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sexta-feira, 13 de março de 2020

Quarta semana morando em Athlone (09/02 a 16/02)





Depois da loucura que foi a mudança, tinha dois grandes desafios nessa semana, um começar o processo de desfralde de Pedro, mesmo com medo e cheia de incertezas de como seria. E, tambem a escola.

Sobre o desfralde  sabia que o primeiro dia seria meio caótico e não foi tão ruim quanto o esperado. Alguns escapes, alarmes falsos e um acerto. Saldo positivo.

Ainda, na segunda começamos a adaptação na escolinha, ficamos por uma hora na sala. Ele logo se soltou e foi brincar com os brinquedos era tanta novidade que ele  ficou um pouco sem saber por onde começar, eu  distanciei e alguns momentos ele vinha conferir se eu estava ali, mas só pra constar. Senti que estava seguro e mesmo as professoras não falando português conseguia compreender o que elas pediam para ele.

Na terça eu precisava resolver umas coisas na rua e então falei com a professora que o deixaria e voltaria mais tarde para busca-lo e qualquer coisa que ela me ligassem. Indo para escola combinei com Pedro que sairia logo, mas que voltaria assim que possível, na escola reafirmei  o combinado, dei tchau e sai, segura que ele ficaria bem. Ele me olhou tipo assim,  estou por aqui. Voltou a brincar como se não houvesse nada. Eu fiquei sem reação saindo apressada.

Na quarta, aquela  correria pela manhã para sair no horário e não me atrasar porque eu queria fazer a prova de nivelamento do curso de inglês que estou pleitando, pago pelo governo. Cheguei em tempo, acertei 12/25 eu achei ótimo para quem está sem estudar e chegou a menos de um mês em Athlone. A professora ficou de me ligar para ver a turma que eu me adéquo. E ainda pela manhã fui o Departamento do PPS para entregar um formulário que faltava para emitir finalmente o documento. Faltou uma carta da escola de Pedro então quando fui deixa-lo peguei com a diretora e voltei depois da prova de nivelamento para entregar no departamento, mas quando voltei lá precisaria pegar uma senha e esperar mas não tinha tempo hábil para tanto porque já estava na hora de buscar Pedro na escola. Voltei na quinta depois deixa-lo escola, direto. Passei no shopping para comprar umas coisas e fazer hora para escola.

Na sexta, levei Pedro na escola com a tranquilidade de uma  criança que já estava desde o começo do ano lá, voltei para casa e fiquei estudando até a hora de busca-lo novamente.

O desfralde, trouxe muitas coisas boas, tenho a sensação de estar mais conectada com Pedro, eu passo boa parte do meu dia com ele, mas apenas estamos no mesmo ambiente. Consegui brincar com ele no vaso enquanto esperávamos os xixis que não vieram. Na quinta e na sexta voltamos para casa a pé, como todos os dias, mas cantando e ele curtindo aquele momento nosso. Eu ouvi uma entrevista da Shirley do Macetes de mãe com a Telma Abrahão, educadora parental sobre Disciplina Positiva (DP). Um assunto que eu gosto bastante cuja maneira gostaria de educar Pedro. Foi um soco no estomago, porque percebi que eu não dava esse tempo de qualidade para Pedro e muito disso é demonstrado nos seus comportamentos. Ela falou uma coisa que mexeu muito comigo :  o que meu filho quer me dizer com esse “mal comportamento” ?

Me colocar no lugar dele é importante para conseguir trilhar o caminho do meio que a DP prega porque está baseada na ordem e liberdade, sendo firme e gentil com a criança para que se possa tecer um respeito mutuo.  Eu sempre tentei fazer combinados com Pedro, a base da DP.  Desde então tenho prestado mais atenção nas ações de Pedro porque o corpo fala e sei que não estava reparando nele como precisava. Eu fico feliz de ter acordado para isso a tempo.

No geral, tem sido uma experiencia maravilhosa ter mudado para Irlanda, é punk sair da sua zona de conforto,entretanto,tenho certeza que foi a melhor escolha. Durante essa semana, em diversos momento me vi sem autonomia de não conseguir me expressar com queria por não falar tão bem inglês. Mas daqui pouco será passado, espero começar logo o curso, aos poucos com meu regime semiaberto com Pedro na escola vou estudando e melhorando o inglês.

Joel está bem feliz com o trabalho.

Aos poucos vamos deixando a casa com  nossa carinha.

Seção das coisas normais para os irlandeses e  para nós (brasileiros)estranhas : todos os apartamentos tem detectores de fumaça e é super sensível para incêndio e eu sem o costume e sem querer fiz ele disparar algumas vezes; para serem bem recepcionados usem em qualquer solicitação o “please” e “I would like”  (por favor e eu gostaria, respectivamente) e jamais usar “I want”  (eu quero) para eles soa como uma ordem, algo impositivo. Tenha certeza que eles mudam completamente o jeito de atender a sua solicitação se tiver no alcance deles, farão; por lei todos os apartamentos alugados tem estar mobiliado  e com mínimo necessário para que você possa preparar a sua refeição e viver.

Na segunda completamos nosso primeiro mês aqui.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Pedro e viroses




Pedro nasceu em março, já no outono.Então enfrentamos um período muito ruim de temperatura e Pedro, recem nascido foi judiado de viroses, tosses  etc. O tempo passou, e agora que começou a creche, meu maior medo se realizou , Pedro teve conjutivite, sinusite e otite em apenas dois meses , além dos resfriados que iam e vinham semanalmente. Ele ia para creche uma semana e na outra ficava em casa, fiquei bem cansada dessa falta de rotina dele. Além da correria de médico em médico.
Então, resolvi leva-lo a um homeopata para melhorar a imunidade, o tempo de São Paulo também não ajuda muito devido a poluição, mas enfim.  E o que aprendi com isso, a ser uma mãe resiliente e que tudo na maternidade passa. Pode até parecer complicado, mas vai ter um fim. Voltaremos no homeopata semana que vem, e sim houve uma melhora significativa veremos o que o homeopata dirá.  Adotamos aqui, como hábito todos os dias a noite lavar o nariz com soro fisiológico. Além dele o pai e eu tivemos três crises de sinusite cada.
E o inverno nem chegou ainda !!

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Pedro e a creche.







Eu sempre soube que Pedro iria cedo para  escola porque queria voltar logo para minha vida, doce ilusão achando que quando com 1 ano dele tudo iria se encaixar como num passe de mágica, ela acreditou!!!! Já tinham me avisado que demorava sair a vaga da creche, mas no meio da depressão, puerpério e ainda assimilando tudo que tinha acontecido comigo isso era última coisa que conseguia pensar, Pedro longe de mim. Era desesperador essa separação e assim fui protelando fazer a inscrição dele no  sistema para  esperar um dia sair a tal vaga. Eu não me sentia segura até que em outubro do ano passado, começou um movimento interno de querer me reencontrar, descobrir quem é essa tal de Maní, mãe do Pedro. E não me lembro o motivo que o pai de Pedro ficou em casa então dei uma de louca e fui até a escola mais próxima para fazer a inserção no sistema da Prefeitura e esperar até não sei que dia vaga sair.
No dia 15 de março de 2018, me ligaram da CEI (centro de educação infantil ) perto da minha casa dizendo que Peu tinha direito a uma vaga lá com eles se eu tinha interesse ou não, falei que iria visita-la no dia seguinte e assim fiz. As CEIs existem para atender a demanda de mães com crianças menores de quatro anos de idade, funciona como uma creche. Não é a minha escola perfeita, mas é real e me atende com as minhas necessidades e as de Pedro ter convivência com crianças da sua idade, socializar-se. Porque apesar dele ter dois anos, há um atraso na fala. Falarei sobre isso num post próximo.  Como não sabíamos  quando sairia a vaga estávamos a procura de uma particular para que  ele fosse a partir de agosto. Pela boa vontade do universo tudo conspirou a favor e vaga chegou no momento certo.
Na semana seguinte começamos adaptação, no primeiro dia ficaríamos até as dez horas da manhã, tudo tranquilo até conseguir deixa-lo um pouco no parque para assinar a papelada da matricula.No segundo dia, tentei me distanciar um pouco para ver como seria o processo, não teve acordo ficou grudado em mim o tempo todo, meu mundo caiu, tanto que fomos embora mais cedo. No último dia, deixei na escola e a coordenadora falou para eu ir embora e qualquer coisa ela me ligaria. Sai de lá com coração na mão, mas tentando ficar tranquila porque ele estava bem cuidado, voltei para pega-lo no horário estabelecido as duas da tarde e os dias seguintes daquela semana tambem fluíram com tranquilidade. E como convívio com outras crianças e um ambiente novo o fez ficar doente ele não  foi uma semana inteira. Na terceira semana houve um pouco de estranhamento, mas ele foi se acostumando novamente e hoje mês depois vejo o quanto foi importante ele ir naquele momento para creche, o universo/Deus sempre conspira a nosso favor mesmo que quando achamos que não.  Lembro que quando me ligaram dizendo que a vaga tinha saído liguei na mesma hora para o marido para contar a super novidade e minha vontade era de gritar de tanta felicidade, que tinha cumprido com louvor a tarefa de cuidar dele nos seus primeiros mil dias de vida (gestação +dois anos do lado de fora). As coisas foram se encaixando conforme a nossa necessidade, o meu movimento interno de re-conhecimento precisa desse tempo livre onde posso fazer algo em prol da minha realização pessoal, o que falta , o meu reencontro profissional.
Acho que se tivesse forçado a barra e colocado em uma escolinha não seria tão tranquilo o processo de adaptação dele como foi. Ainda há um estranhamento do tipo quando chega na escola de não querer ficar, então chora um pouco e logo se distrai com outras e vai tranquilo até o pai busca-lo as duas tarde, faz uma pequena manha , entretanto tudo dentro do aceitável.
A creche  somou muito no processo de fala dele, ainda não pronuncia nenhuma palavra mas a sua comunicação corporal melhora a cada dia.  E tambem me ajuda ter uma rotina mais organizada e produtiva, meu sonho de entrar no mestrado da USP está perto de ser realizado.
Cenas dos próximos capitulos !!!