quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016



O ano de 2016 começou eufórico na expectativa da chegada de Pedro. Fizemos ainda em janeiro um chá de fraldas para comemorar a chegada do pequeno. A festa foi um fiasco, porque quase ninguem apareceu, passado a chatiação, na verdade a festa tinha o intuito de comemorar a chegada de Pedro e não para ganhar fraldas,porque no fundo sempre achei que é minha obrigação bancar as depesas do meu filho mas como era um momento feliz  queria apenas compartilhar essa alegria.  Em janeiro também descobri uma diabetes gestacional, foi um momento de pânico porque pensei que não poderia ter meu tão sonhado parto normal, mas minha medica foi um doce e disse que nem tudo estava perdido. Meses passaram e Pedro nasceu no dia 29/03/2016 e eu renasci junto com ele. Os dias que passamos internados foram dias difíceis, e com auxilio luxuoso de Joel e da minha família sobrevivemos. Há ainda muitas coisas para entrar no eixo, um dia de cada vez chegamos lá.
Agora 9 meses depois consigo encarar o que aconteceu com mais tranqüilidade.  Pedro nasceu de parto natural, entre o trabalho de parto e expulsivo teve duração de 4-5 horas. E logo após o parto tive uma complicação chamada distúrbio de coagulação que me renderam 6 horas no centro cirúrgico, transfusão de sangue de 48 pessoas, e ainda sim me custou uma histerectomia , pois era isso ou eu não estar aqui para contar historias. Fiquei internada 5 dias na UTI  e mais 4 no quarto e Pedro 12 dias por conta de uma bactéria que pegou e precisava tomar antibiótico na veia também porque teve um desconforto respiratório durante o trabalho de parto e minha medica para abreviar o expulsivo usou  o vácuo para retira-lo. Os primeiros meses foram bem difíceis lidar com essa nova condição de vida, pois não poderei mais gerar e parir um segundo filho, mas não me impede de ser mãe novamente por outros meios. Quando acordei na UTI menos de 24h depois não sabia o que tinha acontecido e Joel já tinha conversado com minha médica como eles iriam me dar a noticia. Mas por erro do destino o desavisado do medico do plantão falou com toda naturalidade o que tinha acontecido, minha sorte que minha medica (meu anjo da guarda ) e Joel estavam ao meu lado e ela conseguiu me acalmar e explicou por cima tudo que aconteceu. Foi uma forma nada agradável de saber tudo que tinha acontecido. Até hoje não sei tudo que aconteceu exatamente, tenho curiosidade, mas não sei se estou preparada para lidar com tudo isso. Por enquanto prefiro que seja assim até quando me sentir forte o suficiente para perguntar e sanar todas minhas duvidas. Ainda dói algumas feridas, tem pouco tempo, mas ao mesmo tempo parece que  não. Nos meses seguintes fui aprendendo me reinventar como mulher, esposa e assumir meu papel de mãe.
Em no fim de setembro conseguimos ir a Salvador para rever pessoas e Pedro conhecer os avós (minha sogra esteve em Sampa quando o pequeno nasceu mas não pode entrar na UTI para vê-lo e teve alta no dia seguinte do seu retorno para casa), minha mãe ficou comigo em maio então teve tempo de curti-lo. Foram 3 dias maravilhosos, onde todos os medos e outros sentimentos ruins  se tornaram pequenos ou quase inexistentes, voltamos para casa fortalecidos e felizes por saber que temos um lugar no mundo e que somos amados de verdade por nossos amigos e família. E também o quão é gratificante saber que temos uma raiz e pertencemos a algum lugar. Fazia quase um ano que não íamos  em casa.
Se alguém me perguntasse qual o animal me representaria nesse ano que passou, responderia: Fênix. Porque para ser forte ela precisa, literalmente, renascer das cinzas para ser linda e forte.
Agora em dezembro, passamos o natal em Salvador e foi maravilhoso. E na novena que fizemos em casa, teve um momento de reflexão sobre o ano que passou e eu não sou muito de falar de algumas coisas, mas fiquei confortável e com vontade de falar : “ esse ano foi muito difícil e também muito gratificante por tudo que passamos, ainda há cacos a serem colados por conta da porrada que tomamos na vida e quanto foi bom para mim e Joel ficarmos juntos e em completa união e quanto isso fortaleceu a nossa relação. E aos poucos estamos tentando colocar a vida no eixo, um dia de cada vez e um passo de cada vez.” E tambem citei meu querido japinha da parede , vulgo Meishu-Sama (sou messiânica!!), gratidão gera gratidão e lamuria gera lamuria , o coração agradecido comunica-se com Deus e o queixoso relaciona-se com Satanás. 
Labirintite, dor de cabeça, tendinite foram algumas das intempéries que passei neste ano. Entretanto, sempre tentei levar as coisas com bom humor e gratidão pela vida nova que me foi ofertada,  não posso negar que tive meus momentos de choro e desespero por não saber como as coisas serão daqui para frente. E, a terapia e acupuntura foram fundamentais para que conseguisse prosseguir.  O sorriso de Pedro e os carinhos e zelo de Joel são o meio esteio nessa selva de pedra que vivemos. Alem do auxilio luxuoso das minhas irmãs e dos meus pais e sogros.
A vida é assim, tira aqui e te devolve lá na frente. Na hora não entendemos o porque e até ficamos nos perguntando e alguma hora na vida te dá a resposta. Nesse ano ganhei de presente pessoas maravilhosas como minha querida  Doula  Mari, chegou aos 45 do segundo tempo mas que fez toda diferença no meu parto, meu anjo da guarda Dra. Ana Paula Portela, ou simplesmente Ana, Juliana que compartilhou comigo todos os anseios da gravidez(nossos filhotes nasceram com 15 dias de diferença).
Apesar de tudo, foi um ano de intenso de aprendizado. E eu me sinto como uma fênix que renasceu e  tem muita coisa para reaprender na vida, e realizada por ser mãe e esposa.  E ter construído uma família linda. Gratidão a vida , minha família, quem cuidou de mim e de Pedro no hospital.
Um dia de cada vez e assim vamos vivendo !!

Vem 2017 para te usar todinho porque quero todas as 365 oportunidades que você me dará e já começará em ritmo de festa para o primeiro aninho do meu príncipe Pedro!! 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Intuição de Mãe




Intuição de mãe é um bichinho que morde a gente e fica pro resto da vida. Quando ocupava apenas o papel de filha bastava minha mãe dizer alguma coisa ou mesmo me olhar para saber o que estava acontecendo, era batata. Por sonho ou intuição mesmo, mas o que precisava saber chegava até ela de alguma forma. Passei por isso semana passada e agora não duvido mais. Na quinta feira, acordamos eu e Pedro no nosso horário habitual  e ele  acordou   bem prostado, ele tava gripado desde o dia anterior, imaginei que fosse algo normal por conta das mudanças loucas de tempo aqui de São Paulo(de manhã ta frio e a tarde um calor infernal e a noite  esfria novamente, e ele pegou o pior de tempo pois nasceu em março e até setembro o clima é bem ruim). No começo da tarde teve febre dei o remédio e passou, mas fiquei agoniada com esse movimento, já pela noite percebi que sua respiração tava bem ofegante e ele bem indisposto, comeu quase nada só mamou, e ligeiramente febril. A intuição de mãe apitou e falei com a pediatra dele e orientou ir ao Pronto Socorro para tirar a dúvida se era uma simples gripe ou algo mais sério.  Chegamos ao PS e fomos bem atendidos uma jovem medica, super tranqüila e simpática, fizeram alguns exames e medicação para ver se melhorava e nada e quando voltamos nela para reavaliar achou por bem interná-lo, pois lá ficaria mais bem assistido e faria fisioterapia respiratória para ajudar a tirar o catarro, através da aspiração, como não tinha quarto disponível ficamos na observação até liberar. E assim passamos a noite acordados (pai e mãe), quando amanheceu Joel foi a nossa casa buscar umas coisas e tentar descansar um pouco. Ele voltou e perto do horário do almoço subimos para o quarto, remédio, fisioterapia, aspiração, mede e pesa, nada de comer comida apenas peito, dorme, acorda está na hora de qualquer coisa, e assim foram os três dias que ficamos internados. Na segunda pela manhã tivemos alta e estamos de molho em casa desde então. Fui apenas à terapia e voltei para casa nessa semana. Pedro teve uma bronquiliolite leve, fez um exame chamado painel viral e deu negativo, mas, pelas condições que estava foi considerado como tal. E hoje nem parece que passamos por todo esse perrengue, pois está ótimo.
E conversando com a médica do PS, ela falou que a nossa decisão foi a mais acertada de levá-lo logo, e eu fiquei com a pulga atrás da orelha porque sabia que meu marido quando criança também teve vários problemas respiratórios. Depois desse episodio nunca mais vou duvidar quando a luzinha acender. Enfim, como diz meu marido “mãe é mãe!!”.
Foi um susto, mas, estava serena ou transparecia que, segundo minha irmã estava mais dura que uma rocha durante todo tempo no qual ficamos internados. Foi difícil ver o pequeno ali internado e sem poder fazer algo maior para tirá-lo dali, minha vontade era de tomar as medicações por ele, o que mais doeu de tudo foi quando precisou pegar novamente a veia porque perderam o acesso. Precisou de mim, do pai e uma técnica de enfermagem para segura-lo, ali eu chorei junto com ele, foi desesperador vê-lo assim e não poder fazer nada. A gente sobrevive a esses maus bocados que a vida nos reserva. É terrível passar por isso, mas sempre que podia dizia que o amava que aquilo era necessário para que ficasse bem logo e pudéssemos voltar para casa. A vida nos dá esses remédios amargos para que possamos saber saborear com gosto os momentos doces da vida.  É clichê essa frase, entretanto agora faz todo o sentido.

INTUIÇÃO DE MÃE NUNCA FALHA!! 

sábado, 10 de dezembro de 2016

Amamentação de Pedro




O inicio da amamentação de Pedro passou por vários obstáculos, a começar pela distancia que sofremos nos seus primeiros 5 dias de vida. Precisei ficar isolada e não tinha como ir vê-lo, queria ter amamentado na sua primeira hora de vida, mas devido as circunstâncias não pude (isso ainda me dói, e tudo que aconteceu conto num próximo post quando tiver bem pra falar disso). Porem, o que importa que estou aqui viva  para cuidar do meu bem maior. Voltando ao assunto da amamentação, depois desses dias afastados, pudemos finalmente nos encontrar e nos tocar de fato, uma felicidade sem tamanho vê-lo e finalmente coloca-lo no peito e claro não foi fácil, pois, precisou tomar formula na mamadeira e isso dificultava um pouco o processo. Durante os dias que Pedro ficou internado, ía nos horários pré-estabelecidos para amamenta-lo  e com ajuda das enfermeiras  e auxiliares começamos a nos entender. Nesse momento ele tinha o peito predileto, até brincava que outro tinha gosto de limão, devido a dificuldade de pega-lo. Os dias foram passando e aos poucos conseguimos tirar a fórmula e alimentando-se exclusivamente do leite materno. O que me fez acreditar que nessa possibilidade foi ler o livro de Dr. Carlos Gonzalez – Manual Prático do Aleitamento Materno. Super indico a leitura.
Pedro teve alta do hospital  e a felicidade não cabia em mim de finalmente estarmos os três em casa. Num ambiente mais favorável fomos nos entendendo cada vez mais e hoje percebo seus sinais quando quer mamar, basta meio catucada perto peito e já sei que o quer.
Amamentar cria um vínculo imensurável e duradouro tanto para a mãe quanto para o bebe. Alem de nutrir no sentido literal, também o nutri de amor (algumas pessoas chamam o leite materno de amor liquido e eu adoro essa definição), ademais dos benefícios de vitaminas, minerais e anticorpos para o bebe, a mulher também se beneficia pois é comprovado que ajuda na prevenção do câncer de mama entre outras doenças.
Sempre sonhei em amamentar meu filho e consegui. É mágico saber que mesmo depois de gera-lo ainda tenho a capacidade de nutri-lo fora do meu ventre.  Confesso que fui caxias em querer amamenta-lo exclusivamente até os 6 meses de vida e conquistei, na raça mas foi!!
É um momento só nosso, um momento de plenitude de vê-lo adormecer nos meus braços, sentir que no meu colo existe toda a segurança que precisa. É tão louco  essa necessidade que ás vezes quando já foi dormir e eu ainda estou acordada vai se mexendo até chegar o meu travesseiro e sendo guiado pelo meu cheiro.  Chega ser engraçado !!
Tudo fluiu de maneira linda e gostosa, até chegada dos seus dentinhos, pois até então meu peito não rachou e nem fissurou. Com 5 meses começou a ser dolorido a amamentação , falei com minha médica e falou de passar pomada de lanolina, não melhorou foi piorando, e eu experimentei uma dor surreal. Cheguei a desejar parir de novo ao invés de sentir essa dor. Mesmo assim não desisti do meu propósito de seguir amamentando até quando Pedro desejar. Ainda não está completamente sarado, e já passaram 3 meses desde então, é só agora sarou, mas desfazer esse vinculo enquanto estava machucado acho que é uma tremenda sacanagem com Pedro.  Porquê entendo que o leite é o principal alimento até um ano de idade, a alimentação externa é complemento.  E o mundo acha que é ao contrario, mas cada qual com seu cada qual!!
É um teste de paciência diário, ficar horas e mais horas sentada com bebe no colo enquanto mama. Entretanto, não tem dinheiro que pague tê-lo assim. Achei que ficaria com vergonha de amamenta-lo em público , mas como diz minha querida doula a dignidade e a vergonha a gente deixa na porta da maternidade quando chegamos para parir!!
Hoje em dia não me importo de pagar peitinho em qualquer lugar!!

Não desistam desse momento, e enquanto puderem AMAMENTEM !!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Deixa a vida de Quelé!!!





Vi esses dias no instagram , num dos perfis que sigo falando da vida de Bela Gil, porque ela dá banho no caçula dela no chuveiro e não na banheira. O que nos temos a ver com isso?!

 NADA!!

Nesses poucos meses de maternidade, aprendi que realmente importa é o que funciona, logo quando Pedro chegou em casa, dávamos banho na banheira quanto trabalho (pega balde com água, coloca mais um pouco de fria porque tá quente demais ou ao contrário e o bebe vai ficar com frio). Depois conversando com uma amiga também recém parida, descobri a 8ª maravilha do universo – dar banho no pequeno no chuveiro !!

 Dalí em diante nunca mais sofremos com todo trabalho de colocar banheira, colocar água, tirar água (marido agradece a facilidade).  Alguém pode me dizer porque temos a mania de achar que o nosso jeito é o certo e dos outros que nos rodeiam não é ?!

É um momento tão gostoso e intimo de dar banho no pequeno, eu passo o dia todo com Pedro e também queria dar banho nele (que egoísmo meu!!) e até sugeri a meu marido um revezamento dos dias para que também pudesse participar desse momento. Porém, entendi que esse momento era deles de comunhão e contato pele a pele de pai e filho. E hoje, sou ajudante de pedreiro, fico ali na retaguarda para pega-lo  e vesti-lo depois do banho e meu marido termina de tomar o seu banho.


No começo ele estranhou um pouco com água caindo no corpo e hoje curte e relaxa até. Pedro já entende que esse momento do banho é um momento dele e do pai. As coisas precisam ser prazerosas, pra você e o pequeno, o mundo já é cheio de coisas chatas e absurdas porque precisamos começar a complicar quando eles ainda são pequenos?!

Cama compartilhada, sim por favor !!




Outro dia, li num desses blogs de maternidade um post sobre cama compartilhada e a blogueira falava que não gostava por vários motivos. Mas não quero tecer  comentários sobre os argumentos dela. É a posição dela e ponto final. Porque ela sabe como as coisas funcionam da melhor maneira na sua vida.
Ainda na gravidez, achava que Pedro não iria dormir de maneira nenhuma na minha cama, para preservar a minha intimidade, o meu bem estar e dentre outros motivos. Entretanto depois da primeira noite com Pedro em casa, desconstruí totalmente os meus pré-conceitos (é assim mesmo que gosto de escrever essa palavra) de cama compartilhada. O primeiro mês de um bebê é um verdadeiro caos e pude comprovar na pele que é mesmo. Pedro dormia cedo, acordava de madrugada e queria ficar acordado, noutro dia dormia super tarde e ficava nessa gangorra louca de dormir e acordar a qualquer hora. Quando me vi levantando várias vezes para amamentar o pequeno e o cansaço que isso me daria, resolvi trazê-lo para minha cama. E dali em diante só motivos positivos  para  cama compartilhada.
Nos primeiros dias que Pedro nasceu e ficamos separados, cada um na sua UTI, não pude dar o primeiro aconchego necessário nesse mundo tão doido, sentia que devia isso a ele. Depois ler um pouco sobre o assunto e encantei-me pelos benefícios: segurança emocional para bebe,  entendimento dos primeiros sinais  de fome do bebe, aconchego.
Pedro é um menino super tranqüilo, amoroso. Hoje depois de 8 meses de cama compartilhada vejo que tudo é adaptável  e muitas pessoas criticam quando falo que ele dorme comigo , me acham louca porque permito isso que ele pode morrer com a síndrome da morte súbita que  eu ou pai podemos sufoca-lo  que isso acaba com seu casamento e a pergunta mor é como vocês fazem para as intimidades ?!  A depender da pessoa eu explico como funciona e tiro sarro falando que não existe somente para namorar outros lugares podem ser mais divertidos que a cama, outras eu faço cara de alface não digo nada ou respondo “ Concordo, mas vou muda-lo para o berço no tempo dele !! ” ou  seja quando ele quiser ter o espaço dele , vai para sua cama ,  e deixo lá o quarto dele como exposição de show-room , hahaha.
Senhor ninguém vai me fazer mudar as minhas crenças do que acho certo para criar o meu filho, eu desejo realmente que ele seja um homem integro e honesta  para sociedade  em todos aspectos e possa fazer a diferença por onde passar. E criação e valores a gente ensina em casa, porem, o que ele vai fazer com tudo que lhe daremos só a vida vai dizer, a nossa parte estamos fazendo. Conversando com amigas percebi que todas passamos pelo preconceito de compartilhar a cama, para mim a coisa é mais profunda, eu não estou simplesmente compartilhando a cama com meu filho, estou compartilhando amor, cuidado, aconchego, segurança, e o mais importante que é saber que sempre tem para onde voltar que  é os braços dos seus pais. É verdade que não é confortável para mim dormir com bebe grudado, literalmente.  Eu durmo toda torta, entretanto acordar com seu sorriso compensa tudo.

Voltando a mãe bloqueira que falava sobre cama compartilhada eu não acho que esteja errada  e isso não faz dela menos mãe que eu. Minha mãe não deixava(ou não gostava, não lembro) muito dormirmos com ela, exceto minha irmã caçula que sempre dormiu e dormirá com ela, eu tive uma época que dormi com ela, e pela primeira vez eu tinha meu próprio quarto mas tinha medo de dormir sozinha, e ela respeitou essa minha necessidade até que um dia voltei a dormir no meu quarto e vida seguiu seu curso sozinha.  Nem tudo que está escrito ou vivência de alguém vai resolver o seu problema, pode te dar uma luz, entretanto, sem a garantia que vai funcionar 100%. A vida é assim só quem passa na pele para dizer o que aprendeu com a situação.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Terapia x Gravidez




Quando descobri a gravidez, vivia um momento de muitos questionamentos internos de muitas mudanças significativas na minha vida e também tinha pouco tempo que tinha mudado de estado, estou longe da minha família do coração e amigos que deixei em Salvador. Eu sempre soube que queria ser mãe e sabia que assumir esse papel na minha vida tinha um peso alto, e por conta destes questionamentos internos resolvi fazer terapia, eu queria fazer em Salvador,entretanto, com a mudança iminente deixei para começar em São Paulo onde moro atualmente. No começo me questionava de alguns valores e traço do que sou hoje e porque tantas coisas me incomodavam tanto, sabia que precisava mudar alguns comportamentos e ser mais tranqüilas com resoluções internas e não sofrer por feito tal escolha na vida. Inclusive a terapia me ajudou muito a resolver se estava pronta ou não para ser mãe.  Até que um dia acordei e disse quero ser mãe ainda esse ano ou planejar a gravidez para que o pequeno nascesse em breve, alem da pressão familiar para que isso acontecesse, pois eu e Joel estamos juntos há 12 anos (9 de namoro e 3 de casamento). Para todos já tinha passado da hora do pequeno vir, mas para mim estava no momento certo. 
Conversei com Joel sobre o assunto, por ele já teríamos uns 2 ou 3 filhos nesse meio tempo, mas como as coisas tem que ser minimamente planejada e os dois dispostos ao desafio, pois essa não é uma brincadeira que se brinca só ou pelo menos essa não era minha vontade, porque não tenho esse culhão todo. Cumpri todos tramites para engravidar (leia-se tirar o DIU, exames para saber se tudo tava em ordem, e deixar rolar). Eu fazia um serviço temporário e não sabia qual seria a minha perspectiva de trabalho, faltando 10 dias para terminar o serviço, descobri que estava grávida e que meu presentinho de Deus chegaria em breve. Foi um misto de euforia e um certo receio de como seria a Maní-mãe. Como não tinha como trabalhar por conta da gravidez, voltei para terapia(durante o serviço não tinha como ir nas sessões), foi maravilhoso pois nesse primeiro momento costurei junto com a terapeuta um processo de alto conhecimento e todos meus anseios de como seria Maní-mãe, e só parei a terapia às vésperas de Pedro nascer, porque Joel não queria que andasse para cima e para baixo de barrigão e também  porque já estava bem cansada com todo peso, mas isto era o que menos importava porque Terapia é vida, para mim.
Eu planejei voltar 2 meses logo depois que pequeno nasceu,não consegui por uma questão de acerto de horários com a terapeuta e de fato voltei em junho com uma logística organizada e de maneira que fosse bom para todos. Antes de voltar tive uma sessão com terapeuta para conversar sobre o parto tudo que aconteceu, pois, mais do que nunca precisava daquele espaço para organizar a cabeça e tudo que aconteceu. Já embaladas nas sessões semanais, fui me redescobrindo e que não devia me sentir mais alheia ao mundo, porque quando nasce uma mãe, nasce também um monte de sentimentos que desconhecia e coisas que sentia mas não sabia nomear. Aos poucos fui nomeando as coisas, ainda falta bastante coisa, mas, faz parte do meu processo, um dia de cada vez, aprendi a ter paciência comigo mesmo e perceber as coisas com mais rapidez.
Eu sou outra pessoa depois quase 2 anos de terapia, mais tranqüila e serena com as coisas que aconteceram ainda não superei tudo mas conseguirei. E todos que me perguntam porque fazer terapia se eu não sou doida ou tenho problemas mentais eu simplesmente respondo que a terapia é um processo de auto conhecimento maravilhoso e quem passa por ele sabe o quanto é valoroso o que se constrói no consultório. É importante que “o santo bata” com o terapeuta. Hoje escrevo este texto do hospital onde Pedro está internado com uma infecção respiratória e quando fui avisando as pessoas importantes todas ficaram aflitas por conta da situação e ao contrario do que deveria acontecer eu que fui acalmando as pessoas dizendo que estávamos bem e bem cuidados com todo necessário. Se fosse a Maní de antes estaria desesperada achando que o pior poderia acontecer e não estou serena, pois, Pedro está quase curado e em breve sairemos do hospital. E toda essa tranqüilidade foi a terapia que me deu!!
 Terapia é uma higiene mental  necessária para sobreviver nesse mundo cão!!  


PS: Tivemos alta no dia seguinte

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Meio dia de mãe!!



Domingo passado foi o churrasco de confraternização do Zombie Mons. Estávamos todas ansiosas para nos reencontrar pela segunda vez (a primeira foi num encontro promovido pela nossa pedimusa Vânia Gato).  E lá pelas tantas de várias conversas sobre o assunto, surgiu o fator horário.  Falei que chegaria ao meio dia de mãe!!  Todas riram !!

Acordei no dia quase dez horas da manhã e na enrolação sai da cama quase onze horas, sorte que já tinha feito o bolo para levar, entretanto faltava ainda umas tantas coisas para serem feitas – comida de Pedro para o almoço dele, arrumar a bolsa e outras coisas da casa que eu achei na minha santa inocência ia dar conta de fazer antes de sair,TROUXA !!!

Fiz somente o essencial para sairmos de casa de forma decente !!!
O churrasco tava marcado para o meio dia, todas chegaram, inclusive eu, quase duas tarde, então vos digo quando uma mãe disser que vai a qualquer lugar valorize!! Porque só ela sabe o tamanho esforço para chegar a qualquer lugar. Meio dia de mãe é sempre uma ou duas horas depois do combinado ,  hahaha!!

O churrasco foi uma delicia!! O amigo secreto também !!
Obrigada Zombie (especialmente Ana que organizou tudo por nós), vcs são o melhor presente que a maternidade me deu!!