segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Intuição de Mãe




Intuição de mãe é um bichinho que morde a gente e fica pro resto da vida. Quando ocupava apenas o papel de filha bastava minha mãe dizer alguma coisa ou mesmo me olhar para saber o que estava acontecendo, era batata. Por sonho ou intuição mesmo, mas o que precisava saber chegava até ela de alguma forma. Passei por isso semana passada e agora não duvido mais. Na quinta feira, acordamos eu e Pedro no nosso horário habitual  e ele  acordou   bem prostado, ele tava gripado desde o dia anterior, imaginei que fosse algo normal por conta das mudanças loucas de tempo aqui de São Paulo(de manhã ta frio e a tarde um calor infernal e a noite  esfria novamente, e ele pegou o pior de tempo pois nasceu em março e até setembro o clima é bem ruim). No começo da tarde teve febre dei o remédio e passou, mas fiquei agoniada com esse movimento, já pela noite percebi que sua respiração tava bem ofegante e ele bem indisposto, comeu quase nada só mamou, e ligeiramente febril. A intuição de mãe apitou e falei com a pediatra dele e orientou ir ao Pronto Socorro para tirar a dúvida se era uma simples gripe ou algo mais sério.  Chegamos ao PS e fomos bem atendidos uma jovem medica, super tranqüila e simpática, fizeram alguns exames e medicação para ver se melhorava e nada e quando voltamos nela para reavaliar achou por bem interná-lo, pois lá ficaria mais bem assistido e faria fisioterapia respiratória para ajudar a tirar o catarro, através da aspiração, como não tinha quarto disponível ficamos na observação até liberar. E assim passamos a noite acordados (pai e mãe), quando amanheceu Joel foi a nossa casa buscar umas coisas e tentar descansar um pouco. Ele voltou e perto do horário do almoço subimos para o quarto, remédio, fisioterapia, aspiração, mede e pesa, nada de comer comida apenas peito, dorme, acorda está na hora de qualquer coisa, e assim foram os três dias que ficamos internados. Na segunda pela manhã tivemos alta e estamos de molho em casa desde então. Fui apenas à terapia e voltei para casa nessa semana. Pedro teve uma bronquiliolite leve, fez um exame chamado painel viral e deu negativo, mas, pelas condições que estava foi considerado como tal. E hoje nem parece que passamos por todo esse perrengue, pois está ótimo.
E conversando com a médica do PS, ela falou que a nossa decisão foi a mais acertada de levá-lo logo, e eu fiquei com a pulga atrás da orelha porque sabia que meu marido quando criança também teve vários problemas respiratórios. Depois desse episodio nunca mais vou duvidar quando a luzinha acender. Enfim, como diz meu marido “mãe é mãe!!”.
Foi um susto, mas, estava serena ou transparecia que, segundo minha irmã estava mais dura que uma rocha durante todo tempo no qual ficamos internados. Foi difícil ver o pequeno ali internado e sem poder fazer algo maior para tirá-lo dali, minha vontade era de tomar as medicações por ele, o que mais doeu de tudo foi quando precisou pegar novamente a veia porque perderam o acesso. Precisou de mim, do pai e uma técnica de enfermagem para segura-lo, ali eu chorei junto com ele, foi desesperador vê-lo assim e não poder fazer nada. A gente sobrevive a esses maus bocados que a vida nos reserva. É terrível passar por isso, mas sempre que podia dizia que o amava que aquilo era necessário para que ficasse bem logo e pudéssemos voltar para casa. A vida nos dá esses remédios amargos para que possamos saber saborear com gosto os momentos doces da vida.  É clichê essa frase, entretanto agora faz todo o sentido.

INTUIÇÃO DE MÃE NUNCA FALHA!! 

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