sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Introdução Alimentar de Pedro





A introdução alimentar sempre gera uma expectativa de como será?
Ele vai aceitar tudo de vez? Vai ser divertido ou o meu pior pesadelo?
Na consulta com a pediatra de 5 meses , ela me orientou como seria processo (Pedro tava com 5 ½ meses e queria esperar completar os 6 meses de fato, fui caxias com isso, nem água oferecia) da introdução alimentar,nos primeiros dias ofereci só fruta e não aceitou quase nada, e nos 10 dias seguintes comecei a oferecer legumes. O começo foi bem difícil, ofereci de todas as formas, amassado, inteiro, raspado e todas as maneiras possíveis. E nada de comer efetivamente, chegava ser angustiante a maneira como ele tratava a comida, um olhar de desdém que me fazia pensar esse moleque não vai comer nunca. A depender do dia ele beliscava alguma coisa (quanta comida joguei fora por conta disso), e assim foi passando os dias. Testei todas as possibilidades. E dentro de mim sabia que seria processo longo  e no primeiro mês sabia que estava ensinando a rotina de sentar para comer e interagir com os alimentos. Ainda não sei exatamente tudo que Pedro gosta, mas vou descobrindo aos poucos. Não é fácil, mas um dia de cada vez. Sobre os métodos de introdução alimentar, use o que considerar mais adequado de acordo com a sua estrutura familiar e o seu tempo disponível. Papinha ou BLW (baby lead weaning - desmame guiado pelo bebe)  tanto faz, com Pedro uso blw  porque eu acho mais interessante!! Ele preconiza que quem dita as regras de como será o processo é o bebe e deixa a criança interagir com alimento e descobrir através do sentidos. O método desenvolve a autonomia e outras habilidades motoras também. Eu tenho um certo receio com a papinha por conta de tudo ser misturado e o bebe não ter como identificar o que está comendo, amassado sim e dado separado é uma boa alternativa para o bebe identificar o que come e conhecerá a textura tambem, pois nem todos aceitam em formato solido. E lá na frente quando for apresentado não reconhecerá o alimento como tal. Mas volto a dizer que tudo depende do tempo e estrutura familiar que possa dar todo o suporte nesse momento de transição. O BLW é muito trabalhoso e lento, entretanto o resultado a longo prazo é mais positivo em vários aspectos do desenvolvimento sócio-motor da criança.
O Pedro aceitou muito pouco comida amassada, muitos me perguntaram se não daria papinha para ele, expliquei como seria o processo de introdução alimentar dele. E basicamente come o que comemos nas refeições com todos os temperos (se não conseguimos ou fomos habituado a comer comida temperada porque com bebe tem que ser diferente?!), azeite porem sem sal. É divertido e lindo ver a interação dele com a comida, agora depois de quase 2 meses observando e ajudando-o nesse processo percebo um interesse maior pelo alimento. Ainda não come tudo que é oferecido, metade vai para qualquer outro lugar que não é a boca, leia-se chão, cadeirão, roupa, rosto e outros lugares inimagináveis. Outro dia, dei banana para o lanche e de repente ela sumiu, fiquei toda feliz achando que tinha comido. Sabe de nada inocente, jogou no chão e depois encontrei-a, a felicidade daquele instante levou um grande banho de água fria, até mandei mensagem pro marido falando e depois desmenti o fato.  E mais recente comeu beterraba e se lambuzou todo. São as delicias da introdução alimentar que me é proporcionado  diariamente.  Há 3 dias atrás, desandou tem aceitado muito pouco, tudo tem seus altos e baixos e com bebe não é diferente. Não fico encanada, depois de quase surtar porque Pedro não comia direito, com a quantidade que ele come, apesar ser pouco ele não entende ainda que existe outra coisa para matar a fome e as necessidades  que não seja o leite materno e o que faltar o leite complementa. E assim vamos vivendo um dia de cada vez, ele vai comer e eu preciso respeitar o tempo dele. Aliás, esse respeito eu lhe dei no momento em que eu decidi esperar o seu tempo de nascer. Porque a introdução alimentar é o primeiro desafio grande que os pequenos enfrentam. E o meu desafio como mãe é não querer controlar tudo e deixa-lo  ter suas próprias escolhas, mesmo que seja comer quase nada!!

O velho mantra da maternidade é o meu alento nesses momentos de piração  “ vai passar é só uma fase.”  Tudo no seu tempo!! 

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