Mostrando postagens com marcador maternidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador maternidade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de julho de 2018

Parir ou casar , um dia caótico !!





Uns dias atrás estive na minha consulta mensal do dentista. papo vai e vem e não sei o porque contei como foi o dia do meu casamento. Ao contrario do dia que Pedro nasceu, foi um dia bem estressante.
Quinze dias antes dia do sim, passei a dormir super tarde algo do tipo meia noite e as seis horas da manhã, acordava sem despertador e sem conseguir dormir mais, mas a ansiedade não me deixava. Chegou o grande dia, como de costume dos anteriores as seis horas da manhã, acordei. eu estava tão azueretada que minha irmã que mora aqui em São Paulo ficou hospedada na minha casa e eu não lembro de nada disso. E as nove e meia da manhã toca meu celular , era o diácono avisando que ele que iria celebrar meu casamento porque o padre não poderia, até ai tudo bem, ficamos conversando um pouco para me  conhecer melhor e tambem saber do noivo. Então me perguntou que horas eu iria chegar, o casamento estava marcado para sete hora da noite, mas como de praxe eu chegaria sete e meia, tempo para  todos chegarem, e ele me diz que não conseguiria chegar no horário combinado, e sim umas oito da noite, depois soube que o atraso de duas horas foi por conta dele e não meu. Pouco tempo depois me liga a secretaria da igreja perguntando que horas o rapaz do buffet iria para lá para organizar as coisas, se eu já estava ansiosa e nervosa pelo dia, simplesmente surtei, liguei imediatamente para o responsável do buffet e aos berros falei com ele, perguntando onde ele estava e cobrando  mil coisas, descascando o pobre coitado que estava tudo agilizado e estava indo para lá para terminar os ajustes finais com coisas que só eram possível no dia da festa,depois me desculpei no fim da festa, ainda com a secretaria da igreja, lhe disse que qualquer coisa que precisasse resolver ligasse para Carol, minha grande amiga que cuidou de todos os detalhes comigo e sabia exatamente o que eu queria e como queria. Após ligar para o rapaz do buffet, liguei para Carol, desesperada com medo que tudo desse errado e como ela me conhece super bem, me acalmou e disse que iria lá na igreja conferir como estava o andamento dos preparativos e que eu aproveitasse meu dia e relaxasse.  naturalmente eu emagreci devido a correria, e no dia não conseguia comer NADA.

Sabendo do atraso do celebrante, eu fui mais tarde para o meu dia de noiva, lá foi uma delicia, relaxei, conversei um monte com minha fotografa. Era responsabilidade do buffet a entrega do bouquet. E Carol, vendo tudo de perto dizendo que era melhor ele não sair de lá porque podia atrasar tudo. Meu marido (noivo, na época) ia na igreja para levar os espumantes que tínhamos comprado para gelar a tempo. E eu não queria que ele visse o bouquet, bobagens de noiva, sei que no fim das contas foi meu marido que levou o bouquet todo embalado sob varias juras que ele não abriria a caixa para olhar.
Como cheguei mais tarde, não vi meu vestido porque confiei que estava tudo certinho, pois tinha feito uma última prova na quarta anterior, pedi que consertassem um detalhe na manga, uma bobagem que ninguém iria ver, mas eu queria que consertassem. Já maquiada e cabelo arrumado, faltando apenas me vestir para sair e casar  o olho vai direto para  a manga que não foi consertada, a sorte que  cabeleira ainda estava no salão e a fotografa imediatamente tentaram me acalmar e achar uma solução que me agradacem, então ela sugeriu que colocassem meu cabelo com os cachos meio de lado pois assim disfarçariam o “defeito” do vestido. Eu fiquei muito puta na hora, xinguei até ultima geração das costureiras. Mas a fotografa com toda paciência conseguiu me acalmar. Finalmente, saímos do salão e enquanto eu me arrumava o marido de Carol chegou para me levar para o casamento e então me mostrou algumas fotos do salão todo arrumado e eu fiquei em paz porque estava do jeito que sonhei.

Eu era ansiedade em pessoa, e o marido da minha amiga liga para esposa dizendo que estávamos a caminho, eu, a fotografa e ele. No alto falante ele diz que estava ouvindo toda a conversa. então ela pede para darmos um tempo porque tinha uma pendência a ser resolvida, leia-se o diácono não chegou no horário combinado e estava mega atrasado. A essa altura  eu perdi completamente a noção do tempo, paramos num restaurante na orla de Salvador e lá ficamos alguns minutos, e sai toda arrumada para espera do restaurante, meu amigo pergunta se eu quero algo peço-lhe um refrigerante e la tiramos algumas fotos. Até que finalmente fomos para igreja, com quase duas horas de atraso, lembro de relance de algumas coisas e outras não, por exemplo não me lembro de ouvir tocar a ave maria durante o meu trajeto até o altar, mas sei que tocou porque eu  a escolhi. Lembro de sentir minhas mãos tremerem muito, e não sei porque não chorei , eu sou uma manteiga derretida. A cerimonia foi bem rápida. Varias tias mais velhas não ficaram para recepção  por conta do atraso de tudo. Apesar de todos os percalços foi um dia inesquecível.

Ao contrario do dia do casamento, o dia que Pedro nasceu foi muito suave, comecei a sentir as contrações durante a madrugada e de manhã bolsa rompeu. Nesse dia  teria a última consulta com a obstetra, pois se Pedro não nascesse até aquele dia iriamos induzir o parto. Liguei para minha medica perguntando o que eu deveria fazer, então ela disse que era meu critério ir na consulta ou ir direto para o hospital, falei depois com a doula e ela me disse que era legal ir na consulta, porque era no fim da manhã, mas se fosse no fim do dia não valia a pena. Eu fui no consultório da medica para que pudesse me ver antes do plantonista da maternidade, tirei algumas dúvidas e fomos para o hospital pois como já estava com três centímetros de dilatação, chegando na maternidade, então depois dos protocolos subi para sala de pré parto, uma medica da equipe foi me ver, refez o cardiotoco e eu fiquei lá sozinha porque o marido foi assinar os papeis da internação, a medica auxiliar entrou e saiu algumas vezes da sala, e fiquei ali conversando com a doula pelo what’sapp. de repente uma dor insuportável vem e menos de três segundo me vejo debaixo do chuveiro de tamanha dor. A medica auxiliar entra novamente e estou embaixo do chuveiro urrando de dor, minha medica chega e meu marido tambem todo perdido sem saber como me acudir, vomito, coco fora da privada, enjoo passa um tempo e fomos para sala de parto, enrolada num lençol completamente pelada por baixo. eu entro na banheira e lá fico até quase a hora de parir Pedro. A medica vai monitorando o batimento cardíaco de Pedro. não me lembro disso mas sei que ela fez, até que vou para banqueta porque estava com dilatação total. Algumas forças e não consigo colocar Pedro para fora, até que minha medica diz que precisa que ele nasça logo, então na contração seguinte ela o puxa com o vácuo, entre saída da banheira e sentar na banqueta minha doula chega, me abraça de um jeito que nunca esqueci, sinto um pouco da sua massagem entre contrações e como alivia a dor.

Acho que o dia do meu casamento foi mais caótico que o nascimento de Pedro, e vocês o que acham?!

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Dia das mães, Aniversário do Macetes de Mãe e Seminário, não necessariamente nessa ordem.


Segundo domingo de Maio, conhecido aqui no Brasil como dia das mães, foi diferente. Na verdade, eu nunca fui muito fã dessa data porque minha mãe fica meio mexida com esta data pois, no dia sete de maio era aniversário da minha vó (sua mãe), sempre comemoramos mas de forma singela. Uma comidinha gostosa, em casa mesmo e ás vezes com presente.  E hoje não foi muito diferente, morando em São Paulo, fomos almoçar na casa da minha boadrasta, onde meu pai e minha irmã moram. Mesa cheia de gente e comidinha especial. Desde semana passada estou submersa, ainda mais, nesse universo de maternidade, aconteceu aqui em Sampa, o 4o. Seminário Internacional de Mães, penúltimo sábado. Um dia inteiro de palestras para esse universo, neste ano teve uma palestra maravilhosa da Rita Lobo ( aquela apresentadora do Cozinha Prática no GNT e também dona do site Panelinha), etc. Foi um dia bem gostoso e de descanso, pois depois de uma semana intensa com Pedro em casa porque estava doente, pude respirar outros ares e descansar a cabeça. Ganhei de presente o convite do Melhor Blog de Maternidade, para mim, o Macetes de Mães. Voltei para casa com a cabeça renovada, apesar do cansaço extremo do corpo. Encontrei com Shirley, responsável pelo Macetes e brincando falei que nos veríamos na semana seguinte no evento de aniversário do blog, se eu já era fã fiquei ainda mais fã dela, simplesmente ela se lembrou de mim e perguntou como eu estava referindo-se a minha depressão pós parto, então contei-lhe que estou a  oito meses sem tomar antidepressivo.Comemoro todo os meses essa batalha vencida, porque eu sei o quanto foi difícil vencê-la.


Desde que Pedro começou na escola, tenho tido mais tempo para mim, confesso que estou num momento de reflexão de várias coisas na vida, como será daqui pra frente. O reencontro comigo mesma,está bem confuso ainda, muitas possibilidades e nada concreto e real onde possa seguir mas porque tudo ainda é meio nebuloso. Minha sensação é que sou um barco à deriva e que para chegar ao timão  dele preciso vencer a neblina  que me separa até lá mesmo dentro barco ainda assim é difícil chegar lá devido a tempestade. Estou desconstruindo várias  verdades dentro de mim.  Dentre elas   aprendi com o Macetes é que a vida precisa ser pragmática, o ideal não funciona, o real sim ou pelo menos adaptado às suas necessidades. Agora, depois de cumprir os meus mil dias com louvor, posso dedicar mais tempo para mim,  sabe aquela cena do Macauly Culkin no filme “Esqueceram de mim”correndo de um lado para o outro no corredor da casa quando foi abandonado, no primeiro filme. Onde não sabia o que queria fazer porque não tinha ninguém para encher a sua paciência. Felicidade e desespero o definem, assim que eu me sinto quando Pedro está na creche. Desisti de ser perfeita, quero ser uma pessoa real e realizada. São tanta possibilidades, mas nenhuma delas vejo se concretizar em um tempo breve, essa sensação de não estar viva/útil me incomoda absurdamente. Ser mãe, é uma tarefa extremamente útil, e não nego toda sua maravilhosidade. Mas por hora, cansei dessa dedicação integral, quero olhar para outros lados da minha vida com um pouco mais de cuidado e ter tempo para me dedicar para tal atividade. Ser real é conseguir abrir mão de algumas coisas porque simplesmente desisti de comprar essa ou aquela briga, saber quais brigas quero encarar, batalhar pela minha realização profissional, o que me trará um brilho diferente nos olhos, ser mãe de Pedro é real e concreto mas para que eu possa ser uma mãe ainda melhor e com qualidade para ele PRECISO reacender esse brilho que anda miúdo e esquecido porque foi colocado de lado simplesmente ainda não era o momento de cuidar dele, agora ele precisa ser priorizado. Então, pela minha sanidade mental, Pedro ficará na creche até as 16 horas e sairá mais cedo somente nos dias em que tem algum compromisso médico e/ou terapêutico.  Delegar algumas coisas que tratava como prioridade, reorganizar minhas tarefas domésticas otimizando o que puder ser. Rescrever a nova Maní que renasce pós maternidade, isso foi uma das coisas que compreendi no bate papo do aniversário do Macetes, sexta passada, eu sempre soube disso mas depois de ouvir isso, compreendi que agora é o meu momento. Apesar do barco estar à deriva, tenho condições de tomar o rumo desse barco - minha vida - foi uma semana intensa de aprendizado e muito importante para mim. Quando saiu o resultado do sorteio que eu iria para o aniversário do Macetes, no dia do meu aniversário (26/04) não tinha entendido que um novo ciclo seria iniciado.  Pois bem, Seja Bem Vindo !!!

Realmente, quero transformar minha vida esse ano. Encerrando alguns ciclos e iniciando outros, porque uma das coisas que a messiânica me deu a compreensão é que tudo tem um começo, meio e fim.
Eu falei durante o bate papo no aniversário que estava nesse momento de redescoberta, e como sei que as coisas acontecem conforme as nossas necessidades era preciso estar lá ouvindo daquelas mulheres no bate papo o quanto era difícil conciliar a vida profissional com maternidade mas que é possível, além da própria Shirley que aprendeu com a vida
que é possível, cedendo no momento certo e tambem exigindo na hora que fosse preciso.

Sim, é possível,  eu farei acontecer porque só depende de mim. E compreender isso é  aceita-lo como verdade foi o mais doloroso do processo. Mas do mesmo modo que ela te aprisiona igualmente te liberta.
Mas como diz o sábio, Vamos em frente que atrás vem gente!!!