quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Devaneios de uma mãe !!







Sempre tive certeza na vida que depois da tempestade,vem a bonança. Minha vida esta assim, chegando a boa nova. Voltando a  me sentir útil, voltei a fazer um curso de aprimoramento na Igreja a qual freqüento e semana passada voltei a estudar inglês com a professora de meu marido no esquema on line. Eu quero fazer mestrado para poder lecionar.
O propulsão de vida  é algo que sempre existiu em mim, porem estava adormecido nos últimos meses. Estava confuso em relação ao que realmente queria de fato da vida. Queria tudo e também nada, precisava realmente decidir o que fazer. Semana passada saiu o edital domestrado da USP  e eu surtei porque queria fazer a prova e tentar entrar de qualquer jeito. Conversei com o marido sobre o assunto e ele achou maluquice da minha parte e até com um certo receio de me frustrar por não dar conta e não passar na prova. Também falei com a professora de inglês do meu marido e ela me deu a real que achava meio insano tudo isso. E ai voltei para minha razão e desisti  de fazer a prova daqui dois meses e me preparar melhor para o ano que vem. Com tranqüilidade, fazer a prova o ano que vem e se der certo passar. O que me fez desistir desta pressa de fazer tudo e não fazer nada ao mesmo tempo foi a seguinte fala do marido “ eu sou a favor de você fazer tudo mas no seu devido tempo e com a estrutura mínima para isso.” Realmente não me preparei, não vi a creche para Pedro, não organizei o meu roteiro de estudos, não tenho um projeto feito e escrito para submeter a avaliação da coordenação do mestrado, sem estudo adequado para a prova de proficiência em inglês, etc.
Uma afobação desnecessária, uma cobrança interna de que eu deveria estar fazendo algo mais alem de cuidar de Pedro ( como se fosse pouco!! ), algumas estão sendo modificadas por mim na minha vida e no contexto familiar a nível de núcleo. Se você me perguntar o porquê, eu não sei te dizer.  São tantas coisas que permeiam e me desnorteiam que me deixam ansiosa e até um pouco triste por não saber qual rumo tomar com o meu barquinho no oceano da vida.
Mas, o tempo da chegada da boa nova chegou, é só uma questão de tempo para tudo se ajeitar, nos últimos quinze dias eu tive uma crise alérgica bem feia. E isso também me paralisou e me deu um momento de reflexão sobre todo esse remoinho da vida. Uma coisa é certa, eu quero fazer mestrado e doutorado e seguir a carreira de docência, é um desafio enorme e eu não tenho medo dele. Soa como o desafio que vivi de encarar  o parto de Pedro. Fiquei apreensiva por conta do desconhecido, mas com todo gás para encarar o desafio.
Eu resolvi me desafiar em vários aspectos, pois preciso sair da minha zona de conforto e crescer ainda mais.  O quanto vai me custar eu não sei, mas assumo pagar o preço que for, nas condições normais de temperatura e pressão. O melhor de tudo isso é ter o apoio incondicional de Joel (marido) e de Pedro.
Desejo ardentemente que a vida seja mais legal do que é. Vai dar certo e preciso acreditar nisso a qualquer custo que custar e se for para ser, será meu no tempo certo !!

Vamos em frente que atrás vem gente !!! 

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

O dia que perdi o controle remoto dentro de casa




Outro dia, no meio da confusão dos afazeres domésticos, fui colocar a roupa para lavar e Pedro estava brincando do meu lado, não percebi que brincava com o controle remoto da televisão. Depois, disso fui terminar as minhas outras atividades, num dado momento, precisei do controle para trocar o canal da televisão e não achava de maneira nenhuma até que me lembrei do outro que estava guardado peguei-o e fiz o que precisava e depois iria procurar com calma. Ainda tentei procurar por um tempo até que desisti. A máquina terminou de lavar a roupa e depois de estender tudo, quem estava dentro da maquina de lavar ?!
o controle remoto que procurei por horas a fio. Estava lá lavadinho e limpinho.
Ri muito ao vê-lo lá dentro.
Coisas da vida !!!

Se não tivesse vivido não acreditaria que é possível !!

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Leituras bacanas




Depois que me tornei mãe  e mesmo durante  a gravidez comecei a me interessar pela literatura do tema. Não que não goste ler, eu amo ler qualquer coisa seja livro ou revista ou qualquer coisa que tenha letrinhas . :p
Durante a gravidez li algumas coisas bem bacanas e gostaria de indica-los :

- A Maternidade e o encontro da própria sombra , Laura Gutman ( falei sobre ele aqui )

- O Poder do Discurso Materno , Laura Gutman ( não terminei de ler, mas pelo que li gostei muito, vou terminar e prometo trazer meu ponto de vista aqui no blog)

- Criando filhos ,  Steve e Shaaron Biddulph

- O papai é pop 1 e 2, Marcos Piangers ( li o  primeiro volume, mas o segundo também deve ser bem bacana também )

- Para educar crianças feministas , um manifesto . Chimamanda Ngozi Adichie

- A linguagem corporal da criança , Samy Molcho.

Essas são as leituras que eu gostei de fazer. Assim que tiver outras trarei para vocês !!


  

domingo, 20 de agosto de 2017

Pedro no dentista



Pedro é rapaz agora. Uns dias atrás levamos ele no dentista pela primeira vez. Por indicação da nossa Pedimusa Vânia Gato, conhecemos a Dra Juliana Frigo (Dra Juju). Que amor de pessoa, completamente dedicada ao oficio. A consulta durou quase uma hora e meia. Ela  me explicou tudo, como era o trabalho dela e mais um monte coisa que preciso saber para cuidar do meu pequeno para prevenir cáries e outras doenças bucais. Na primeira hora foi apenas conversa minha e dela enquanto o pequeno se distraia com a auxiliar dela mostrando todo o consultório e o ambientando com o local. Por ultimo a Dra Juju examinou o pequeno e viu que está tudo certinho e os dentinhos nascendo na  “ordem certa"( segundo ela, não existe certo ou errado dentro dos cuidados , apenas, o que é adequado dentro das possibilidades de cada  cuidador da criança) .
Dra Juju, adoramos te conhecer. São pessoas como você que nos faz acreditar que o mundo não é  tão hostil e pode ser colorido !!



terça-feira, 1 de agosto de 2017

Memórias, de um tempo que não volta mais...




Ahhh memórias, como vocês me preenchem e fazem bem. Outro dia publiquei um post falando do São João. E ai veio também toda a lembrança feliz dos vários São Joãos que passei em Arembepe e também outros feriados tradicionais como semana santa, alem das férias escolares. Como eram tão  bons, e o quanto eu fui feliz e sabendo  que era. Arembempe é um distrito de Camaçari na Região Metropolitana de Salvador, na Bahia.

Nas noites de São João, os adultos faziam aquela fogueira linda, uma verdadeira orgia gastronômica com bolos de todos os sabores, muito amendoim cozido, milho assado na fogueira e outras coisinhas gostosas. E assim íamos até tarde da noite soltando fogos de artifícios, conversando e comendo muito. E como é uma região de praia, acordávamos cedo e partimos para praia e voltávamos na hora do almoço. Era no mínimo 5 crianças, então tínhamos muitos assuntos e brincadeiras, ou simplesmente nos jogávamos na rede e ficávamos de boresta  (relaxando). O São João era assim.

E no feriado de semana santa, também era imperdível. Ao contrario aqui do sudeste, o dia mais esperado é sexta feira santa, e neste dia era servido àquela comida baiana (vatapá, caruru, xinxim de frango, banana da terra frita, farofa de dendê etc.), era uma fartura de tudo. No sábado de aleluia, fazíamos a queima do Judas, então a aventura do dia era catar entre os amigos, roupa e sapato e outros materiais para montá-lo. E no fim do dia ele era queimado. Ahh tinha o testamento dele que também fazia parte da aventura do dia, juntar as quinquilharias da brincadeira. Sendo assim, antes da queima, alguém lia o testamento e era engraçadíssimo (elaborado em segredo por alguém).
Era assim:
- Judas não tinha o que deixar para Mani, então deixou apenas uma meia do par usada.
- Judas não tinha o que deixar para  Taili, então deixou seu penico furado.

Como era divertido.

No domingo, brincávamos de caça aos ovos de páscoa, minha mãe era mestra em criar pistas. Eram inteligentes e bem desafiadoras.  E o melhor da brincadeira ajudar os outros a procurar o seu ovo depois de encontrar o meu.

Lembro que num verão, íamos ficar o mês inteiro de janeiro lá em Arembepe. No começo, fiquei meio entediada só de pensar em passar o mês inteiro lá. E como nosso nome era brincadeira, resolvemos ensaiar a peça do “Saltimbancos”  adaptado por Chico Buarque. No cd tinha todas falas e musicas. Eu, minhas irmãs  ficamos horas discutindo  quem faria qual papel, no final ficou decido assim: Maní a galinha, Taili o jumento, Naia a gata, Nara o cachorro. Brincávamos de ensaiar e também brigávamos saudavelmente toda fez que uma errava. E entre uma ida na praia ou no rio passávamos horas e horas ensaiando, alem dos amigos que vinham aos fins de semana, aprendemos tanto, nós curtíamos ficar no café da manhã falando abobrinhas, nem lembro se realmente apresentamos de fato a peça. Mas construir toda a brincadeira valeu muito. Hoje quando escuto alguma música ou qualquer coisa que remeta aos saltimbancos, o meu coração enche-se de alegria e gratidão por aquele verão que parecia ser entediante e foi se não o melhor, não houve algo que superou qualquer festa ou passeio. Ate comentei com minha terapeuta sobre essas aventuras e uma das coisas que ela pontuou o quanto foi rico em todos os sentidos viver e eu sei que foi. Espero que nas férias de dezembro eu consiga ir para Arembepe, pois faz anos que não vou lá. E proporcionar para Pedro um pouco do que eu vivi.  

Memórias é uma maravilha que a vida nos proporciona e rico de quem consegue tê-la.