quarta-feira, 16 de maio de 2018

Dia das mães, Aniversário do Macetes de Mãe e Seminário, não necessariamente nessa ordem.


Segundo domingo de Maio, conhecido aqui no Brasil como dia das mães, foi diferente. Na verdade, eu nunca fui muito fã dessa data porque minha mãe fica meio mexida com esta data pois, no dia sete de maio era aniversário da minha vó (sua mãe), sempre comemoramos mas de forma singela. Uma comidinha gostosa, em casa mesmo e ás vezes com presente.  E hoje não foi muito diferente, morando em São Paulo, fomos almoçar na casa da minha boadrasta, onde meu pai e minha irmã moram. Mesa cheia de gente e comidinha especial. Desde semana passada estou submersa, ainda mais, nesse universo de maternidade, aconteceu aqui em Sampa, o 4o. Seminário Internacional de Mães, penúltimo sábado. Um dia inteiro de palestras para esse universo, neste ano teve uma palestra maravilhosa da Rita Lobo ( aquela apresentadora do Cozinha Prática no GNT e também dona do site Panelinha), etc. Foi um dia bem gostoso e de descanso, pois depois de uma semana intensa com Pedro em casa porque estava doente, pude respirar outros ares e descansar a cabeça. Ganhei de presente o convite do Melhor Blog de Maternidade, para mim, o Macetes de Mães. Voltei para casa com a cabeça renovada, apesar do cansaço extremo do corpo. Encontrei com Shirley, responsável pelo Macetes e brincando falei que nos veríamos na semana seguinte no evento de aniversário do blog, se eu já era fã fiquei ainda mais fã dela, simplesmente ela se lembrou de mim e perguntou como eu estava referindo-se a minha depressão pós parto, então contei-lhe que estou a  oito meses sem tomar antidepressivo.Comemoro todo os meses essa batalha vencida, porque eu sei o quanto foi difícil vencê-la.


Desde que Pedro começou na escola, tenho tido mais tempo para mim, confesso que estou num momento de reflexão de várias coisas na vida, como será daqui pra frente. O reencontro comigo mesma,está bem confuso ainda, muitas possibilidades e nada concreto e real onde possa seguir mas porque tudo ainda é meio nebuloso. Minha sensação é que sou um barco à deriva e que para chegar ao timão  dele preciso vencer a neblina  que me separa até lá mesmo dentro barco ainda assim é difícil chegar lá devido a tempestade. Estou desconstruindo várias  verdades dentro de mim.  Dentre elas   aprendi com o Macetes é que a vida precisa ser pragmática, o ideal não funciona, o real sim ou pelo menos adaptado às suas necessidades. Agora, depois de cumprir os meus mil dias com louvor, posso dedicar mais tempo para mim,  sabe aquela cena do Macauly Culkin no filme “Esqueceram de mim”correndo de um lado para o outro no corredor da casa quando foi abandonado, no primeiro filme. Onde não sabia o que queria fazer porque não tinha ninguém para encher a sua paciência. Felicidade e desespero o definem, assim que eu me sinto quando Pedro está na creche. Desisti de ser perfeita, quero ser uma pessoa real e realizada. São tanta possibilidades, mas nenhuma delas vejo se concretizar em um tempo breve, essa sensação de não estar viva/útil me incomoda absurdamente. Ser mãe, é uma tarefa extremamente útil, e não nego toda sua maravilhosidade. Mas por hora, cansei dessa dedicação integral, quero olhar para outros lados da minha vida com um pouco mais de cuidado e ter tempo para me dedicar para tal atividade. Ser real é conseguir abrir mão de algumas coisas porque simplesmente desisti de comprar essa ou aquela briga, saber quais brigas quero encarar, batalhar pela minha realização profissional, o que me trará um brilho diferente nos olhos, ser mãe de Pedro é real e concreto mas para que eu possa ser uma mãe ainda melhor e com qualidade para ele PRECISO reacender esse brilho que anda miúdo e esquecido porque foi colocado de lado simplesmente ainda não era o momento de cuidar dele, agora ele precisa ser priorizado. Então, pela minha sanidade mental, Pedro ficará na creche até as 16 horas e sairá mais cedo somente nos dias em que tem algum compromisso médico e/ou terapêutico.  Delegar algumas coisas que tratava como prioridade, reorganizar minhas tarefas domésticas otimizando o que puder ser. Rescrever a nova Maní que renasce pós maternidade, isso foi uma das coisas que compreendi no bate papo do aniversário do Macetes, sexta passada, eu sempre soube disso mas depois de ouvir isso, compreendi que agora é o meu momento. Apesar do barco estar à deriva, tenho condições de tomar o rumo desse barco - minha vida - foi uma semana intensa de aprendizado e muito importante para mim. Quando saiu o resultado do sorteio que eu iria para o aniversário do Macetes, no dia do meu aniversário (26/04) não tinha entendido que um novo ciclo seria iniciado.  Pois bem, Seja Bem Vindo !!!

Realmente, quero transformar minha vida esse ano. Encerrando alguns ciclos e iniciando outros, porque uma das coisas que a messiânica me deu a compreensão é que tudo tem um começo, meio e fim.
Eu falei durante o bate papo no aniversário que estava nesse momento de redescoberta, e como sei que as coisas acontecem conforme as nossas necessidades era preciso estar lá ouvindo daquelas mulheres no bate papo o quanto era difícil conciliar a vida profissional com maternidade mas que é possível, além da própria Shirley que aprendeu com a vida
que é possível, cedendo no momento certo e tambem exigindo na hora que fosse preciso.

Sim, é possível,  eu farei acontecer porque só depende de mim. E compreender isso é  aceita-lo como verdade foi o mais doloroso do processo. Mas do mesmo modo que ela te aprisiona igualmente te liberta.
Mas como diz o sábio, Vamos em frente que atrás vem gente!!!


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Pedro e a creche.







Eu sempre soube que Pedro iria cedo para  escola porque queria voltar logo para minha vida, doce ilusão achando que quando com 1 ano dele tudo iria se encaixar como num passe de mágica, ela acreditou!!!! Já tinham me avisado que demorava sair a vaga da creche, mas no meio da depressão, puerpério e ainda assimilando tudo que tinha acontecido comigo isso era última coisa que conseguia pensar, Pedro longe de mim. Era desesperador essa separação e assim fui protelando fazer a inscrição dele no  sistema para  esperar um dia sair a tal vaga. Eu não me sentia segura até que em outubro do ano passado, começou um movimento interno de querer me reencontrar, descobrir quem é essa tal de Maní, mãe do Pedro. E não me lembro o motivo que o pai de Pedro ficou em casa então dei uma de louca e fui até a escola mais próxima para fazer a inserção no sistema da Prefeitura e esperar até não sei que dia vaga sair.
No dia 15 de março de 2018, me ligaram da CEI (centro de educação infantil ) perto da minha casa dizendo que Peu tinha direito a uma vaga lá com eles se eu tinha interesse ou não, falei que iria visita-la no dia seguinte e assim fiz. As CEIs existem para atender a demanda de mães com crianças menores de quatro anos de idade, funciona como uma creche. Não é a minha escola perfeita, mas é real e me atende com as minhas necessidades e as de Pedro ter convivência com crianças da sua idade, socializar-se. Porque apesar dele ter dois anos, há um atraso na fala. Falarei sobre isso num post próximo.  Como não sabíamos  quando sairia a vaga estávamos a procura de uma particular para que  ele fosse a partir de agosto. Pela boa vontade do universo tudo conspirou a favor e vaga chegou no momento certo.
Na semana seguinte começamos adaptação, no primeiro dia ficaríamos até as dez horas da manhã, tudo tranquilo até conseguir deixa-lo um pouco no parque para assinar a papelada da matricula.No segundo dia, tentei me distanciar um pouco para ver como seria o processo, não teve acordo ficou grudado em mim o tempo todo, meu mundo caiu, tanto que fomos embora mais cedo. No último dia, deixei na escola e a coordenadora falou para eu ir embora e qualquer coisa ela me ligaria. Sai de lá com coração na mão, mas tentando ficar tranquila porque ele estava bem cuidado, voltei para pega-lo no horário estabelecido as duas da tarde e os dias seguintes daquela semana tambem fluíram com tranquilidade. E como convívio com outras crianças e um ambiente novo o fez ficar doente ele não  foi uma semana inteira. Na terceira semana houve um pouco de estranhamento, mas ele foi se acostumando novamente e hoje mês depois vejo o quanto foi importante ele ir naquele momento para creche, o universo/Deus sempre conspira a nosso favor mesmo que quando achamos que não.  Lembro que quando me ligaram dizendo que a vaga tinha saído liguei na mesma hora para o marido para contar a super novidade e minha vontade era de gritar de tanta felicidade, que tinha cumprido com louvor a tarefa de cuidar dele nos seus primeiros mil dias de vida (gestação +dois anos do lado de fora). As coisas foram se encaixando conforme a nossa necessidade, o meu movimento interno de re-conhecimento precisa desse tempo livre onde posso fazer algo em prol da minha realização pessoal, o que falta , o meu reencontro profissional.
Acho que se tivesse forçado a barra e colocado em uma escolinha não seria tão tranquilo o processo de adaptação dele como foi. Ainda há um estranhamento do tipo quando chega na escola de não querer ficar, então chora um pouco e logo se distrai com outras e vai tranquilo até o pai busca-lo as duas tarde, faz uma pequena manha , entretanto tudo dentro do aceitável.
A creche  somou muito no processo de fala dele, ainda não pronuncia nenhuma palavra mas a sua comunicação corporal melhora a cada dia.  E tambem me ajuda ter uma rotina mais organizada e produtiva, meu sonho de entrar no mestrado da USP está perto de ser realizado.
Cenas dos próximos capitulos !!!