É
assim que se cumprimenta no nordeste nas noites de São João. Aqui em Sampa, não
tem tradição como no Nordeste. E como meus sogros vieram para cá tratei de
fazer uma pequena festinha em casa com quase todos comes trazidos de lá. Foi
uma delicia. No nordeste é uma festa muito esperada, quem pode sai da capital
rumo ao interior onde a festa acontece com direito a fogos de artifícios, muito
forró para dançar e muita comida gostosa. Que falta me faz estar no interior,
minhas irmãs foram para Arembepe e me mandaram varias fotos e eu fiquei bem
nostálgica. Lá passei quase todos os meus São Joãos na minha infância.
sexta-feira, 21 de julho de 2017
terça-feira, 4 de julho de 2017
Sobre minha Depressão Pós Parto
Durante toda a gravidez e antes, fiz acompanhamento psicológico. Quando fiz trinta anos senti uma vontade imensa de ter um espaço que fosse só meu, onde pudesse compartilhar meus medos e anseios sem ter um julgamento ou onde pudesse organizar minha cabeça.
Logo depois do parto, em junho do ano passado, voltei para terapia pois, mais do que nunca precisava reorganizar minha cabeça de todo o tsunami que passou desde o nascimento de Pedro. Eu soube de maneira abrupta tudo que ocorrera (não sei exatamente todos os pormenores porque não me sinto pronta para tal, eu preferi que fosse desse jeito até agora), eu não sei se foi a maneira como soube que desencadeou o meu processo depressivo ou por todas as circunstancias. Pouco importa agora.
Em agosto, mandei uma mensagem para minha médica sobre o que estava sentindo e achando estranho porque a terapia sempre me deixou mais leve e isso não estava acontecendo. E de imediato ela me falou que precisaria buscar ajuda, pois poderia ser depressão pós parto, me deu contado de duas médica, uma me respondeu de imediato dizendo o valor da consulta e eu não podia pagar o valor, e a outra demorou um monte para responder. Como tinha pressa de me cuidar, procurei pelo meu convênio médico. E na consulta com a médica do convênio, ela me disse que precisaria parar de amamentar para me cuidar, saí de lá revoltada porque sendo meu único filho não queria deixar de amamenta-lo e sei o quanto é importante para Pedro esse vínculo. Como já tinha pesquisado e sabia que tinha meios de conciliar as duas coisas – amamentação e cuidados. Até que a outra médica indicada pela minha GO, respondeu e marcamos a consulta. A consulta demorou quase duas horas, e foi simplesmente animal!!
O santo bateu de cara, além de ser médica é também acupunturista e professora de universidade. Ela me explicou tudo e sai de lá bem tranqüila e serena acreditando que tudo ia mudar para melhor. Marcamos a consulta para dali menos de um mês e depois conseguimos espaçar e em conjunto com a terapia fui melhorando.
Eu tive meus momentos desespero, achando que não ia dar conta e me perguntando o porque de tanto sofrimento. Depois de sentir na pele que não é fácil se sentir impotente e completamente sozinha. Ficava sozinha com Pedro durante o dia e quando ia dando o final do dia me batia um desespero achando que meu marido não ia voltar pra casa e o quanto precisava dele por perto para me sentir amparada. Normalmente as pessoas imaginam quando falo que estou com depressão pós parto, que tinha aversão a meu filho, e eu não tinha, pelo contrario me agarrei nele com intuito de sair daquele buraco que eu estava, foram dias muito difíceis. Vivi o caos na sua plenitude, não queria nada e minha sorte que Pedro só mamava então só tinha que me preocupar com a minha comida. E eu saí bastante, e até que encontrei na cozinha uma forma de terapia. E em novembro do ano passado, nasceu este blog também como forma de terapia e um espaço onde pudesse dar vazão aos meus sentimentos.
Eu tive meus momentos desespero, achando que não ia dar conta e me perguntando o porque de tanto sofrimento. Depois de sentir na pele que não é fácil se sentir impotente e completamente sozinha. Ficava sozinha com Pedro durante o dia e quando ia dando o final do dia me batia um desespero achando que meu marido não ia voltar pra casa e o quanto precisava dele por perto para me sentir amparada. Normalmente as pessoas imaginam quando falo que estou com depressão pós parto, que tinha aversão a meu filho, e eu não tinha, pelo contrario me agarrei nele com intuito de sair daquele buraco que eu estava, foram dias muito difíceis. Vivi o caos na sua plenitude, não queria nada e minha sorte que Pedro só mamava então só tinha que me preocupar com a minha comida. E eu saí bastante, e até que encontrei na cozinha uma forma de terapia. E em novembro do ano passado, nasceu este blog também como forma de terapia e um espaço onde pudesse dar vazão aos meus sentimentos.
Duas blogueiras maternas que eu acompanho também tiveram depressão pós parto(relatos aqui e aqui ) e depois de ler os seus relatos percebi o quanto é importante falar deste tabu. Por isso a minha reticência em falar sobre o assunto. Hoje estou em processo de desmame da medicação em acompanhamento com a minha psiquiatra. Eu devo duas vezes a minha vida a minha ginecologista por tudo, e que mesmo longe me deu um puta suporte. E meu anjo da guarda, minha doula Mariana que me acudiu sempre que precisei dela e ainda continua me doulando no pós parto, que me deu um abraço apertado no dia do parto e me disse que não estaria sozinha nunca mais e hoje sei disso como nunca e te agradeço por existir na minha vida.
Se você me perguntar se eu me arrependo das minhas escolhas, não me arrependo nem por um minuto das escolhas que fiz também assumindo todos os meus ônus. E o que aprendi com isso, muita coisa. A valorizar muito mais as pessoas que me rodeiam e realmente se importam comigo. E que no momento em que pari Pedro também pari meus medos. Hoje agradeço por tudo que aprendi, não vou ser hipócrita em dizer que superei tudo, mas que eu estou aprendendo a duras penas a conviver com essa cicatriz de não poder parir mais, e outras frustações de não ter amamentado Pedro na sua primeira hora de vida entre outras coisas que eu quis. Mas o destino é rebelde e não quis assim. Eu falei semana passada sobre o luto materno, e o quanto foi importante vivencia-lo para seguir em frente. Ser mãe é o melhor de todos os presentes que a vida me deu.
E de onde tirei forças para chegar ate aqui? Do amor do meu filho e do apoio incondicional e irrestrito do meu marido. Estou feliz de chegar onde eu cheguei, de ser quem eu sou hoje. Ainda não tive alta da minha médica, mas isso é só uma questão de tempo.
Viva eu !!
Viva sim, viva eu, se Deus dá deixa que dê!
Viva sim, viva eu, se Deus dá deixa que dê!
Quero aprender essa dança que ao mundo encanta
Que me faz crer
Que todo meu ouro meu maior tesouro é saber viver!!!
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