Intuição
de mãe é um bichinho que morde a gente e fica pro resto da vida. Quando ocupava
apenas o papel de filha bastava minha mãe dizer alguma coisa ou mesmo me olhar
para saber o que estava acontecendo, era batata. Por sonho ou intuição mesmo,
mas o que precisava saber chegava até ela de alguma forma. Passei por isso
semana passada e agora não duvido mais. Na quinta feira, acordamos eu e Pedro
no nosso horário habitual e ele acordou
bem prostado, ele tava gripado desde o dia anterior, imaginei que fosse
algo normal por conta das mudanças loucas de tempo aqui de São Paulo(de manhã ta
frio e a tarde um calor infernal e a noite esfria novamente, e ele pegou o pior de tempo
pois nasceu em março e até setembro o clima é bem ruim). No começo da tarde teve
febre dei o remédio e passou, mas fiquei agoniada com esse movimento, já pela
noite percebi que sua respiração tava bem ofegante e ele bem indisposto, comeu
quase nada só mamou, e ligeiramente febril. A intuição de mãe apitou e falei
com a pediatra dele e orientou ir ao Pronto Socorro para tirar a dúvida se era uma
simples gripe ou algo mais sério.
Chegamos ao PS e fomos bem atendidos uma jovem medica, super tranqüila e
simpática, fizeram alguns exames e medicação para ver se melhorava e nada e
quando voltamos nela para reavaliar achou por bem interná-lo, pois lá ficaria mais
bem assistido e faria fisioterapia respiratória para ajudar a tirar o catarro,
através da aspiração, como não tinha quarto disponível ficamos na observação
até liberar. E assim passamos a noite acordados (pai e mãe), quando amanheceu
Joel foi a nossa casa buscar umas coisas e tentar descansar um pouco. Ele
voltou e perto do horário do almoço subimos para o quarto, remédio,
fisioterapia, aspiração, mede e pesa, nada de comer comida apenas peito, dorme,
acorda está na hora de qualquer coisa, e assim foram os três dias que ficamos
internados. Na segunda pela manhã tivemos alta e estamos de molho em casa desde
então. Fui apenas à terapia e voltei para casa nessa semana. Pedro teve uma bronquiliolite
leve, fez um exame chamado painel viral e deu negativo, mas, pelas condições
que estava foi considerado como tal. E hoje nem parece que passamos por todo
esse perrengue, pois está ótimo.
E
conversando com a médica do PS, ela falou que a nossa decisão foi a mais
acertada de levá-lo logo, e eu fiquei com a pulga atrás da orelha porque sabia
que meu marido quando criança também teve vários problemas respiratórios.
Depois desse episodio nunca mais vou duvidar quando a luzinha acender. Enfim,
como diz meu marido “mãe é mãe!!”.
Foi
um susto, mas, estava serena ou transparecia que, segundo minha irmã estava
mais dura que uma rocha durante todo tempo no qual ficamos internados. Foi
difícil ver o pequeno ali internado e sem poder fazer algo maior para tirá-lo
dali, minha vontade era de tomar as medicações por ele, o que mais doeu de tudo
foi quando precisou pegar novamente a veia porque perderam o acesso. Precisou
de mim, do pai e uma técnica de enfermagem para segura-lo, ali eu chorei junto
com ele, foi desesperador vê-lo assim e não poder fazer nada. A gente sobrevive
a esses maus bocados que a vida nos reserva. É terrível passar por isso, mas
sempre que podia dizia que o amava que aquilo era necessário para que ficasse
bem logo e pudéssemos voltar para casa. A vida nos dá esses remédios amargos
para que possamos saber saborear com gosto os momentos doces da vida. É clichê essa frase, entretanto agora faz todo
o sentido.
INTUIÇÃO
DE MÃE NUNCA FALHA!!

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