quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016



O ano de 2016 começou eufórico na expectativa da chegada de Pedro. Fizemos ainda em janeiro um chá de fraldas para comemorar a chegada do pequeno. A festa foi um fiasco, porque quase ninguem apareceu, passado a chatiação, na verdade a festa tinha o intuito de comemorar a chegada de Pedro e não para ganhar fraldas,porque no fundo sempre achei que é minha obrigação bancar as depesas do meu filho mas como era um momento feliz  queria apenas compartilhar essa alegria.  Em janeiro também descobri uma diabetes gestacional, foi um momento de pânico porque pensei que não poderia ter meu tão sonhado parto normal, mas minha medica foi um doce e disse que nem tudo estava perdido. Meses passaram e Pedro nasceu no dia 29/03/2016 e eu renasci junto com ele. Os dias que passamos internados foram dias difíceis, e com auxilio luxuoso de Joel e da minha família sobrevivemos. Há ainda muitas coisas para entrar no eixo, um dia de cada vez chegamos lá.
Agora 9 meses depois consigo encarar o que aconteceu com mais tranqüilidade.  Pedro nasceu de parto natural, entre o trabalho de parto e expulsivo teve duração de 4-5 horas. E logo após o parto tive uma complicação chamada distúrbio de coagulação que me renderam 6 horas no centro cirúrgico, transfusão de sangue de 48 pessoas, e ainda sim me custou uma histerectomia , pois era isso ou eu não estar aqui para contar historias. Fiquei internada 5 dias na UTI  e mais 4 no quarto e Pedro 12 dias por conta de uma bactéria que pegou e precisava tomar antibiótico na veia também porque teve um desconforto respiratório durante o trabalho de parto e minha medica para abreviar o expulsivo usou  o vácuo para retira-lo. Os primeiros meses foram bem difíceis lidar com essa nova condição de vida, pois não poderei mais gerar e parir um segundo filho, mas não me impede de ser mãe novamente por outros meios. Quando acordei na UTI menos de 24h depois não sabia o que tinha acontecido e Joel já tinha conversado com minha médica como eles iriam me dar a noticia. Mas por erro do destino o desavisado do medico do plantão falou com toda naturalidade o que tinha acontecido, minha sorte que minha medica (meu anjo da guarda ) e Joel estavam ao meu lado e ela conseguiu me acalmar e explicou por cima tudo que aconteceu. Foi uma forma nada agradável de saber tudo que tinha acontecido. Até hoje não sei tudo que aconteceu exatamente, tenho curiosidade, mas não sei se estou preparada para lidar com tudo isso. Por enquanto prefiro que seja assim até quando me sentir forte o suficiente para perguntar e sanar todas minhas duvidas. Ainda dói algumas feridas, tem pouco tempo, mas ao mesmo tempo parece que  não. Nos meses seguintes fui aprendendo me reinventar como mulher, esposa e assumir meu papel de mãe.
Em no fim de setembro conseguimos ir a Salvador para rever pessoas e Pedro conhecer os avós (minha sogra esteve em Sampa quando o pequeno nasceu mas não pode entrar na UTI para vê-lo e teve alta no dia seguinte do seu retorno para casa), minha mãe ficou comigo em maio então teve tempo de curti-lo. Foram 3 dias maravilhosos, onde todos os medos e outros sentimentos ruins  se tornaram pequenos ou quase inexistentes, voltamos para casa fortalecidos e felizes por saber que temos um lugar no mundo e que somos amados de verdade por nossos amigos e família. E também o quão é gratificante saber que temos uma raiz e pertencemos a algum lugar. Fazia quase um ano que não íamos  em casa.
Se alguém me perguntasse qual o animal me representaria nesse ano que passou, responderia: Fênix. Porque para ser forte ela precisa, literalmente, renascer das cinzas para ser linda e forte.
Agora em dezembro, passamos o natal em Salvador e foi maravilhoso. E na novena que fizemos em casa, teve um momento de reflexão sobre o ano que passou e eu não sou muito de falar de algumas coisas, mas fiquei confortável e com vontade de falar : “ esse ano foi muito difícil e também muito gratificante por tudo que passamos, ainda há cacos a serem colados por conta da porrada que tomamos na vida e quanto foi bom para mim e Joel ficarmos juntos e em completa união e quanto isso fortaleceu a nossa relação. E aos poucos estamos tentando colocar a vida no eixo, um dia de cada vez e um passo de cada vez.” E tambem citei meu querido japinha da parede , vulgo Meishu-Sama (sou messiânica!!), gratidão gera gratidão e lamuria gera lamuria , o coração agradecido comunica-se com Deus e o queixoso relaciona-se com Satanás. 
Labirintite, dor de cabeça, tendinite foram algumas das intempéries que passei neste ano. Entretanto, sempre tentei levar as coisas com bom humor e gratidão pela vida nova que me foi ofertada,  não posso negar que tive meus momentos de choro e desespero por não saber como as coisas serão daqui para frente. E, a terapia e acupuntura foram fundamentais para que conseguisse prosseguir.  O sorriso de Pedro e os carinhos e zelo de Joel são o meio esteio nessa selva de pedra que vivemos. Alem do auxilio luxuoso das minhas irmãs e dos meus pais e sogros.
A vida é assim, tira aqui e te devolve lá na frente. Na hora não entendemos o porque e até ficamos nos perguntando e alguma hora na vida te dá a resposta. Nesse ano ganhei de presente pessoas maravilhosas como minha querida  Doula  Mari, chegou aos 45 do segundo tempo mas que fez toda diferença no meu parto, meu anjo da guarda Dra. Ana Paula Portela, ou simplesmente Ana, Juliana que compartilhou comigo todos os anseios da gravidez(nossos filhotes nasceram com 15 dias de diferença).
Apesar de tudo, foi um ano de intenso de aprendizado. E eu me sinto como uma fênix que renasceu e  tem muita coisa para reaprender na vida, e realizada por ser mãe e esposa.  E ter construído uma família linda. Gratidão a vida , minha família, quem cuidou de mim e de Pedro no hospital.
Um dia de cada vez e assim vamos vivendo !!

Vem 2017 para te usar todinho porque quero todas as 365 oportunidades que você me dará e já começará em ritmo de festa para o primeiro aninho do meu príncipe Pedro!! 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Intuição de Mãe




Intuição de mãe é um bichinho que morde a gente e fica pro resto da vida. Quando ocupava apenas o papel de filha bastava minha mãe dizer alguma coisa ou mesmo me olhar para saber o que estava acontecendo, era batata. Por sonho ou intuição mesmo, mas o que precisava saber chegava até ela de alguma forma. Passei por isso semana passada e agora não duvido mais. Na quinta feira, acordamos eu e Pedro no nosso horário habitual  e ele  acordou   bem prostado, ele tava gripado desde o dia anterior, imaginei que fosse algo normal por conta das mudanças loucas de tempo aqui de São Paulo(de manhã ta frio e a tarde um calor infernal e a noite  esfria novamente, e ele pegou o pior de tempo pois nasceu em março e até setembro o clima é bem ruim). No começo da tarde teve febre dei o remédio e passou, mas fiquei agoniada com esse movimento, já pela noite percebi que sua respiração tava bem ofegante e ele bem indisposto, comeu quase nada só mamou, e ligeiramente febril. A intuição de mãe apitou e falei com a pediatra dele e orientou ir ao Pronto Socorro para tirar a dúvida se era uma simples gripe ou algo mais sério.  Chegamos ao PS e fomos bem atendidos uma jovem medica, super tranqüila e simpática, fizeram alguns exames e medicação para ver se melhorava e nada e quando voltamos nela para reavaliar achou por bem interná-lo, pois lá ficaria mais bem assistido e faria fisioterapia respiratória para ajudar a tirar o catarro, através da aspiração, como não tinha quarto disponível ficamos na observação até liberar. E assim passamos a noite acordados (pai e mãe), quando amanheceu Joel foi a nossa casa buscar umas coisas e tentar descansar um pouco. Ele voltou e perto do horário do almoço subimos para o quarto, remédio, fisioterapia, aspiração, mede e pesa, nada de comer comida apenas peito, dorme, acorda está na hora de qualquer coisa, e assim foram os três dias que ficamos internados. Na segunda pela manhã tivemos alta e estamos de molho em casa desde então. Fui apenas à terapia e voltei para casa nessa semana. Pedro teve uma bronquiliolite leve, fez um exame chamado painel viral e deu negativo, mas, pelas condições que estava foi considerado como tal. E hoje nem parece que passamos por todo esse perrengue, pois está ótimo.
E conversando com a médica do PS, ela falou que a nossa decisão foi a mais acertada de levá-lo logo, e eu fiquei com a pulga atrás da orelha porque sabia que meu marido quando criança também teve vários problemas respiratórios. Depois desse episodio nunca mais vou duvidar quando a luzinha acender. Enfim, como diz meu marido “mãe é mãe!!”.
Foi um susto, mas, estava serena ou transparecia que, segundo minha irmã estava mais dura que uma rocha durante todo tempo no qual ficamos internados. Foi difícil ver o pequeno ali internado e sem poder fazer algo maior para tirá-lo dali, minha vontade era de tomar as medicações por ele, o que mais doeu de tudo foi quando precisou pegar novamente a veia porque perderam o acesso. Precisou de mim, do pai e uma técnica de enfermagem para segura-lo, ali eu chorei junto com ele, foi desesperador vê-lo assim e não poder fazer nada. A gente sobrevive a esses maus bocados que a vida nos reserva. É terrível passar por isso, mas sempre que podia dizia que o amava que aquilo era necessário para que ficasse bem logo e pudéssemos voltar para casa. A vida nos dá esses remédios amargos para que possamos saber saborear com gosto os momentos doces da vida.  É clichê essa frase, entretanto agora faz todo o sentido.

INTUIÇÃO DE MÃE NUNCA FALHA!! 

sábado, 10 de dezembro de 2016

Amamentação de Pedro




O inicio da amamentação de Pedro passou por vários obstáculos, a começar pela distancia que sofremos nos seus primeiros 5 dias de vida. Precisei ficar isolada e não tinha como ir vê-lo, queria ter amamentado na sua primeira hora de vida, mas devido as circunstâncias não pude (isso ainda me dói, e tudo que aconteceu conto num próximo post quando tiver bem pra falar disso). Porem, o que importa que estou aqui viva  para cuidar do meu bem maior. Voltando ao assunto da amamentação, depois desses dias afastados, pudemos finalmente nos encontrar e nos tocar de fato, uma felicidade sem tamanho vê-lo e finalmente coloca-lo no peito e claro não foi fácil, pois, precisou tomar formula na mamadeira e isso dificultava um pouco o processo. Durante os dias que Pedro ficou internado, ía nos horários pré-estabelecidos para amamenta-lo  e com ajuda das enfermeiras  e auxiliares começamos a nos entender. Nesse momento ele tinha o peito predileto, até brincava que outro tinha gosto de limão, devido a dificuldade de pega-lo. Os dias foram passando e aos poucos conseguimos tirar a fórmula e alimentando-se exclusivamente do leite materno. O que me fez acreditar que nessa possibilidade foi ler o livro de Dr. Carlos Gonzalez – Manual Prático do Aleitamento Materno. Super indico a leitura.
Pedro teve alta do hospital  e a felicidade não cabia em mim de finalmente estarmos os três em casa. Num ambiente mais favorável fomos nos entendendo cada vez mais e hoje percebo seus sinais quando quer mamar, basta meio catucada perto peito e já sei que o quer.
Amamentar cria um vínculo imensurável e duradouro tanto para a mãe quanto para o bebe. Alem de nutrir no sentido literal, também o nutri de amor (algumas pessoas chamam o leite materno de amor liquido e eu adoro essa definição), ademais dos benefícios de vitaminas, minerais e anticorpos para o bebe, a mulher também se beneficia pois é comprovado que ajuda na prevenção do câncer de mama entre outras doenças.
Sempre sonhei em amamentar meu filho e consegui. É mágico saber que mesmo depois de gera-lo ainda tenho a capacidade de nutri-lo fora do meu ventre.  Confesso que fui caxias em querer amamenta-lo exclusivamente até os 6 meses de vida e conquistei, na raça mas foi!!
É um momento só nosso, um momento de plenitude de vê-lo adormecer nos meus braços, sentir que no meu colo existe toda a segurança que precisa. É tão louco  essa necessidade que ás vezes quando já foi dormir e eu ainda estou acordada vai se mexendo até chegar o meu travesseiro e sendo guiado pelo meu cheiro.  Chega ser engraçado !!
Tudo fluiu de maneira linda e gostosa, até chegada dos seus dentinhos, pois até então meu peito não rachou e nem fissurou. Com 5 meses começou a ser dolorido a amamentação , falei com minha médica e falou de passar pomada de lanolina, não melhorou foi piorando, e eu experimentei uma dor surreal. Cheguei a desejar parir de novo ao invés de sentir essa dor. Mesmo assim não desisti do meu propósito de seguir amamentando até quando Pedro desejar. Ainda não está completamente sarado, e já passaram 3 meses desde então, é só agora sarou, mas desfazer esse vinculo enquanto estava machucado acho que é uma tremenda sacanagem com Pedro.  Porquê entendo que o leite é o principal alimento até um ano de idade, a alimentação externa é complemento.  E o mundo acha que é ao contrario, mas cada qual com seu cada qual!!
É um teste de paciência diário, ficar horas e mais horas sentada com bebe no colo enquanto mama. Entretanto, não tem dinheiro que pague tê-lo assim. Achei que ficaria com vergonha de amamenta-lo em público , mas como diz minha querida doula a dignidade e a vergonha a gente deixa na porta da maternidade quando chegamos para parir!!
Hoje em dia não me importo de pagar peitinho em qualquer lugar!!

Não desistam desse momento, e enquanto puderem AMAMENTEM !!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Deixa a vida de Quelé!!!





Vi esses dias no instagram , num dos perfis que sigo falando da vida de Bela Gil, porque ela dá banho no caçula dela no chuveiro e não na banheira. O que nos temos a ver com isso?!

 NADA!!

Nesses poucos meses de maternidade, aprendi que realmente importa é o que funciona, logo quando Pedro chegou em casa, dávamos banho na banheira quanto trabalho (pega balde com água, coloca mais um pouco de fria porque tá quente demais ou ao contrário e o bebe vai ficar com frio). Depois conversando com uma amiga também recém parida, descobri a 8ª maravilha do universo – dar banho no pequeno no chuveiro !!

 Dalí em diante nunca mais sofremos com todo trabalho de colocar banheira, colocar água, tirar água (marido agradece a facilidade).  Alguém pode me dizer porque temos a mania de achar que o nosso jeito é o certo e dos outros que nos rodeiam não é ?!

É um momento tão gostoso e intimo de dar banho no pequeno, eu passo o dia todo com Pedro e também queria dar banho nele (que egoísmo meu!!) e até sugeri a meu marido um revezamento dos dias para que também pudesse participar desse momento. Porém, entendi que esse momento era deles de comunhão e contato pele a pele de pai e filho. E hoje, sou ajudante de pedreiro, fico ali na retaguarda para pega-lo  e vesti-lo depois do banho e meu marido termina de tomar o seu banho.


No começo ele estranhou um pouco com água caindo no corpo e hoje curte e relaxa até. Pedro já entende que esse momento do banho é um momento dele e do pai. As coisas precisam ser prazerosas, pra você e o pequeno, o mundo já é cheio de coisas chatas e absurdas porque precisamos começar a complicar quando eles ainda são pequenos?!

Cama compartilhada, sim por favor !!




Outro dia, li num desses blogs de maternidade um post sobre cama compartilhada e a blogueira falava que não gostava por vários motivos. Mas não quero tecer  comentários sobre os argumentos dela. É a posição dela e ponto final. Porque ela sabe como as coisas funcionam da melhor maneira na sua vida.
Ainda na gravidez, achava que Pedro não iria dormir de maneira nenhuma na minha cama, para preservar a minha intimidade, o meu bem estar e dentre outros motivos. Entretanto depois da primeira noite com Pedro em casa, desconstruí totalmente os meus pré-conceitos (é assim mesmo que gosto de escrever essa palavra) de cama compartilhada. O primeiro mês de um bebê é um verdadeiro caos e pude comprovar na pele que é mesmo. Pedro dormia cedo, acordava de madrugada e queria ficar acordado, noutro dia dormia super tarde e ficava nessa gangorra louca de dormir e acordar a qualquer hora. Quando me vi levantando várias vezes para amamentar o pequeno e o cansaço que isso me daria, resolvi trazê-lo para minha cama. E dali em diante só motivos positivos  para  cama compartilhada.
Nos primeiros dias que Pedro nasceu e ficamos separados, cada um na sua UTI, não pude dar o primeiro aconchego necessário nesse mundo tão doido, sentia que devia isso a ele. Depois ler um pouco sobre o assunto e encantei-me pelos benefícios: segurança emocional para bebe,  entendimento dos primeiros sinais  de fome do bebe, aconchego.
Pedro é um menino super tranqüilo, amoroso. Hoje depois de 8 meses de cama compartilhada vejo que tudo é adaptável  e muitas pessoas criticam quando falo que ele dorme comigo , me acham louca porque permito isso que ele pode morrer com a síndrome da morte súbita que  eu ou pai podemos sufoca-lo  que isso acaba com seu casamento e a pergunta mor é como vocês fazem para as intimidades ?!  A depender da pessoa eu explico como funciona e tiro sarro falando que não existe somente para namorar outros lugares podem ser mais divertidos que a cama, outras eu faço cara de alface não digo nada ou respondo “ Concordo, mas vou muda-lo para o berço no tempo dele !! ” ou  seja quando ele quiser ter o espaço dele , vai para sua cama ,  e deixo lá o quarto dele como exposição de show-room , hahaha.
Senhor ninguém vai me fazer mudar as minhas crenças do que acho certo para criar o meu filho, eu desejo realmente que ele seja um homem integro e honesta  para sociedade  em todos aspectos e possa fazer a diferença por onde passar. E criação e valores a gente ensina em casa, porem, o que ele vai fazer com tudo que lhe daremos só a vida vai dizer, a nossa parte estamos fazendo. Conversando com amigas percebi que todas passamos pelo preconceito de compartilhar a cama, para mim a coisa é mais profunda, eu não estou simplesmente compartilhando a cama com meu filho, estou compartilhando amor, cuidado, aconchego, segurança, e o mais importante que é saber que sempre tem para onde voltar que  é os braços dos seus pais. É verdade que não é confortável para mim dormir com bebe grudado, literalmente.  Eu durmo toda torta, entretanto acordar com seu sorriso compensa tudo.

Voltando a mãe bloqueira que falava sobre cama compartilhada eu não acho que esteja errada  e isso não faz dela menos mãe que eu. Minha mãe não deixava(ou não gostava, não lembro) muito dormirmos com ela, exceto minha irmã caçula que sempre dormiu e dormirá com ela, eu tive uma época que dormi com ela, e pela primeira vez eu tinha meu próprio quarto mas tinha medo de dormir sozinha, e ela respeitou essa minha necessidade até que um dia voltei a dormir no meu quarto e vida seguiu seu curso sozinha.  Nem tudo que está escrito ou vivência de alguém vai resolver o seu problema, pode te dar uma luz, entretanto, sem a garantia que vai funcionar 100%. A vida é assim só quem passa na pele para dizer o que aprendeu com a situação.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Terapia x Gravidez




Quando descobri a gravidez, vivia um momento de muitos questionamentos internos de muitas mudanças significativas na minha vida e também tinha pouco tempo que tinha mudado de estado, estou longe da minha família do coração e amigos que deixei em Salvador. Eu sempre soube que queria ser mãe e sabia que assumir esse papel na minha vida tinha um peso alto, e por conta destes questionamentos internos resolvi fazer terapia, eu queria fazer em Salvador,entretanto, com a mudança iminente deixei para começar em São Paulo onde moro atualmente. No começo me questionava de alguns valores e traço do que sou hoje e porque tantas coisas me incomodavam tanto, sabia que precisava mudar alguns comportamentos e ser mais tranqüilas com resoluções internas e não sofrer por feito tal escolha na vida. Inclusive a terapia me ajudou muito a resolver se estava pronta ou não para ser mãe.  Até que um dia acordei e disse quero ser mãe ainda esse ano ou planejar a gravidez para que o pequeno nascesse em breve, alem da pressão familiar para que isso acontecesse, pois eu e Joel estamos juntos há 12 anos (9 de namoro e 3 de casamento). Para todos já tinha passado da hora do pequeno vir, mas para mim estava no momento certo. 
Conversei com Joel sobre o assunto, por ele já teríamos uns 2 ou 3 filhos nesse meio tempo, mas como as coisas tem que ser minimamente planejada e os dois dispostos ao desafio, pois essa não é uma brincadeira que se brinca só ou pelo menos essa não era minha vontade, porque não tenho esse culhão todo. Cumpri todos tramites para engravidar (leia-se tirar o DIU, exames para saber se tudo tava em ordem, e deixar rolar). Eu fazia um serviço temporário e não sabia qual seria a minha perspectiva de trabalho, faltando 10 dias para terminar o serviço, descobri que estava grávida e que meu presentinho de Deus chegaria em breve. Foi um misto de euforia e um certo receio de como seria a Maní-mãe. Como não tinha como trabalhar por conta da gravidez, voltei para terapia(durante o serviço não tinha como ir nas sessões), foi maravilhoso pois nesse primeiro momento costurei junto com a terapeuta um processo de alto conhecimento e todos meus anseios de como seria Maní-mãe, e só parei a terapia às vésperas de Pedro nascer, porque Joel não queria que andasse para cima e para baixo de barrigão e também  porque já estava bem cansada com todo peso, mas isto era o que menos importava porque Terapia é vida, para mim.
Eu planejei voltar 2 meses logo depois que pequeno nasceu,não consegui por uma questão de acerto de horários com a terapeuta e de fato voltei em junho com uma logística organizada e de maneira que fosse bom para todos. Antes de voltar tive uma sessão com terapeuta para conversar sobre o parto tudo que aconteceu, pois, mais do que nunca precisava daquele espaço para organizar a cabeça e tudo que aconteceu. Já embaladas nas sessões semanais, fui me redescobrindo e que não devia me sentir mais alheia ao mundo, porque quando nasce uma mãe, nasce também um monte de sentimentos que desconhecia e coisas que sentia mas não sabia nomear. Aos poucos fui nomeando as coisas, ainda falta bastante coisa, mas, faz parte do meu processo, um dia de cada vez, aprendi a ter paciência comigo mesmo e perceber as coisas com mais rapidez.
Eu sou outra pessoa depois quase 2 anos de terapia, mais tranqüila e serena com as coisas que aconteceram ainda não superei tudo mas conseguirei. E todos que me perguntam porque fazer terapia se eu não sou doida ou tenho problemas mentais eu simplesmente respondo que a terapia é um processo de auto conhecimento maravilhoso e quem passa por ele sabe o quanto é valoroso o que se constrói no consultório. É importante que “o santo bata” com o terapeuta. Hoje escrevo este texto do hospital onde Pedro está internado com uma infecção respiratória e quando fui avisando as pessoas importantes todas ficaram aflitas por conta da situação e ao contrario do que deveria acontecer eu que fui acalmando as pessoas dizendo que estávamos bem e bem cuidados com todo necessário. Se fosse a Maní de antes estaria desesperada achando que o pior poderia acontecer e não estou serena, pois, Pedro está quase curado e em breve sairemos do hospital. E toda essa tranqüilidade foi a terapia que me deu!!
 Terapia é uma higiene mental  necessária para sobreviver nesse mundo cão!!  


PS: Tivemos alta no dia seguinte

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Meio dia de mãe!!



Domingo passado foi o churrasco de confraternização do Zombie Mons. Estávamos todas ansiosas para nos reencontrar pela segunda vez (a primeira foi num encontro promovido pela nossa pedimusa Vânia Gato).  E lá pelas tantas de várias conversas sobre o assunto, surgiu o fator horário.  Falei que chegaria ao meio dia de mãe!!  Todas riram !!

Acordei no dia quase dez horas da manhã e na enrolação sai da cama quase onze horas, sorte que já tinha feito o bolo para levar, entretanto faltava ainda umas tantas coisas para serem feitas – comida de Pedro para o almoço dele, arrumar a bolsa e outras coisas da casa que eu achei na minha santa inocência ia dar conta de fazer antes de sair,TROUXA !!!

Fiz somente o essencial para sairmos de casa de forma decente !!!
O churrasco tava marcado para o meio dia, todas chegaram, inclusive eu, quase duas tarde, então vos digo quando uma mãe disser que vai a qualquer lugar valorize!! Porque só ela sabe o tamanho esforço para chegar a qualquer lugar. Meio dia de mãe é sempre uma ou duas horas depois do combinado ,  hahaha!!

O churrasco foi uma delicia!! O amigo secreto também !!
Obrigada Zombie (especialmente Ana que organizou tudo por nós), vcs são o melhor presente que a maternidade me deu!! 

  

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Vacinas, para que ?!





Quando nasce um bebe, é preciso cumprir um calendário de vacinas. Mas por quê?
A mãe não podia tomar e passar tudo pelo leite materno? 
Porque tem que judiar os pequenos tão logo cedo?
Ainda na maternidade Pedro tomou a BCG/Hepatite B. Foi tranqüilo. Quando ele completou 2 meses lá fomos nós começar o nosso calvário,a começar pelo posto que não tinha todas as vacinas, esperamos por quase  uma hora e meia em um posto que não tinha todas, e também para fazer o cartão do SUS que não tínhamos feito ainda. O coração de mãe ficou aflito, pois sabia que o pequeno ia chorar, chorou eu e ele na hora da vacina. Ele tomou uma parte das vacinas  e partimos para o outro posto perto dali. Já era hora do almoço e a mamãe o papai resistiram bravamente a fome e lá fomos no outro posto para cumprirem logo aquela tarefa. O que mais fizemos foi esperar, no segundo posto era somente uma vacina e dada de forma oral. Chegamos em casa quase cinco horas da tarde mega cansados e com fome, foi só chegar em casa para coisa degringolar, o pequeno começou apresentar um incomodo, e os papais de primeira viagem não sabiam o que fazer, muito choro e nada acalmava o pequeno. Só depois de tomar remédio prescrito pela pediatra, finalmente dormiu e eu fui almoçar sete horas da noite. Pedro teve febre durante dois dias, que medo, que aflição vê-lo sofrendo e não poder fazer muita coisa. Passou!!
Na vacina  de três meses, não teve reação!! Obrigada Pai!!
Na vacina de quatro meses (mesmas de 2 meses , 2ª dose), o pequeno sofreu menos , teve febre apenas um dia e o incomodo foi bem menor. E conseguimos as vacinas no posto perto de casa.  Beeem mais tranqüilo!!!
As vacinas de 5 meses também não teve reação. E nas de 6 meses (mesmas de 2 meses, 3ª dose) ficou agoniadinho logo após e no dia seguinte nem parecia que tinha tomado vacina.

Por enquanto estamos livres, deste sofrimento, até  1 ano de idade!! 

terça-feira, 29 de novembro de 2016

8 meses de Pedro!!


8 meses Filho!! 
8 meses de maternidade e nem parece que tem só esse tempo!! 

Filho, passaram 8 meses que você chegou nos meus braços e que nós (re)nascemos um para outro, uma gratidão enorme de existir por e para você. De um convívio diário e intenso de muitos aprendizados  e de uma vida ressignificada. Oito meses que passamos pelo maior susto de nossas vidas, mas graças a Deus passou. Ainda não estamos completamente restabelecidos dessa "porrada" da vida. E daqui um dia que ainda vai ser lembrado apenas com lembranças boas pois você chegou para nos alegrar as nossas vidas. Enquanto você dorme agora depois de um dia intenso, estou aqui escrevendo sobre nós, aliviada porque posso fazer outras coisas mas ao mesmo tempo com coração apertado de saudades de você. Na sua companhia descobri como as coisas podem ser lindas e belas na sua simplicidade. Cada conquista sua é minha também. Não cresce não, fica assim pequeno para te proteger e te cuidar pro resto da vida. É maravilhoso te ver crescer , fazer novas descobertas, cada passinho, o sorriso banguelo em cima. Eu não me importo de acordar de madrugada para te amamentar, não me importo de limpar seu cadeirão mil vezes por dia depois das refeições, sabe aquela estória que por você eu topo qualquer parada?! Eu e seu pai somos assim por você!! Falta tão pouco para comemorarmos seu primeiro primeiro aniversário que felicidade!! E mamãe quase surtando porque tem muita coisa para fazer e começar que é bom de fato, nada !! 

A única coisa que posso é agradecer a vida,por ter me dado você de presente. Se eu achava que minha vida tinha um divisor de águas que era seu pai , me enganei bastante, o divisor de águas da minha vida é você meu pequeno príncipe !! Por você aprendi a ter paciência, dividir as coisas, ter um coração aberto para aceitar as coisas que não podemos mudar, entender que o outro é o outro e tem as suas indiossicrasias, que a vida é feita de uma divisão eterna e que não só no casamento um eterno ceder mas com os filhos é  ainda mais. Hoje você é uma criança que fica em pé sozinho, que tá aprendendo a comer e conhecer os alimentos, bebe água e mamadeira sozinho, tem vontades próprias, e um menino super risonho, meu  cabelo de repolhinho. 
Te amo de uma maneira simplesmente inexplicável, um amor que nunca senti na vida, simplesmente TE AMO!! 

Tem dias leves e outros dias intensos, e assim vamos vivendo!!! 
Obrigada por ser o meu companheiro de vida junto com seu pai, porque você é razão da minha vida e do meu existir!! 
Feliz Mesversário de 8 meses!! 
E esperando ansiosamente pela seu primeiro aniversário !!!!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Tô sumida ?! Sim eu sei !!


Olá, 
Sei que abandonei vocês, mas a semana passada passou por mim como um caminhão que até agora to me recuperando da quantidade de coisas para fazer , mas só pra dizer que tô viva e com a cuca fervendo de coisas para contar para vocês!! Prometo não abandona-los tanto!! 
Beijo na ponta do nariz!! 

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Criação de filhos x Receita de Bolo







Definitivamente criar filhos não tem receita para ser seguida. Cada criança é uma criança e não tem certo e nem errado nesse trajeto da vida.  Existe uma mania horrorosa entre as pessoas em comparar as crianças (eu também passei por isso, e depois percebi que tava errada!! ).
Algumas aceitam facilmente alimentos outras não. Umas engatinham e depois andam, outras não. Outras nascem  dente logo, demais demoram um pouco mais de tempo.
Filhos são únicos, e mesmo sendo irmãos tem suas particularidades. Eu tive a sorte de ser criada por uma mãe que soube respeitar essa pequena diferença entre eu e minhas irmãs. Comigo era mais exigente com assuntos da escola e minha irmãs não, justamente porque eu tinha mais dificuldade com algumas disciplinas e nestas minhas irmãs eram excelentes alunas. Então acabava ganhando uma atenção/cobrança maior dela. Fomos criadas com a mesma liberdade e nem por isso me fez me sentir melhor ou pior que elas.
O que eu quero dizer com tudo isso é que filhos são filhos em qualquer lugar do mundo. Existe um padrão esperado em estudos desenvolvidos pelo mundo a fora,  entretanto, não quer dizer que todos tem que seguir a regra a qualquer custo. É importante respeitar as diferenças existentes.
Você pode comparar seu filho com ele mesmo, percebendo a sua evolução gradual.
O Pedro é um menino um pouco precoce, pois com 5 meses já estava com os dentinhos rasgando a sua gengiva e acho que não engatinhar, vai andar direto. Já seu primo engatinha desde 6 meses e hoje com 9 meses não tem dentinhos e ta começando a dar os seus primeiros movimentos para ficar em pé e Pedro já está passando dessa etapa. Está errado ?! Claro que não, o que importa é que são crianças saudáveis e estão desenvolvendo-se dentro do seu padrão particular. Outro dia ouvi na fisioterapia, falaram que criar filhos não era igual receita de bolo e é a mais pura verdade !!
Libertemos dessa mania chata e horrorosa de ficar comparando tudo e todos, deixem as crianças serem somente crianças.

É difícil , mas  conseguimos !!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Primeiro Seminário - Semana Mundial de Aleitamento Materno







Uns dias atrás  uma amiga me convidou para participar de um seminário sobre Aleitamento Materno, adorei a idéia e também de passar o dia com ela. Ela passou em casa para me pegar e fomos, chegamos no local e descobrimos que não tinha como estacionar no local, lá fomos nós dar duas voltas até achar um estacionamento. Estacionamos e mal sabíamos a ladeira dos infernos que  tínhamos para subir com os carrinhos e a falta de acessibilidade nas calçadas. Depois do rally, finalmente chegamos , mega atrasados diga-se de passagem, o seminário foi delicioso com bastante informação e empoderamento. Ainda bem que para baixo todo santo ajuda, só que não, pois foi terrível por conta da ladeira e todos obstáculos. Ufa, chegamos no carro e esperávamos uma volta tranquila. Pedro dormiu e o filhote da minha amiga tava super cansado e ficou enjoado. Tentamos de tudo para que o pequeno se acalmasse e nada, num percurso que duraria 40 minutos , levou quase 2 horas por conta das paradas e Pedro tambem deu seu show a parte, tadinho!! Depois de tanto trânsito e berro dos pequenos. Minha amiga já cansada e agoniada com cansaço do pequeno, queria ir pra casa e eu ofereci ficar em casa para esperar o horário do rush passar. Almoçamos ás 20h, no esquema de revezamento, e o pequeno fez coco nas duas mamadas e voltou pra casa com a roupa suja porque o estoque de roupa já tinha acabado. Sobrevivemos !! 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Cinematerna - elogio público







Conheci o projeto do Cinematerna um tempo atrás, e achei fantástico a ideia de ter um lugar para ir com os pequenos. onde o ambiente era propicio ao bem estar do pequeno ser que acabará de chegar a esse mundo tão louco. E na gravidez fiz projeto de ir, mas não sabia quais os lugares onde eram exibidos os filmes. Logo após o nascimento de Pedro, uma amiga tambem recém-parida me enviou email falando da sessão que teria no shopping próximo da minha casa.


Foi a glória!!!

Abaixo a crônica publicada no primeiro dia do passeio.

"Primeira ida ao cinema com o pequeno. Começamos a nos preparar bem cedo pois a sessão era às 14h no cinema perto de casa e quase nos atrasamos. E o pequeno se comportou super bem nos preparativos e na sessão. Resultado mamãe, vovó e bebê se divertiram muito. E esperando a próxima sessão do cinematerna do lado de casa. "

O cinematerna foi criado para tirar as mães de casa e transformar a maternidade como algo leve. Eu não tinha noção do quanto era importante nesse momento de pós parto ter um lugar que te acolha e te faça esquecer o quão é difícil os primeiros meses de um bebe em casa. Confesso que depois daquela primeira sessão , viciei, ficava/fico esperando ansiosamente a sessão do mês seguinte. A exibição dos filmes passam por uma enquete e você pode escolher qual filme deseja ver, depois de votado verificam a disposição com o cinema e outras resoluções burocráticas, a bilheteria é toda do cinema e a Natura (patrocinadora do projeto),assume o bem estar das mamães e dos bebes - trocador com fraldas e todos apetrechos necessários para o momento. É uma sessão diferenciada com ar menos gelado, som mais baixo e meia luz. Acesse aqui para outras informações.

Desde maio, faz parte da minha programação mensal ir ao cinema com meu pequeno.E no último mês, tivemos a presença valorosa do digníssimo papai/marido. É divertido ver outras mães com seus pequenos, o choro coletivo (e você não precisa ficar com vergonha que o bebe tá chorando ou incomodado com algo), mães em pé na lateral para nina-los. É libertador!!

Mães saiam e aproveitem!!

Natura obrigada pela iniciativa!!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

A primeira cólica a gente não esquece.


Crônica publicada originalmente no Facebook: 
Era vez uma mãe que não sabia o que era cólica de bebê, numa tarde gostosa em casa e do nada o pequeno começa a chorar de forma diferente do normal, a mãe tenta de tudo para acalmar o bebê, várias posições, peito, colo de vó e nada resolve. A mãe suspeita de cólica e resolve dar remédio prescrito pela pediatra. Mesmo assim o efeito não é rápido. Então acende a luzinha da intuição de mãe e resolve colocar o pequeno debaixo do chuveiro como última tentativa e dá certo. Um pouco mais calmo consegue coloca-lo pra dormir. Exausta a mãe dorme junto.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Nem sempre fazemos tudo como pessoas normais, mas na hora que dá.








Crônica publicada originalmente no Facebook: 
 Era uma vez uma mãe que fez seu prato para almoçar e o pequeno resolve dar piti bem na hora que a mãe tá com fome. A mãe até tenta engana-lo para almoçar, mas com pequeno não tem acordo. Almoço começa 14h e só termina uma hora e meia depois de acalmar o pequeno, e a comida ficou fria e mãe quase morre de fome!! 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Introdução Alimentar de Pedro





A introdução alimentar sempre gera uma expectativa de como será?
Ele vai aceitar tudo de vez? Vai ser divertido ou o meu pior pesadelo?
Na consulta com a pediatra de 5 meses , ela me orientou como seria processo (Pedro tava com 5 ½ meses e queria esperar completar os 6 meses de fato, fui caxias com isso, nem água oferecia) da introdução alimentar,nos primeiros dias ofereci só fruta e não aceitou quase nada, e nos 10 dias seguintes comecei a oferecer legumes. O começo foi bem difícil, ofereci de todas as formas, amassado, inteiro, raspado e todas as maneiras possíveis. E nada de comer efetivamente, chegava ser angustiante a maneira como ele tratava a comida, um olhar de desdém que me fazia pensar esse moleque não vai comer nunca. A depender do dia ele beliscava alguma coisa (quanta comida joguei fora por conta disso), e assim foi passando os dias. Testei todas as possibilidades. E dentro de mim sabia que seria processo longo  e no primeiro mês sabia que estava ensinando a rotina de sentar para comer e interagir com os alimentos. Ainda não sei exatamente tudo que Pedro gosta, mas vou descobrindo aos poucos. Não é fácil, mas um dia de cada vez. Sobre os métodos de introdução alimentar, use o que considerar mais adequado de acordo com a sua estrutura familiar e o seu tempo disponível. Papinha ou BLW (baby lead weaning - desmame guiado pelo bebe)  tanto faz, com Pedro uso blw  porque eu acho mais interessante!! Ele preconiza que quem dita as regras de como será o processo é o bebe e deixa a criança interagir com alimento e descobrir através do sentidos. O método desenvolve a autonomia e outras habilidades motoras também. Eu tenho um certo receio com a papinha por conta de tudo ser misturado e o bebe não ter como identificar o que está comendo, amassado sim e dado separado é uma boa alternativa para o bebe identificar o que come e conhecerá a textura tambem, pois nem todos aceitam em formato solido. E lá na frente quando for apresentado não reconhecerá o alimento como tal. Mas volto a dizer que tudo depende do tempo e estrutura familiar que possa dar todo o suporte nesse momento de transição. O BLW é muito trabalhoso e lento, entretanto o resultado a longo prazo é mais positivo em vários aspectos do desenvolvimento sócio-motor da criança.
O Pedro aceitou muito pouco comida amassada, muitos me perguntaram se não daria papinha para ele, expliquei como seria o processo de introdução alimentar dele. E basicamente come o que comemos nas refeições com todos os temperos (se não conseguimos ou fomos habituado a comer comida temperada porque com bebe tem que ser diferente?!), azeite porem sem sal. É divertido e lindo ver a interação dele com a comida, agora depois de quase 2 meses observando e ajudando-o nesse processo percebo um interesse maior pelo alimento. Ainda não come tudo que é oferecido, metade vai para qualquer outro lugar que não é a boca, leia-se chão, cadeirão, roupa, rosto e outros lugares inimagináveis. Outro dia, dei banana para o lanche e de repente ela sumiu, fiquei toda feliz achando que tinha comido. Sabe de nada inocente, jogou no chão e depois encontrei-a, a felicidade daquele instante levou um grande banho de água fria, até mandei mensagem pro marido falando e depois desmenti o fato.  E mais recente comeu beterraba e se lambuzou todo. São as delicias da introdução alimentar que me é proporcionado  diariamente.  Há 3 dias atrás, desandou tem aceitado muito pouco, tudo tem seus altos e baixos e com bebe não é diferente. Não fico encanada, depois de quase surtar porque Pedro não comia direito, com a quantidade que ele come, apesar ser pouco ele não entende ainda que existe outra coisa para matar a fome e as necessidades  que não seja o leite materno e o que faltar o leite complementa. E assim vamos vivendo um dia de cada vez, ele vai comer e eu preciso respeitar o tempo dele. Aliás, esse respeito eu lhe dei no momento em que eu decidi esperar o seu tempo de nascer. Porque a introdução alimentar é o primeiro desafio grande que os pequenos enfrentam. E o meu desafio como mãe é não querer controlar tudo e deixa-lo  ter suas próprias escolhas, mesmo que seja comer quase nada!!

O velho mantra da maternidade é o meu alento nesses momentos de piração  “ vai passar é só uma fase.”  Tudo no seu tempo!! 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Primeiro Passeio em Familia










Crônica publicada originalmente no Facebook: 
 Primeiro passeio no shopping em família, a aventura começa na montagem do carrinho, pois, apesar de te lo em casa ainda não tínhamos usado ainda. Papai já sabia como montar mas precisava limpa-lo. Limpeza e montagem feita, o bebe dorme, mamãe e papai se arrumam e antes de sair uma mamada básica. Saímos, almoçamos e nos divertimos. 

sábado, 5 de novembro de 2016

A Hora do Banho








Crônica publicada originalmente no Facebook : 
A hora do banho sempre foi uma muito feliz até o momento de vestir a roupa. Todos dias tem o ritual do banho com direito a musiquinha, palhaçadas por parte da mãe, fazendo o melhor para que seja um momento agradável para o pequeno. E tem sido assim todos os dias aquele escândalo depois de sair do chuveiro com o papai (sim, meu filho toma banho no chuveiro, igual a nós adulto) . Aos poucos fui aprendendo a deixa lo mais tranquilo e não ser tão traumático o momento de vestir a roupa, e ontem com todo jeito consegui vesti-lo sem nenhum chorinho/escândalo, pois sei que meus vizinhos ouvem devem achar que to batendo no pequeno e estou somente só vestindo-o. 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

A Maldição do coco



Crônica publicada primeiramente no Facebook: 
Sábado pela manhã, mamãe acorda meio atrasado mas ainda em tempo de ir pra fisioterapia pois precisava voltar cedo porque marido tinha um compromisso no meio da manhã. E tudo acontece de forma cronometrada e feliz até descobrir já em casa depois da fisioterapia que o pequeno tinha feito um cocô daqueles estilo esquilo que vai quase a cabeça que além de grande era mais fedido que já tinha visto até então, papai prontamente se prontificou em dar banho pois era muito mais fácil de limpar o pequeno. Feito isso lá foi papai pro compromisso dele. Tudo tranquilo e mais tarde outro cocô daqueles e no meio da troca sai outro cocô no trocador, mamãe nessa hora não sabe se ri ou acode o pai que tava terminando de trocar o bebê. E você pensa que terminou?! Claro que não!! Outro cocô chega,  e terminamos o dia debaixo do chuveiro.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

As imperfeições do corpo da mulher no pós parto



Outro dia, conversando no grupo do Zombie Mons (grupo de mães dos pacientes da nossa pedimusa Vânia Gato e todos os bebês tem mais ou menos a mesma idade de Pedro,7 meses), uma mãe desabafou dizendo que algum conhecido da família perguntou se ela estava grávida novamente, e recentemente uma pessoa da minha família falou da minha forma física.  E aí gerou aquela polêmica, todas começaram contar os maus bocados que passaram algumas vezes por conta das imperfeições que o corpo apresenta depois de gestar e  parir  uma criança . Na vida real, depois do parto  o corpo demora um bom tempo para voltar ao "normal" ou ao estado antigo de magreza. Eu estou acima do meu peso e sei que somos mulheres normais, não somos aquelas  atrizes que fazem uma mágica e conseguem parir e o corpo volta a ser lindo e perfeito(ainda encontro essa fórmula e compartilho aqui com vocês).  Segue abaixo a minha opinião sobre o assunto. 


"Velho, se tem uma coisa q me irrita é gente tomando conta da vida alheia!! Se tá gordo ,reclamam . Se tá magro, falam. Se pari natural chamam de índia Se faz cesárea num é mãe. Se não amamenta é desnaturada entre tantas outra coisas. Quem paga minhas contas,meu marido, se importa muito pouco como meu corpo está é tem um profundo respeito pelo que fez , de gerar e manter uma vida até agora. Cada graminha de peso de Pedro foi eu e ele q construímos. Só quem cuida de um bebê exclusivamente sabe a zorra do trabalho que dá, noites mal dormidas, comer na hora q dá, banho e cuidado pessoal as vezes de madrugada( eu tô a quase 2 semanas tentando raspar minhas pernas e não consigo e quando dá to super cansada e só quero dormir) roupa de Pedro quase 1 semana pra passar e não fiz ainda. Quer q eu emagreça, vem aqui na minha casa fica com meu filho 1h pra eu ir na academia e de lambuja paga uma nutricionista poderosa também, se te incomoda minhas estrias, banca minha sessão de laser também, ah e de quebra  aceito uma empregada pra me ajudar com a faxina porque minha geladeira tem 3 meses ou mais q não consigo limpar. não quer fazer nada disso vai pra puta que pariu e não enche a porra do meu saco. Por que cuidar do meu filho é prioridade acima de qualquer coisa. E tenho dito! "

Conversando com minha médica, ela me contou que nunca mais saímos do puerpério, apenas mudamos de fase. E é verdade!! Tenham compaixão com desta recém-mãe, só elas sabem o que passam para chegar até ali.  Voltar a rotina antiga é um desafio diário. 

Apresentação


A ideia deste blog nasceu logo depois de Pedro nascer, publiquei em meu perfil do Facebook e Instagram algumas aventuras no inicio da maternidade. E, ali descobri que existia um desejo nato de escrever e com o incentivo de algumas pessoas, finalmente nasceu meu "segundo filho". Aqui, relatarei vivências pessoal da maternidade. Deixa me apresentar para vocês, Eu sou Maní, mãe do Pedro, casada com o Joel. Sou bibliotecária de formação, mas nos últimos meses exerço a função de mãe, um desejo acalentado por tantos anos e finalmente realizado. É uma viagem insana e muito gostosa.