Outro
dia, li num desses blogs de maternidade um post sobre cama compartilhada e a
blogueira falava que não gostava por vários motivos. Mas não quero tecer comentários sobre os argumentos dela. É a
posição dela e ponto final. Porque ela sabe como as coisas funcionam da melhor
maneira na sua vida.
Ainda
na gravidez, achava que Pedro não iria dormir de maneira nenhuma na minha cama,
para preservar a minha intimidade, o meu bem estar e dentre outros motivos. Entretanto
depois da primeira noite com Pedro em casa, desconstruí totalmente os meus
pré-conceitos (é assim mesmo que gosto de escrever essa palavra) de cama
compartilhada. O primeiro mês de um bebê é um verdadeiro caos e pude comprovar
na pele que é mesmo. Pedro dormia cedo, acordava de madrugada e queria ficar
acordado, noutro dia dormia super tarde e ficava nessa gangorra louca de dormir
e acordar a qualquer hora. Quando me vi levantando várias vezes para amamentar
o pequeno e o cansaço que isso me daria, resolvi trazê-lo para minha cama. E
dali em diante só motivos positivos para
cama compartilhada.
Nos
primeiros dias que Pedro nasceu e ficamos separados, cada um na sua UTI, não
pude dar o primeiro aconchego necessário nesse mundo tão doido, sentia que
devia isso a ele. Depois ler um pouco sobre o assunto e encantei-me pelos
benefícios: segurança emocional para bebe,
entendimento dos primeiros sinais
de fome do bebe, aconchego.
Pedro
é um menino super tranqüilo, amoroso. Hoje depois de 8 meses de cama
compartilhada vejo que tudo é adaptável e
muitas pessoas criticam quando falo que ele dorme comigo , me acham louca
porque permito isso que ele pode morrer com a síndrome da morte súbita que eu ou pai podemos sufoca-lo que isso acaba com seu casamento e a pergunta
mor é como vocês fazem para as intimidades ?!
A depender da pessoa eu explico como funciona e tiro sarro falando que
não existe somente para namorar outros lugares podem ser mais divertidos que a
cama, outras eu faço cara de alface não digo nada ou respondo “ Concordo, mas
vou muda-lo para o berço no tempo dele !! ” ou
seja quando ele quiser ter o espaço dele , vai para sua cama , e deixo lá o quarto dele como exposição de
show-room , hahaha.
Senhor
ninguém vai me fazer mudar as minhas crenças do que acho certo para criar o meu
filho, eu desejo realmente que ele seja um homem integro e honesta para sociedade em todos aspectos e possa fazer a diferença
por onde passar. E criação e valores a gente ensina em casa, porem, o que ele
vai fazer com tudo que lhe daremos só a vida vai dizer, a nossa parte estamos
fazendo. Conversando com amigas percebi que todas passamos pelo preconceito de
compartilhar a cama, para mim a coisa é mais profunda, eu não estou
simplesmente compartilhando a cama com meu filho, estou compartilhando amor,
cuidado, aconchego, segurança, e o mais importante que é saber que sempre tem
para onde voltar que é os braços dos
seus pais. É verdade que não é confortável para mim dormir com bebe grudado,
literalmente. Eu durmo toda torta,
entretanto acordar com seu sorriso compensa tudo.
Voltando
a mãe bloqueira que falava sobre cama compartilhada eu não acho que esteja
errada e isso não faz dela menos mãe que
eu. Minha mãe não deixava(ou não gostava, não lembro) muito dormirmos com ela,
exceto minha irmã caçula que sempre dormiu e dormirá com ela, eu tive uma época
que dormi com ela, e pela primeira vez eu tinha meu próprio quarto mas tinha
medo de dormir sozinha, e ela respeitou essa minha necessidade até que um dia
voltei a dormir no meu quarto e vida seguiu seu curso sozinha. Nem tudo que está escrito ou vivência de
alguém vai resolver o seu problema, pode te dar uma luz, entretanto, sem a
garantia que vai funcionar 100%. A vida é assim só quem passa na pele para
dizer o que aprendeu com a situação.

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