O
inicio da amamentação de Pedro passou por vários obstáculos, a começar pela
distancia que sofremos nos seus primeiros 5 dias de vida. Precisei ficar
isolada e não tinha como ir vê-lo, queria ter amamentado na sua primeira hora
de vida, mas devido as circunstâncias não pude (isso ainda me dói, e tudo que
aconteceu conto num próximo post quando tiver bem pra falar disso). Porem, o
que importa que estou aqui viva para
cuidar do meu bem maior. Voltando ao assunto da amamentação, depois desses dias
afastados, pudemos finalmente nos encontrar e nos tocar de fato, uma felicidade
sem tamanho vê-lo e finalmente coloca-lo no peito e claro não foi fácil, pois, precisou
tomar formula na mamadeira e isso dificultava um pouco o processo. Durante os dias
que Pedro ficou internado, ía nos horários pré-estabelecidos para
amamenta-lo e com ajuda das
enfermeiras e auxiliares começamos a nos
entender. Nesse momento ele tinha o peito predileto, até brincava que outro
tinha gosto de limão, devido a dificuldade de pega-lo. Os dias foram passando e
aos poucos conseguimos tirar a fórmula e alimentando-se exclusivamente do leite
materno. O que me fez acreditar que nessa possibilidade foi ler o livro de Dr.
Carlos Gonzalez – Manual Prático do Aleitamento Materno. Super indico a
leitura.
Pedro
teve alta do hospital e a felicidade não
cabia em mim de finalmente estarmos os três em casa. Num ambiente mais
favorável fomos nos entendendo cada vez mais e hoje percebo seus sinais quando
quer mamar, basta meio catucada perto peito e já sei que o quer.
Amamentar
cria um vínculo imensurável e duradouro tanto para a mãe quanto para o bebe.
Alem de nutrir no sentido literal, também o nutri de amor (algumas pessoas
chamam o leite materno de amor liquido e eu adoro essa definição), ademais dos
benefícios de vitaminas, minerais e anticorpos para o bebe, a mulher também se
beneficia pois é comprovado que ajuda na prevenção do câncer de mama entre
outras doenças.
Sempre
sonhei em amamentar meu filho e consegui. É mágico saber que mesmo depois de
gera-lo ainda tenho a capacidade de nutri-lo fora do meu ventre. Confesso que fui caxias em querer amamenta-lo
exclusivamente até os 6 meses de vida e conquistei, na raça mas foi!!
É um
momento só nosso, um momento de plenitude de vê-lo adormecer nos meus braços,
sentir que no meu colo existe toda a segurança que precisa. É tão louco essa necessidade que ás vezes quando já foi
dormir e eu ainda estou acordada vai se mexendo até chegar o meu travesseiro e
sendo guiado pelo meu cheiro. Chega ser
engraçado !!
Tudo
fluiu de maneira linda e gostosa, até chegada dos seus dentinhos, pois até
então meu peito não rachou e nem fissurou. Com 5 meses começou a ser dolorido a
amamentação , falei com minha médica e falou de passar pomada de lanolina, não
melhorou foi piorando, e eu experimentei uma dor surreal. Cheguei a desejar
parir de novo ao invés de sentir essa dor. Mesmo assim não desisti do meu
propósito de seguir amamentando até quando Pedro desejar. Ainda não está
completamente sarado, e já passaram 3 meses desde então, é só agora sarou, mas
desfazer esse vinculo enquanto estava machucado acho que é uma tremenda
sacanagem com Pedro. Porquê entendo que
o leite é o principal alimento até um ano de idade, a alimentação externa é
complemento. E o mundo acha que é ao
contrario, mas cada qual com seu cada qual!!
É um
teste de paciência diário, ficar horas e mais horas sentada com bebe no colo
enquanto mama. Entretanto, não tem dinheiro que pague tê-lo assim. Achei que
ficaria com vergonha de amamenta-lo em público , mas como diz minha querida
doula a dignidade e a vergonha a gente deixa na porta da maternidade quando
chegamos para parir!!
Hoje
em dia não me importo de pagar peitinho em qualquer lugar!!
Não
desistam desse momento, e enquanto puderem AMAMENTEM !!

Mani, essa fase da amamentação foi o magico entre eu e o Joaquim. O momento que nos encontramos fora da barriga e aumentamos o nosso laço afetivo. Fazíamos carinho e troca de amor reciproco entre eu e ele. Fui muito criticada pela amamentação exclusiva até os seis meses. E agradeço a Deus, e a nossa pediatra por me orientar na amamentação de Joaquim. Hoje é um menino saudável e cheio de energia, e fazendo comparações a outras crianças que não tiveram essa oportunidade fica muito pouco doente. E por ser muito tímida, pensei que não daria mama em público, mas me surpreendi no quesito ser mãe, e estava pouco me lixando com que os outros pensava. Bastava Joaquim querer colocava o seio para fora e nem ligava onde eu estava.
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