Eu sempre soube que Pedro iria cedo para escola porque queria voltar logo para minha vida, doce ilusão achando que quando com 1 ano dele tudo iria se encaixar como num passe de mágica, ela acreditou!!!! Já tinham me avisado que demorava sair a vaga da creche, mas no meio da depressão, puerpério e ainda assimilando tudo que tinha acontecido comigo isso era última coisa que conseguia pensar, Pedro longe de mim. Era desesperador essa separação e assim fui protelando fazer a inscrição dele no sistema para esperar um dia sair a tal vaga. Eu não me sentia segura até que em outubro do ano passado, começou um movimento interno de querer me reencontrar, descobrir quem é essa tal de Maní, mãe do Pedro. E não me lembro o motivo que o pai de Pedro ficou em casa então dei uma de louca e fui até a escola mais próxima para fazer a inserção no sistema da Prefeitura e esperar até não sei que dia vaga sair.
No dia 15 de março de 2018, me ligaram da CEI (centro de educação infantil ) perto da minha casa dizendo que Peu tinha direito a uma vaga lá com eles se eu tinha interesse ou não, falei que iria visita-la no dia seguinte e assim fiz. As CEIs existem para atender a demanda de mães com crianças menores de quatro anos de idade, funciona como uma creche. Não é a minha escola perfeita, mas é real e me atende com as minhas necessidades e as de Pedro ter convivência com crianças da sua idade, socializar-se. Porque apesar dele ter dois anos, há um atraso na fala. Falarei sobre isso num post próximo. Como não sabíamos quando sairia a vaga estávamos a procura de uma particular para que ele fosse a partir de agosto. Pela boa vontade do universo tudo conspirou a favor e vaga chegou no momento certo.
Na semana seguinte começamos adaptação, no primeiro dia ficaríamos até as dez horas da manhã, tudo tranquilo até conseguir deixa-lo um pouco no parque para assinar a papelada da matricula.No segundo dia, tentei me distanciar um pouco para ver como seria o processo, não teve acordo ficou grudado em mim o tempo todo, meu mundo caiu, tanto que fomos embora mais cedo. No último dia, deixei na escola e a coordenadora falou para eu ir embora e qualquer coisa ela me ligaria. Sai de lá com coração na mão, mas tentando ficar tranquila porque ele estava bem cuidado, voltei para pega-lo no horário estabelecido as duas da tarde e os dias seguintes daquela semana tambem fluíram com tranquilidade. E como convívio com outras crianças e um ambiente novo o fez ficar doente ele não foi uma semana inteira. Na terceira semana houve um pouco de estranhamento, mas ele foi se acostumando novamente e hoje mês depois vejo o quanto foi importante ele ir naquele momento para creche, o universo/Deus sempre conspira a nosso favor mesmo que quando achamos que não. Lembro que quando me ligaram dizendo que a vaga tinha saído liguei na mesma hora para o marido para contar a super novidade e minha vontade era de gritar de tanta felicidade, que tinha cumprido com louvor a tarefa de cuidar dele nos seus primeiros mil dias de vida (gestação +dois anos do lado de fora). As coisas foram se encaixando conforme a nossa necessidade, o meu movimento interno de re-conhecimento precisa desse tempo livre onde posso fazer algo em prol da minha realização pessoal, o que falta , o meu reencontro profissional.
Acho que se tivesse forçado a barra e colocado em uma escolinha não seria tão tranquilo o processo de adaptação dele como foi. Ainda há um estranhamento do tipo quando chega na escola de não querer ficar, então chora um pouco e logo se distrai com outras e vai tranquilo até o pai busca-lo as duas tarde, faz uma pequena manha , entretanto tudo dentro do aceitável.
A creche somou muito no processo de fala dele, ainda não pronuncia nenhuma palavra mas a sua comunicação corporal melhora a cada dia. E tambem me ajuda ter uma rotina mais organizada e produtiva, meu sonho de entrar no mestrado da USP está perto de ser realizado.
Cenas dos próximos capitulos !!!

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