio, conhecido aqui no Brasil como dia das mães, foi diferente. Na verdade, eu nunca fui muito fã dessa data porque minha mãe fica meio mexida com esta data pois, no dia sete de maio era aniversário da minha vó (sua mãe), sempre comemoramos mas de forma singela. Uma comidinha gostosa, em casa mesmo e ás vezes com presente.  E hoje não foi muito diferente, morando em São Paulo, fomos almoçar na casa da minha boadrasta, onde meu pai e minha irmã moram. Mesa cheia de gente e comidinha especial. Desde semana passada estou submersa, ainda mais, nesse universo de maternidade, aconteceu aqui em Sampa, o 4o. Seminário Internacional de Mães, penúltimo sábado. Um dia inteiro de palestras para esse universo, neste ano teve uma palestra maravilhosa da Rita Lobo ( aquela apresentadora do Cozinha Prática no GNT e também dona do site Panelinha), etc. Foi um dia bem gostoso e de descanso, pois depois de uma semana intensa com Pedro em casa porque estava doente, pude respirar outros ares e descansar a cabeça. Ganhei de presente o convite do Melhor Blog de Maternidade, para mim, o Macetes de Mães. Voltei para casa com a cabeça renovada, apesar do cansaço extremo do corpo. Encontrei com Shirley, responsável pelo Macetes e brincando falei que nos veríamos na semana seguinte no evento de aniversário do blog, se eu já era fã fiquei ainda mais fã dela, simplesmente ela se lembrou de mim e perguntou como eu estava referindo-se a minha depressão pós parto, então contei-lhe que estou a  oito meses sem tomar antidepressivo.Comemoro todo os meses essa batalha vencida, porque eu sei o quanto foi difícil vencê-la.


Desde que Pedro começou na escola, tenho tido mais tempo para mim, confesso que estou num momento de reflexão de várias coisas na vida, como será daqui pra frente. O reencontro comigo mesma,está bem confuso ainda, muitas possibilidades e nada concreto e real onde possa seguir mas porque tudo ainda é meio nebuloso. Minha sensação é que sou um barco à deriva e que para chegar ao timão  dele preciso vencer a neblina  que me separa até lá mesmo dentro barco ainda assim é difícil chegar lá devido a tempestade. Estou desconstruindo várias  verdades dentro de mim.  Dentre elas   aprendi com o Macetes é que a vida precisa ser pragmática, o ideal não funciona, o real sim ou pelo menos adaptado às suas necessidades. Agora, depois de cumprir os meus mil dias com louvor, posso dedicar mais tempo para mim,  sabe aquela cena do Macauly Culkin no filme “Esqueceram de mim”correndo de um lado para o outro no corredor da casa quando foi abandonado, no primeiro filme. Onde não sabia o que queria fazer porque não tinha ninguém para encher a sua paciência. Felicidade e desespero o definem, assim que eu me sinto quando Pedro está na creche. Desisti de ser perfeita, quero ser uma pessoa real e realizada. São tanta possibilidades, mas nenhuma delas vejo se concretizar em um tempo breve, essa sensação de não estar viva/útil me incomoda absurdamente. Ser mãe, é uma tarefa extremamente útil, e não nego toda sua maravilhosidade. Mas por hora, cansei dessa dedicação integral, quero olhar para outros lados da minha vida com um pouco mais de cuidado e ter tempo para me dedicar para tal atividade. Ser real é conseguir abrir mão de algumas coisas porque simplesmente desisti de comprar essa ou aquela briga, saber quais brigas quero encarar, batalhar pela minha realização profissional, o que me trará um brilho diferente nos olhos, ser mãe de Pedro é real e concreto mas para que eu possa ser uma mãe ainda melhor e com qualidade para ele PRECISO reacender esse brilho que anda miúdo e esquecido porque foi colocado de lado simplesmente ainda não era o momento de cuidar dele, agora ele precisa ser priorizado. Então, pela minha sanidade mental, Pedro ficará na creche até as 16 horas e sairá mais cedo somente nos dias em que tem algum compromisso médico e/ou terapêutico.  Delegar algumas coisas que tratava como prioridade, reorganizar minhas tarefas domésticas otimizando o que puder ser. Rescrever a nova Maní que renasce pós maternidade, isso foi uma das coisas que compreendi no bate papo do aniversário do Macetes, sexta passada, eu sempre soube disso mas depois de ouvir isso, compreendi que agora é o meu momento. Apesar do barco estar à deriva, tenho condições de tomar o rumo desse barco - minha vida - foi uma semana intensa de aprendizado e muito importante para mim. Quando saiu o resultado do sorteio que eu iria para o aniversário do Macetes, no dia do meu aniversário (26/04) não tinha entendido que um novo ciclo seria iniciado.  Pois bem, Seja Bem Vindo !!!

Realmente, quero transformar minha vida esse ano. Encerrando alguns ciclos e iniciando outros, porque uma das coisas que a messiânica me deu a compreensão é que tudo tem um começo, meio e fim.
Eu falei durante o bate papo no aniversário que estava nesse momento de redescoberta, e como sei que as coisas acontecem conforme as nossas necessidades era preciso estar lá ouvindo daquelas mulheres no bate papo o quanto era difícil conciliar a vida profissional com maternidade mas que é possível, além da própria Shirley que aprendeu com a vida
que é possível, cedendo no momento certo e tambem exigindo na hora que fosse preciso.

Sim, é possível,  eu farei acontecer porque só depende de mim. E compreender isso é  aceita-lo como verdade foi o mais doloroso do processo. Mas do mesmo modo que ela te aprisiona igualmente te liberta.
Mas como diz o sábio, Vamos em frente que atrás vem gente!!!


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Pedro e a creche.







Eu sempre soube que Pedro iria cedo para  escola porque queria voltar logo para minha vida, doce ilusão achando que quando com 1 ano dele tudo iria se encaixar como num passe de mágica, ela acreditou!!!! Já tinham me avisado que demorava sair a vaga da creche, mas no meio da depressão, puerpério e ainda assimilando tudo que tinha acontecido comigo isso era última coisa que conseguia pensar, Pedro longe de mim. Era desesperador essa separação e assim fui protelando fazer a inscrição dele no  sistema para  esperar um dia sair a tal vaga. Eu não me sentia segura até que em outubro do ano passado, começou um movimento interno de querer me reencontrar, descobrir quem é essa tal de Maní, mãe do Pedro. E não me lembro o motivo que o pai de Pedro ficou em casa então dei uma de louca e fui até a escola mais próxima para fazer a inserção no sistema da Prefeitura e esperar até não sei que dia vaga sair.
No dia 15 de março de 2018, me ligaram da CEI (centro de educação infantil ) perto da minha casa dizendo que Peu tinha direito a uma vaga lá com eles se eu tinha interesse ou não, falei que iria visita-la no dia seguinte e assim fiz. As CEIs existem para atender a demanda de mães com crianças menores de quatro anos de idade, funciona como uma creche. Não é a minha escola perfeita, mas é real e me atende com as minhas necessidades e as de Pedro ter convivência com crianças da sua idade, socializar-se. Porque apesar dele ter dois anos, há um atraso na fala. Falarei sobre isso num post próximo.  Como não sabíamos  quando sairia a vaga estávamos a procura de uma particular para que  ele fosse a partir de agosto. Pela boa vontade do universo tudo conspirou a favor e vaga chegou no momento certo.
Na semana seguinte começamos adaptação, no primeiro dia ficaríamos até as dez horas da manhã, tudo tranquilo até conseguir deixa-lo um pouco no parque para assinar a papelada da matricula.No segundo dia, tentei me distanciar um pouco para ver como seria o processo, não teve acordo ficou grudado em mim o tempo todo, meu mundo caiu, tanto que fomos embora mais cedo. No último dia, deixei na escola e a coordenadora falou para eu ir embora e qualquer coisa ela me ligaria. Sai de lá com coração na mão, mas tentando ficar tranquila porque ele estava bem cuidado, voltei para pega-lo no horário estabelecido as duas da tarde e os dias seguintes daquela semana tambem fluíram com tranquilidade. E como convívio com outras crianças e um ambiente novo o fez ficar doente ele não  foi uma semana inteira. Na terceira semana houve um pouco de estranhamento, mas ele foi se acostumando novamente e hoje mês depois vejo o quanto foi importante ele ir naquele momento para creche, o universo/Deus sempre conspira a nosso favor mesmo que quando achamos que não.  Lembro que quando me ligaram dizendo que a vaga tinha saído liguei na mesma hora para o marido para contar a super novidade e minha vontade era de gritar de tanta felicidade, que tinha cumprido com louvor a tarefa de cuidar dele nos seus primeiros mil dias de vida (gestação +dois anos do lado de fora). As coisas foram se encaixando conforme a nossa necessidade, o meu movimento interno de re-conhecimento precisa desse tempo livre onde posso fazer algo em prol da minha realização pessoal, o que falta , o meu reencontro profissional.
Acho que se tivesse forçado a barra e colocado em uma escolinha não seria tão tranquilo o processo de adaptação dele como foi. Ainda há um estranhamento do tipo quando chega na escola de não querer ficar, então chora um pouco e logo se distrai com outras e vai tranquilo até o pai busca-lo as duas tarde, faz uma pequena manha , entretanto tudo dentro do aceitável.
A creche  somou muito no processo de fala dele, ainda não pronuncia nenhuma palavra mas a sua comunicação corporal melhora a cada dia.  E tambem me ajuda ter uma rotina mais organizada e produtiva, meu sonho de entrar no mestrado da USP está perto de ser realizado.
Cenas dos próximos capitulos !!!

domingo, 22 de abril de 2018

Feliz Aniversário Meu Filho!!!

O texto foi escrito para ser publicado no dia do aniversário de Pedro, mesmo atrasado posto. O mês de março passou como um caminhão me atropelando, mas prometo a volta de uma regularidade de  postagens. 

Pedro meu filho,Feliz Aniversário !!


Nossa, faz dois anos que você chegou e me modificou por completo. Como foi delicioso e intenso desde a sua chegada. E hoje tambem completa-se seis meses que encerrei um ciclo de cuidados onde parei de tomar remédio para a  depressão pós parto. Com o apoio incondicional seu e do  papai  vencemos juntos essa etapa de nossas vidas. Mais um ano de aprendizado em que estamos colocando, aos poucos, a nossa vidinha em ordem. No ano passado, estávamos as vésperas do seu primeiro aniversário, ferias em Salvador e o seu batizado. Como foi gostoso comemorar e ao lado das pessoas mais importantes da nossas vidas. Seu pai e eu agradecemos diariamente a sua existência. Em vários momentos me peguei quase chorando de tamanha gratidão por estar aqui e eu tambem. Te ver crescer é uma dádiva enorme, muitos desafios virão e nós estaremos sempre ao seu lado para que juntos chegarmos aonde você desejar. O nosso maior desafio agora é te ensinar a falar, porque as outras coisas ja aprendeu. Não mediremos esforço para isso, agora que chegamos ate aqui ,mas sempre juntos, mamãe precisa se reencontrar eu já sei muitas coisas sobre mim mas, assim como você ainda existem umas tantas outras que precisam ser organizadas na minha cabeça.  Esse ano tínhamos planejado passar seu aniversário só nós três em algum lugar do mundo, uma viagem para celebrar a nossa família. Mas os planos precisaram ser adiados, entretanto isso não diminui o valor dessa celebração. Teremos um bolinho em casa para pontuar essa passagem de bebe para criança. Mesmo que você tenha cinquenta anos ainda sim sera o meu gordinho peralta. Talvez tenha vergonha de ler isso daqui algum tempo e me dirá isto. E eu não vou me importar, porque hoje mais do que nunca eu entendo sua avó Verinha, o amor exagerado . Não é um amor exagerado, é um amor que transcende a vida e é incondicional. Eu achava que poderia amar alguém com tamanha força, mas eu me enganei só aprendi que poderia ser assim completamente incondicional depois que você chegou, e eu digo isso quase todos os dias para seu pai. Um amor que realmente transcende a vida. Desejo estar sempre ao seu lado para qualquer coisa.Meu filho, muito mais muito obrigada por ter me dado essa nova vida. A sua chegada é o divisor de águas da minha vida e do seu pai. Os seus pequenos gestos são uma prova enorme que tudo pode ser colorido, as suas gargalhadas ao assistir tv, a felicidade quando seu papai chega do trabalho a noite cansado são a energia que nos faz seguir em frente. Doses diárias de um amor e gratidão pela vida muito bacana que temos.Obrigada, obrigada e obrigada por colorir nossos dias. Não me acho uma mãe perfeita para você, mas sei que sou real e dentro do possível te dou o meu melhor. Um melhor que eu nem sabia que tinha mas, mesmo assim você mostrou ser possível.
Te amamos !!
Feliz 2 anos!!
Mamãe e Papai.


domingo, 11 de março de 2018

Papai é pop 1 e 2 - resenha






Conheci o Piangers no Seminário Internacional de mães , no ano passado. E amei a sua palestra sobre a paternidade real, de uma forma bem tranquila e veemente nos contou a sua historia que foi criando apenas por sua mãe e seu " pai" nunca existiu na sua vida. E hoje como pai, empenha-se ao máximo para ser realizar nas suas filhas a paternidade que ele não teve. Como um desafio diário equilibrando as suas funções de pai, marido e de jornalista/escritor. Sem papas na lingua, nos seus livros "Papai é pop 1, 2" em formato de crônicas escreve como é o seu cotidiano com as filhas. O primeiro livro, dei de presente para meu marido no dia dos pais o ano passado e o segundo comprei para mim de tanto que tinha gostado do anterior. Achei muito parecido com a sua palestra no evento em que o conheci. É um livro suave e forte ao mesmo tempo. O primeiro li em dois dias já o sequente li nas duas horas de voo na minha ida para Salvador ( conte aqui) . O texto é fluido e atemporal. Ambos os volumes tem em media cem paginas. A suas filhas Aurora e Anita , alem de sua esposa Ana sao mulheres bem presentes no seu cotidiano. Tanto que Ana tambem tem um livro seu ' Mamae é rock' não o li, mas lerei em breve. São livros deliciosos de se ler, super recomendo para presente ou para tê-los em sua biblioteca particular, alem disso parte da renda da venda dos exemplares é doado um percentual para instituições que assistem criancas em fragilidade social e a editora doa um exemplar para biblioteca que precise a cada exemplar comprado por nós.

Ele mesmo fala que ser pai mudou por completo a sua vida e por elas batalha para que o mundo possa ser melhor. Porque afinal, ser pai é o que ele faz de melhor na sua passagem pela terra.

domingo, 4 de março de 2018

Já passaram 14 anos !?





No ultimo dia 27 de fevereiro completamos 14 anos juntos, eu nem acredito.  Pensar que já passou tanto tempo e nem parece, me faz acreditar que muito está por vir. Talvez um recomeço seja necessário, mas o que é um recomeço ? É começar novamente algo, uma libertação das amarras que nos prendeu até agora, uma nova aventura, um restarte na vida. A semana passada foi bem caótica para nós, um momento difícil. Desejo realmente que possamos recomeçar, algumas marcas ficarão marcadas para sempre outras o vento levará mas, as que ficarem serão fortes o suficiente para lembrar de onde  viemos e o que somos na essência. E ai, fui pesquisar o que significa o numero 5 na numerologia, e ela diz exatamente isso, a necessidade de um recomeço, uma nova aventura. Porque apesar de sermos do elemento terra, nosso pequeno é fogo e o movimento é sua palavra chave, chegou para nos tirar do lugar comum. É um desafio? Sim, é um desafio enorme para nós que gostamos da estabilidade que a terra nos propõe e mesmo com as intempéries se readapta  a mudança não é algo tão significativo, mas o fogo aos poucos chega onde quer chegar renovando através das cinzas e ressignificando a vida.

Ao mesmo tempo, o ano 5 (1+4)  tambem nos propõe isto. Desde que nosso pequeno chegou, a vida se remexeu toda e quando achávamos que íamos estabilizar a vida nos avisa que é hora de sairmos desse conforto, porque a vida pede movimento, espírito de aventura das sensações  dos sentidos. Relendo o post que escrevi para você, no ano passado, tinha muitas coisas boas por acontecer e aconteceram muito melhor do que imaginávamos. Fomos a imbasahy, teve a festa de um ano do nosso pequeno, a conexão teve falhas mas, está se restabelecendo. Mesmo que  esqueça de te dizer, tenha com você que você é a minha fortaleza. E nos momentos mais difíceis você estava ali do meu lado cuidando de mim como a sua jóia mais preciosa. Eu sei que muitas vezes não sou aquela Maní guerreira, mas eu também não me reconheço em alguns momentos, a maternidade me fez mergulhar num oceano desconhecido e que perdi a minha referencia da superfície onde era o meu conforto ou onde achava que me conhecia.

Recomeçar pode ser difícil, mas também pode ser um excelente desafio que pode nos dar o vigor necessário para seguir em frente, quando te digo que depois de me tirar de casa pode me levar para qualquer lugar, digo isso de peito aberto. E se tenho medo, obvio que tenho porque o desconhecido sempre nos assusta.

O ano 5 aflora exatamente isso, vamos recomeçar ?!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Readaptação alimentar - o retorno







Escrevi um texto aqui  no blog falando sobre o meu processo de readaptação alimentar, tantas coisas mudaram. Depois que fiz o processo de coaching, mudou significativamente a minha relação com alimentação, me esforço a cada dia para comer comida de verdade tirando os ultra-processados e/ou industrializados.

Outro dia conversando pelo what´s app com as doulandas de Mari sobre o uso de fraldas descartáveis e outras formas de gerar lixo que não conseguimos reciclar, uma delas falou que estava tentando diminuir o consumo de carne para impactar menos planeta, afinal boa parte do efeito estufa que sofremos vem da pecuária, aquilo me mexeu de tal forma comigo que fiquei pensando nas coisas que poderia fazer para deixar como legado para Pedro um planeta melhor. Passei a ser mais rigorosa com seleção do lixo de casa e usar de forma correta os recursos da natureza. E na alimentação que venho modificando aos poucos, meio aos trancos, desde o meio do carnaval resolvi, com traquilidade, diminuir o meu consumo de carne, alimentar-me na grande maioria de vegetais. Virarei vegetariana, não sei.

Durante a gravidez devido aos enjôos não conseguia comer nada de carne (leia-se qualquer proteína animal) e muito antes quando fazia yoga pensei nessa possibilidade, mas rapidamente foi descartada.  Ainda existem alguns quilos que precisam ser eliminados, mas só com tempo, essa modificação da minha alimentação tem e não tem haver com isso, como disse no post falando da alimentação de Pedro, meu foco é ter uma alimentação orgânica, por vários motivos: primeiro porque os agrotóxicos não fazem bem para ninguém; segundo por razões de religioso que meu mestre diz que na verdade nos alimentamos da energia vital do alimento que vem da terra e se está intoxicado ela não chega até nós;  terceiro porque os orgânicos tem um sistema auto sustentável e agride menos o meio ambiente. Poderia enumerar várias razões para consumo dos orgânicos, mas é um trabalho de formiguinha.
Como disse lá em cima, não sei serei vegetariana. Cena dos próximos capítulos da minha vida. O que realmente desejo é deixar algo melhor para Pedro. Engraçado que antes da maternidade não pensava muito nas conseqüências da vida, hoje isso pauta as minhas decisões. Há muito que ser modificado, aos poucos tudo se ajeita.  Comecei a modificar meus hábitos comendo apenas vegetais no jantar e senti uma melhora significativa no meu sono, mais leve e renovador e no almoço comendo mais vegetais  o que considero um progresso enorme, porque antes não ter nada de proteína animal era como se não tivesse comida em casa. Ainda estou me adaptando a esse novo hábito, mas até então corre bem. 

Emagrecer será conseqüência dessa tomada de decisão como forma de agradecimento do meu corpo já que estará com mais saúde. Meu foco é chegar ao meu aniversario com o peso ideal, há muito que fazer até lá, em abril.

“ O vento vai dizer lento o que virá, e se chover a gente vai saber .”

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Carnaval 2018 - será que ele passou por aqui ?!







O carnaval até tentou passar por aqui, mas nós passamos bem distante dele. O feriadão serviu para ficarmos juntos e aproveitarmos o momento, tivemos duas tentativas frustrada de ir aos bloquinhos. A primeira no fim de semana anterior onde tentamos chegar no Tindotete (realização da Lumos Cultural, coisas da nossa pedimusa) então aventuramos ir de transporte público, mas não nos atentamos que existiam outros blquinhos na rua e a linha amarela do metro estava um verdadeiro caos e algo inédito aconteceu no metro não estava circulando por todo o trajeto e não conseguimos ouvir tamanho o barulho na estação, sendo quase o horário de encerramento  nem seguimos a adiante para quíça tentar chegar lá, voltamos da estação pinheiros pegando o trem até a vila Olímpia passamos no shopping demos uma voltinha e chegamos em casa.


No feriadão em si, nos programamos no sábado ir ao show de Beatles para crianças, entretanto de ultima hora um amigo de Joel nos convidou para almoçarmos na casa dele em Itu. Topamos o passeio até casa do amigo dele. Foi um dia delicioso passeamos pelo Centro, Museu Republicano e na Fazenda do Chocolate. Tem fotinhos no instagram
.
No domingo, a segunda tentativa frustrada de irmos ao Carnaval, o Shopping Vila Olimpia promoveu um baile no terraço com Banda e outras atrações como pintura de rosto etc. Corremos para chegar a tempo e o que aconteceu?! Chegamos ao final. Novamente passeamos no shopping e voltamos para casa. Na segunda ficamos em casa, Pedro e o pai desceram para brincar no play do prédio, mas não saímos do condomínio. E na terça,  também ficamos em casa, meu pai (avô de Pedro) veio almoçar conosco também tinha o bailinho no shopping perto de casa, mas Pedro dormiu e quando acordou ainda sem almoçar não daria tempo de chegar, desistimos e ficamos em casa e só abrimos a porta de casa porque meu pai veio em casa senão nem isso teríamos feito. Amo quando esses momentos chegam e conseguimos  aproveitá-lo. Eu me prometi nesse feriadão caminhar todos os dias no parque para começar me exercitar, doce ilusão, nada aconteceu. Tudo bem, espero na semana que vem as coisas aconteçam a contento e eu volte acordar cedo e caminhar no parque. Foi um feriadão gostoso e na melhor companhia , os meu meninos. 

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Pedro e a alimentação hoje






Outro dia, postei no instagram três vídeos em sequencia ( novo perfil do blog) de Pedro almoçando e relendo o primeiro post (aqui) como foi o processo, me sinto na obrigação de atualiza-los. Pedro, hoje, é um poço sem fundo para comida a ponto de precisar controlar as quantidades que ele come. Quando fez um ano a pediatra liberou para comer a mesma comida da casa, não precisando mais separar o que é comida da casa e a comida dele, como fiquei feliz por isso porque diminuiu e muito meu trabalho de fazer dois tipos de comida liberando derivados de leite, açúcar ainda está proibido ( até onde conseguir não darei, mesmo depois dos dois anos). 

Pedro come absolutamente tudo que lhe é oferecido, algumas coisas ele gosta mais e outras menos. Mas como bom explorador que é, não perde a oportunidade de experimentar. Dá gosto de vê-lo comendo, pois quando estava perto de completar um ano tive medo de passasse pela fase de seletividade, mas por aqui ela passou léguas de distancia. Ao contrario virou uma draga comedora. E assim quase um ano depois segue no mesmo ritmo.

Como citei acima, as coisinhas prediletas de Pedro são: morango, uva, banana, pão de queijo, parmesão e queijos em geral são coisas que preciso tirar da frente de dele porque senão come até acabar.   Eu não tenho o que reclamar da quantidade que come, outro dia não quis comer o pratinho do almoço e eu não esquentei cabeça por isso porque noutro dia comeu tão bem quanto os outros, verdade que era dia mais quente então julguei que o calor estava incomodando , portanto, queria coisas mais frescas e quando ofereci frutinhas comeu super bem.  Comentei com pai e ficamos tranqüilos com isso.

E, assim a vida vai seguindo. Todos  ficam encantados com sua desenvoltura  e independência para comer, agora está aprendendo a  usar os talheres porque antes era com as mãos o que não diminui  a sujeira, comidas  com molho dão perda total só restando ir para o banho direto. Em pensar que no começo tinha vários medos e expectativas de como seria todo o processo e se realmente ter apostado no método BLW era a melhor escolha, hoje digo que sim e valeu. Porque aos poucos lhe ensinei a ser autônomo e seguro para seguir o curso de sua vida como o rio segue para mar. O pai diz que muito do que ele é hoje se deve ao meu esforço e perseverança de acreditar que poderia dar certo e deu. É uma das coisas  que sem falta modéstia me orgulho e também o apoio da pediatra dele que nos deu todo o suporte necessário. Pretendo compartilhar mais esses momentos dele comendo e também as receitinhas das suas comidinhas prediletas. Outra coisa que prezo é qualidade do que ele come, se ele come uma colher de qualquer coisa ou um prato enorme para mim pouco importa. Comida fresca é a ordem do dia, sempre, como sempre estou com ele e em casa me dou o trabalho (com todo prazer!!) de preparar a sua comidinha, o meu ideal seria comer coisas orgânicas mas como financeiramente ainda é inviável, vou adequando conforme vai acontecendo. 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Eu e eu






Semana passada liguei para minha mãe, papo vai e papo vem eu já tinha reclamado que andava bem cansada e frustrada por não conseguir tocar alguns projetos meus como por exemplo entrar no mestrado da USP no ano que vem. Sei que preciso estudar muito.  E isso estava me frustrando por não ter meu tempo organizado para estudar.  Eu  consigo deixar a casa em ordem, mas quando termina estou exausta e não tenho cabeça para estudar  e no fim do dia acabava me sentindo a pior das criaturas. Então ela me sugeriu inverter as coisas, estudar logo pela manhã, me priorizar e as questões da  casa que consigo fazer mesmo cansada deixar para a  tarde.

 Bingo!!

Era a decisão que precisava tomar, uma coisa que ainda não estou conseguindo é escrever para que mantenha uma regularidade maior de posts aqui no blog e no meu outro blog sobre leitura,aos poucos tudo se apruma. Sei que estou mais feliz com tudo isso, meus estudos estão caminhando assim como as aulas de inglês. Alem das outras demandas da casa e de Pedro que vou adequando conforme a necessidade. Preciso ter fé que tudo vai caminhar, se eu não passar neste ano tentarei no próximo e assim até conseguir ingressar, tenho e não tenho pressa. Tenho porque preciso me sentir um pouco mais útil e mais perto do meu sonho de ensinar e não porque o tempo é de Deus e só ele sabe quando tudo irá ocorrer. Como disse no ultimo post, tudo pode mudar ou não. Antes eu ficava mais angustiada com essas incertezas, mas aos poucos vou aprendendo a lidar com elas de uma maneira melhor sem sofrer.

Boas novas virão, semana que vem volto para minha querida terapeuta. A minha sensação  eu é de  voltar para o meu porto seguro. Três anos de terapia e uma relação construída me faz um bem danado. Falando também de relação construída, estive em consulta com meu otorrino que cuida das minhas tonturas e ites da vida disse-me que hoje o meu sorriso é diferente depois da maternidade e  minha vida parece ser mais rica por conta disso.  Pensando sobre o meu propósito neste ano e também como conduzirei o que ocorrer, pautando as minhas decisões a frase da musica de Los Hermanos me define bem “ o vento vai dizer lento o que virá, e se chover demais , a gente vai saber”.

Cenas dos próximos capítulos!! 
  

domingo, 28 de janeiro de 2018

Três anos em São Paulo







Na sexta passada completou três anos que Joel e eu aterrisamos em São Paulo para morar. Ainda não sabíamos o porque a vida nos trouxe para cá, hoje três anos depois tenho algumas respostas para esta pergunta, vivemos de maneira tão intensa esse tempo que custo acreditar que passou tão pouco. Gravidez, parto, nascimento de Pedro, depressão pós parto foram alguma das coisas importantes que vivemos por aqui, reencontrar e conhecer pessoas para que os dias fossem mais coloridos foi primordial. O facebook me lembrou uma postagem que fiz  no dia em que chegamos em São Paulo onde agradecia a Salvador por tem me acolhido por quase uma vida inteira e tantas coisas que conquistei morando lá e nesse mesmo texto acolhendo de peito aberto as novas vivencias que estavam por vir, e mal sabia eu que dali 4 meses daria um dos passos mais importante da minha vida que seria a maternidade, abrindo me para possibilidade de engravidar e ter o meu maior tesouro – Pedro. Por Joel tentaríamos engravidar no dia seguinte ao nosso casamento, mas sabia que essa decisão partiria de mim e tenho certeza que antes não estava pronta para assumir tal responsabilidade, um primeiro desejo nascerá, mas precisava tomar corpo e abrochar de fato e só depois de chegar aqui a decisão foi tomada de fato. 

Eu não sei se já contei aqui, mas eu nasci em São Paulo e morei aqui até meus 7 anos só depois disto que me mudei para Salvador. Às vezes não sabemos porque as coisas acontecem na nossa vida, tenho certeza que precisava estar com quem estive durante a gravidez e no parto para que essa forte  experiência fosse mais suave mesmo com todas as suas idiossincrasias. Ou seja, precisava ser cuidada por quem cuidou de mim, o meu coração transborda de gratidão por ter encontrado pessoas tão lindas e que me acolheram e me acolhem até hoje.

O que será da nossa familia nos  próximos três anos, não sabemos.  Pode ser que demore para voltarmos para Salvador ou nos mudemos para outro estado ou país ou esteja mais perto que nós imaginamos a nossa volta para Salvador, não temos certeza de nada. Quem sabe, cena dos próximos capítulos!!

A vida em São Paulo me ensinou tanto, me deu tantas outras que até fico divida sobre ficar ou voltar.  Mas acho que voltar é um desejo latente. Eu sei que vou aproveitando cada dia e fazendo dele o melhor. Como diz Los Hermanos : “ o vento vai dizer lento o que virá [...] um século, um mês , três vidas e mais um passo para atrás por que será [...]”. A vida vai seguir o seu curso como o rio segue em direção ao mar, terá pedras no caminho? Sim terá, mas a sabedoria me ajudará  a contornar estas pedras, fazendo das dificuldades um aprendizado rico.

Hoje me orgulho de tudo que passou e sei que sou uma pessoa melhor para Pedro e Joel.  Porque eles são a razão desde blog existir. Afinal se não fosse por eles não estaria aqui escrevendo para vocês. Nunca me imaginei ter um blog e querer ser escritora e professora. Como disse lá em cima, São Paulo me deu muitas coisas e eu sou tão feliz por ter chegado aqui. 

Vamos em frente que atrás vem gente, esses três anos valeram por pelo menos trinta de tanto aprendizado e ainda sim me sinto uma eterna aprendiz da vida, acho que nem quando chegar lá casa dos sessenta anos vividos me sentirei uma mestra.

Obrigada São Paulo !!!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Ferias , Natal em Salvador



Como comentei no post de retrospectiva (aqui) , viajamos para Salvador no dia 7/12, Pedro e Eu, papai iria dia 21/12 por causa do trabalho. O vôo saia de Guarulhos as 19:20, saímos de casa às 16:20 e nós conseguimos perder o avião. Sempre soube que a questão de transito em São Paulo era passível disto acontecer, mas tínhamos olhado no aplicativo e chegaríamos uma hora antes por causa do transito.  Entretanto à medida que o tempo ia passando só aumentava o tempo estimado de chegada e o desespero batendo. Foram três horas e meia para chegar ao aeroporto. Chegando lá  veriamos se conseguiriamos remarcar o bilhete e embarcar no mesmo dia ou como iríamos fazer. No guinche da companhia conseguimos remarcar a passagem para as 23:50. Relaxamos e resolvemos jantar, ficamos aproveitando os últimos momentos juntos,pois, ficaríamos quinze dias distante. Assim que resolvemos tudo ligamos para o meu sogro avisando do ocorrido.

O vôo foi tranqüilo, Pedro dormiu quase todo o tempo, chegamos exaustos em Salvador. No outro dia fez sol, eu estava doida para ir à praia. Fomos nós com a dinda Rosi, dindo Mau e Heitor, uma delicia. Almoçamos em casa e descansamos. No dia seguinte minha irmã Naia (também madrinha de Pedro) com Aurorinha, Diogo e Clara passaram o dia conosco e  também fomos a casa de Rosi para tomar o café (na Bahia, significa jantar porque lá não se tem o costume de comer comida como no almoço, come-se algo parecido como café da manhã).

Na quarta seguinte, ficaríamos dois dias na casa de Naia, pois, iríamos assistir o espetaculo do estúdio onde  ela ministra aulas, mas que está afastada por conta da gravidez de Aurorinha. Maravilhoso. Noutro dia Taili chegaria de São Paulo, então juntamos os primos para comermos uma pizza e falar besteira. Uma coisa bem nossa.  Na sexta pela manhã voltei para casa de minha sogra para reorganizar a mala, pois, no sábado viajaríamos para Arembepe, reviver a nossa infância, alias havia pelo menos uns 10 anos que não íamos lá, uma das tias de Clara nos emprestou a casa e foi maravilhoso, fomos a praia do Pirui, no rio da Aldeia Hippie, comi geladinho de amendoim, pão de milho alem de um peixe  feito na brasa por Taili e Matheus acompanhado de um catado de siri delicioso. Voltei com Pedro de carona com Matheus e Diogo, na quarta porque o papai chegaria nesta madrugada de São Paulo e queríamos estar lá quando chegasse. Tudo deu certo.

Para variar, fomos a praia. A família estava reunida novamente. No sábado (23/12) tínhamos combinado de fazer o natal dos Atticiatis, pois a noite do dia 24 ficaríamos na casa de minha sogra. E também no dia 23/12 foi a Cerimônia de Apresentação de Pedro na Igreja Messiânica que aconteceu um pouco antes do almoço, depois almoçamos algo ali perto. Era para ter acontecido no aniversario de um ano de Pedro, mas o dindo Matheus não podia por questões de trabalho e assim adiamos, foi um dia maravilhoso. Já à noite, o nosso natal aconteceu, uma delicia, matei as saudades da minha tia Tameia querida, mãe do Rafa e de Iria, meus primos maternos e que fomos criados juntos. Somente Rafael estava porque  Iria mudou-se paraa Dinamarca com o namorado.  No domingo, voltamos para casa de minha sogra para o natal na casa dela, tivemos o nosso amigo secreto que é tradição, na sexta  antes fomos no Outlet Premium para que cada um pudesse comprar o seu presente. Eu, Joel e Pedro resolvemos logo nossos presentes e também aproveitamos para comprar umas coisinhas para nós , fomos na companhia de minha sogra, tia Zu e minha cunhada.

A noite de natal foi ótima, o amigo secreto é sempre uma marmelada porque sempre descobrem quem tirou quem, mas é uma delicia a brincadeira. Jantamos e fomos dormir, pois no dia 25 sempre fazemos um churrasco com uma prainha antes para deixar o gostinho de quero mais. E no dia seguinte voltamos bem cedo, mas se não for assim nem conseguimos ir.

Foi bem cansativo porque passei 15 dias cuidando de Pedro sozinha  meus sogros e minha mãe e irmãs até ajudaram, mas a carga pesada era minha. Entretanto, senão fosse desta forma não conseguiria ir para Arembepe e era uma coisa que desejava muito compartilhar com Pedro um pouco de minha historia e por isso valeu muito. Bem verdade que nas duas primeiras semanas de janeiro eu descansei das férias. E aos poucos estou retomando a minha rotina, alem de dar seguimento aos meus projetos pessoais para 2018.  


ps: nessa foto estavamos os três com a boca suja de dende!! 

domingo, 14 de janeiro de 2018

Gentileza gera gentileza.




Todos os sábados vou para minha acupuntura , é o meu momento de liberdade, acordo cedo e deixo meus meninos dormindo e lá vou eu de ônibus até a Vila Mariana. É um trajeto relativamente curto então aproveito  para ver a paisagem e pensar em mim um pouco ou pensar em nada, porque as vezes estou com sono, entretanto tenho esse compromisso comigo mesma.

 Ontem, voltei para acupuntura nossa de todos os sábados, e como ritual também passei na banca de jornal para ver os gibis novos e voltar para casa. Então que a vida me surpreende ainda no ponto final, uma senhora perguntou para o cobrador se o ônibus passava e determinado local e ele respondeu que não, rapidamente o motorista muito gentil chamou a senhora e lhe disse que poderia deixa-la num local mais perto do seu destino final e que ali naquela região não sabia de nenhum outro que pudesse servi-lo, mas para onde o ônibus iria adiantaria o seu percurso. Fiquei mega feliz de ver tamanha gentileza, em local mais adiante em uma da suas paradas  outra pessoa abordou o motorista perguntando se passava em outro local também não fazia parte do percurso do ônibus, então ainda mais gentil o motorista pediu desculpas, mas prontamente orientou-a para pegar determinado ônibus, entretanto, não tinha certeza de onde este passará então falou para perguntar na banca de jornal ali perto saberia melhor. 

Já perto de onde iria descer, fiz questão descer pela frente e cumprimentar o motorista por tamanha gentileza e estava garoando,  no mesmo instante me perguntou se iria para um lugar antes do meu ponto que não custava nada parar antes por causa da chuva fazendo piada que hoje era mais barato. Agradeci pela gentileza dizendo que o ponto cujo qual desceria era  bastante para mim.
Cheguei em casa completamente energizada com tamanha gentileza comigo e os meus próximos  me fazendo acreditar que o mundo pode ter jeito e tudo que precisamos é de mais gentileza nessa vida. E meu dia foi ainda mais feliz por encontra-lo no meu caminho.
Obrigada universo !!! 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Morte e vida ressignificada





Todo primeiro domingo de cada mês é realizado no Solo Sagrado de Guarapiranga promove o Culto Mensal de Gratidão, onde agradecemos o mês passado e pedimos proteção para o mês vindouro para que possamos dedicar com mais empenho. No ano passado tive a permissão de ir quatro vezes ao Solo para os cultos, fiquei muito feliz. E nesse ano pretendo ir pelo menos seis vezes, este mês teve um significado maior de participar, pois, queria agradecer algumas coisas  importantes sendo mais que especial porque minha irmã Taili também foi comigo. Há 16 anos, ela precisou passar por uma cirurgia muito séria e que poderia deixá-la tetraplégica, vegetando numa cama e por milagre de Deus isso não aconteceu e hoje com apenas algumas pouca limitações é uma pessoa normal e completamente independente.  Alem disso três pessoas importantes da minha vida partiram para o mundo espiritual, minha tia-avó Fina há 11 anos, minha tia-avó Lurdes há 10 anos ( ambas irmãs do meu avô materno e que preencheram de alguma forma a sua falta para mim, minhas irmãs assim como para minha mãe ) e minha avó paterna Elvira há 2 anos.

Na Igreja messiânica, a passagem para outra dimensão tem um significado bem profundo que somente a morte, é o renascimento no mundo espiritual e lá pode cumprir sua missão e ajudar os que ficaram nesta dimensão também cumprir a sua missão, sendo assim em conjunto concretizar o ideal de Meishu Sama que é estabelecer o Paraíso terrestre. No começo, era difícil  lidar com morte mas com os passar dos anos aprendi e compreendi que é apenas uma passagem e também uma libertação para o espírito. O elo que nos uni é inquebrável. Hoje com a morte ressignificada, para mim é um dia de festa. E como o aniversario de morte delas  e do aniversario da cirurgia de Taili cairia no fim de semana do culto mensal  fique muito feliz e me esforcei para que participar do evento.  Engraçado que todas as noites que antecedem a ida ao Solo eu não durmo, sonho que estou atrasada ou acordo sobressaltada com medo de perder o horário e nesta noite não foi diferente, foi pior pois, dormi quase nada. Foi emocionante o culto, apesar do cansaço, sai leve. Taili e eu rezamos no altar para agradecer por tudo, ambas choraram muito e como presente maior o ensinamento do mês foi o meu ensinamento predileto que para mim  é o cerne do ideal de Meishu Sama :

O homem depende de seu pensamento
É realmente verdade que gratidão gera gratidão e lamúria gera lamúria. Isto acontece porque o coração agradecido comunica-se com Deus, e o queixoso relaciona-se com Satanás. Assim, quem vive agradecendo, torna-se feliz; quem vive se lamuriando, caminha para a infelicidade.
A frase “Alegrem-se que virão coisas alegres”, expressa uma grande verdade.
Meishu-Sama em 3 de setembro de 1949  Extraido do Livro: Alicerce do Paraíso v. 4

É  tão curto e tão profundo e eu tento coloca-lo em pratica todos os dias.

Poderia ser um dia triste por revisitar essas datas e não foi um dia feliz, iluminado. Com coração completamente agradecido por ter ido ao Solo, alem de reafirmar meu propósito de fé.  Apesar de ter certeza da minha fé, não desejo institui-la a ninguém o que realmente eu desejo que seja feliz onde estiver professando sua fé e que faça de você um ser humano melhor para o seu próximo.   
 
Assim foi o meu domingo !! 

domingo, 7 de janeiro de 2018

Restrospectiva, ter ou não mais filhos e slow life .









Escrevi para o blog uma primeira retrospectiva (aqui) e relendo-a vejo quantas coisas mudaram, para melhor é claro.  A melhor de todas é que tive alta médica da minha psiquiatra.  Já se passaram três meses desde então, a vida segue linda. Terminei o processo de coaching de emagrecimento com 6,5 kg eliminados, ainda faltam alguns para chegar aos 64,5kg , mas é só uma questão de tempo e estou bem tranqüila com isso, achei que conseguiria chegar ao final do coaching no meu peso ideal, mas isso não aconteceu e eu aprendi que  a vida tem que ser slow e não fast porque ela precisa ser vivida na sua integridade. Antes, perto do fim ano enlouqueceria para dar conta de tudo que achava que precisasse e não, mas, tudo é no tempo que precisa ser, faria uma faxina enorme limpando todos os cantinhos da casa sem deixar nenhuma calcinha no cesto de roupa suja. O que iria ganhar com isso ?! Nada!! 

Tentei deixar as coisas organizadas, entretanto, fiz tudo o que era possível,sendo assim consegui aproveitar melhor a noite, com os meus amores. Jantamos, depois que Peu dormiu ficamos conversando sobre ano e sobre tudo o que vivemos.  O quanto foi gostoso a nossa estadia em Salvador para o natal. Eu fui dia 7/12 e Joel  21/12 , mas voltamos juntos no dia 26/12.  Sobre a viagem conto em outro post.  

Sobre a conversa da noite do ano novo, foi um desabafo e de coisas que preciso superar que ainda me incomodam ou não aprendi a conviver bem com elas de maneira mais pacifica no meu coração.Sempre desejei um parto normal para que não tivesse nenhuma cicatriz cirúrgica, no entanto tenho uma parecida como se meu parto tivesse sido uma cesariana. E isso me incomoda profundamente. Então, Joel me falou porque não fazer uma tatuagem no local, não gosto de tatugem neste local, acho vulgar, sei lá, não gosto e pronto. Por mais que eu saiba  ela existe por outro motivo e  realizei meu sonho de ter o parto normal. Ainda assim é  algo que preciso aprender ressignificar e só o tempo para curar, não é mais tão dolorido como fora há um ano atrás. Enfim!!

E sobre a questão de ter mais filhos.  Desde que me entendo por gente digo que gostaria de adotar uma criança. Minhas irmãs e amigas já ofereceram para gestar um filho meu, mas ai penso porque tenho que ir contra ao que me foi “imposto” ou minha nova condição de vida. Alem do custo financeiro e emocional porque preciso passar por isso se tenho o meu Pedro, presente da vida, e me proporcionou viver uma gravidez na sua plenitude. Então questiono qual seria diferença do amor sentido por um filho que eu pari ou outro gestado num ventre diferente ao meu, nenhuma. Tudo que uma criança precisa é de amor, o resto dá se um jeito. Casa, comida e escola o universo conspira a favor para que chegue de modo satisfatório. Tantas mães que encontram seus filhos pelo processo de adoção e precisaram aprender essa lição para poder amá-los de forma integra. Tudo tem sua razão de ser no universo, cresci com muitas irmãs então para mim é natural que as crianças tenham alguém para compartilhar o universo, pois quando os pais não estiverem mais aqui nessa dimensão é o que te dará um prumo na vida.  Realmente desejo que Pedro tenha irmãos ou irmãs, mas isso só o tempo definirá.

O plano de fazer mestrado na USP em 2019 continua firme e forte, os estudos serão retomados ainda esse mês. As aulas de inglês também continuam e estudo sozinha de espanhol também, bem verdade que em dezembro larguei tudo de mão. Mas precisava porque estava cansada e em Salvador consegui relaxar.

O ano de 2017 me ensinou que a vida precisa ser leve, não adianta apressar nada só porque nos é conveniente. Não vai, tenham certeza assim como 2+2 =4.

Recebi pelo what´s app uma mensagem bacana, falando o quanto é importante aproveitarmos  o momento e não achar que o um outro melhor momento que esse estará por vir, simplesmente saque a rolha do vinho chamado momento e desfrute dele da melhor maneira possível.
Saque a rolha sempre que bom momento aparecer, tudo dará certo !!

Sinto uma nova Maní nascendo e com isso também nasceu outro blog (aqui), outra faceta que talvez não conheçam, a Maní bibliotecária e apaixonada por leitura e que mesmo com toda rotina insana conseguiu ler 33 livros, alem de gibis e revistas(+-20 itens ). Nem eu acredito que cheguei a tanto.    
Estou muito feliz e grata pelo ano de 2017 que foi incrível !!!

Desejo que eu possa ser diferente, para que 2018 tambem  seja diferente e tão bom ou melhor que foi 2017.