Hoje
presenciei um cena um pouco desagradável, não sei se deveria falar dela e
deixar ressoar algo chato, entretanto como gostaria de falar sobre algo maior,
vou usar o fato apenas como exemplo.
Acordei
com meu despertador mirim as 7 e pouca da manha como de costume, meu marido também
e seguimos o dia. Quando deu oito horas da manhã, resolvi que queria ir ao
Johrei Center para participar do culto matinal e aproveitar para caminhar um
pouco, alem de tirar Pedro de casa um pouco. Quase tudo deu certo, não cheguei
a tempo de assistir a oração, tudo bem. Ao chegar à unidade fui recepcionada
por uma senhora que mal me deu um bom dia, perguntou se eu ia guardar alguma
coisa na sala embaixo, respondi-lhe que apenas deixaria o carrinho da criança lá,
imediatamente falou que era para procurar fulana para que ela me ministrasse
Johrei. Agradeci e subi, fiz minha oração e depois a fulana veio a nave me
pergunto-me se queria Johrei, respondi que sim e de um jeito capenga, consegui
receber. A senhora que me abordara anteriormente, ficou incomodada com a
presença de Pedro, porque como uma criança normal quis explorar o local e
acabou desarrumando os DVDs que estavam na nave. E de forma meio grosseira,
perguntou-me se Pedro não ficaria no meu colo para receber johrei também,
educadamente respondi que ele não ficaria porque ele não gosta muito de colo. E
por ultimo quando estava de saída, meio que ordenando pediu para assinar o
livro de presença. Confesso que tive vontade imediata de ir embora do local e
assim o fiz. Já á noite, encontrei com
minha ministra e contei-lhe o ocorrido, e não fez cara de surpresa, pois já tinha
recebido algumas reclamações sobre o comportamento da senhora em questão.
E porque
quis contar este ocorrido, para dizer que ninguém tem a ver com seus problemas,
se você não está feliz com algo ou alguém resolva com os envolvidos. Deixem os
outros de fora, se eu tiver brava ou de mau humor com alguém, nunca vocês me
verão descontando em nada. Eu aprendi duas coisas com as pessoas mais
importantes da minha vida – minha mãe e meu marido. Cresci com minha mãe me
dizendo que ninguém é lata de lixo do outro e se tem algo te incomoda, procure
uma maneira de solucionar o seu problema, seja na terapia, na sessão espírita,
não importa. Mas que seja resolvido de maneira que não afete as outras pessoas
que não tenha envolvimento com isso, deixei-as livres dos seus
dissabores. Já meu marido sempre me disse: Ema, ema cada um com seus problemas
e a vida continua.
O que
eu quero dizer com tudo isso, por todos os problemas que nós temos nunca isso dará
o direito a ninguém destratar qualquer ser humano. Por maior que seja o sofrimento da pessoa.
A
exemplo disso, passei o fim de semana todo de mau humor, em nenhum momento destratei
meu filho ou o marido. Aprendi a reconhecer e me recolher no momento certo. Na sessão
passada da terapia, a psicóloga até me elogiou por ser uma pessoa otimista com
a vida e depois da porrada do parto aprendi a lidar melhor com meus sentimentos
e mesmo quando ainda estava na merda total sem saber que estava deprimida,
tentei ser o mais suave possível com as
pessoas e mesmo no hospital quando ainda estava internada, completamente
dependente, mesmo que meio “fake” sorrir
para as pessoas como forma de agradecer tudo que fizeram por mim. Eu tinha
todos os motivos para ser uma pessoa frustrada por vários motivos, mas tenho a
certeza que os problemas são ferramentas
que nos é dada para seguir em frente e
aprender com eles e assim saímos do nosso lugar comum e crescemos e tornamos
forte .Como disse acima, todos nós temos algum dissabor com a vida, e porque
temos de fazer as pessoas que nos rodeiam de nossa lata de lixo?! Para mim, a maior frustração do parto é não
poder parir novamente. Mas isso não me dá um milímetro de permissão de sair
chutando as pessoas por conta disso, aprendi e estou aprendendo a lidar com
isso.
É isso,
fica o alerta. Não faça os outros a sua lata de lixo, espalhe amor que tudo se
renova na nossa vida !!


