domingo, 7 de janeiro de 2018

Restrospectiva, ter ou não mais filhos e slow life .









Escrevi para o blog uma primeira retrospectiva (aqui) e relendo-a vejo quantas coisas mudaram, para melhor é claro.  A melhor de todas é que tive alta médica da minha psiquiatra.  Já se passaram três meses desde então, a vida segue linda. Terminei o processo de coaching de emagrecimento com 6,5 kg eliminados, ainda faltam alguns para chegar aos 64,5kg , mas é só uma questão de tempo e estou bem tranqüila com isso, achei que conseguiria chegar ao final do coaching no meu peso ideal, mas isso não aconteceu e eu aprendi que  a vida tem que ser slow e não fast porque ela precisa ser vivida na sua integridade. Antes, perto do fim ano enlouqueceria para dar conta de tudo que achava que precisasse e não, mas, tudo é no tempo que precisa ser, faria uma faxina enorme limpando todos os cantinhos da casa sem deixar nenhuma calcinha no cesto de roupa suja. O que iria ganhar com isso ?! Nada!! 

Tentei deixar as coisas organizadas, entretanto, fiz tudo o que era possível,sendo assim consegui aproveitar melhor a noite, com os meus amores. Jantamos, depois que Peu dormiu ficamos conversando sobre ano e sobre tudo o que vivemos.  O quanto foi gostoso a nossa estadia em Salvador para o natal. Eu fui dia 7/12 e Joel  21/12 , mas voltamos juntos no dia 26/12.  Sobre a viagem conto em outro post.  

Sobre a conversa da noite do ano novo, foi um desabafo e de coisas que preciso superar que ainda me incomodam ou não aprendi a conviver bem com elas de maneira mais pacifica no meu coração.Sempre desejei um parto normal para que não tivesse nenhuma cicatriz cirúrgica, no entanto tenho uma parecida como se meu parto tivesse sido uma cesariana. E isso me incomoda profundamente. Então, Joel me falou porque não fazer uma tatuagem no local, não gosto de tatugem neste local, acho vulgar, sei lá, não gosto e pronto. Por mais que eu saiba  ela existe por outro motivo e  realizei meu sonho de ter o parto normal. Ainda assim é  algo que preciso aprender ressignificar e só o tempo para curar, não é mais tão dolorido como fora há um ano atrás. Enfim!!

E sobre a questão de ter mais filhos.  Desde que me entendo por gente digo que gostaria de adotar uma criança. Minhas irmãs e amigas já ofereceram para gestar um filho meu, mas ai penso porque tenho que ir contra ao que me foi “imposto” ou minha nova condição de vida. Alem do custo financeiro e emocional porque preciso passar por isso se tenho o meu Pedro, presente da vida, e me proporcionou viver uma gravidez na sua plenitude. Então questiono qual seria diferença do amor sentido por um filho que eu pari ou outro gestado num ventre diferente ao meu, nenhuma. Tudo que uma criança precisa é de amor, o resto dá se um jeito. Casa, comida e escola o universo conspira a favor para que chegue de modo satisfatório. Tantas mães que encontram seus filhos pelo processo de adoção e precisaram aprender essa lição para poder amá-los de forma integra. Tudo tem sua razão de ser no universo, cresci com muitas irmãs então para mim é natural que as crianças tenham alguém para compartilhar o universo, pois quando os pais não estiverem mais aqui nessa dimensão é o que te dará um prumo na vida.  Realmente desejo que Pedro tenha irmãos ou irmãs, mas isso só o tempo definirá.

O plano de fazer mestrado na USP em 2019 continua firme e forte, os estudos serão retomados ainda esse mês. As aulas de inglês também continuam e estudo sozinha de espanhol também, bem verdade que em dezembro larguei tudo de mão. Mas precisava porque estava cansada e em Salvador consegui relaxar.

O ano de 2017 me ensinou que a vida precisa ser leve, não adianta apressar nada só porque nos é conveniente. Não vai, tenham certeza assim como 2+2 =4.

Recebi pelo what´s app uma mensagem bacana, falando o quanto é importante aproveitarmos  o momento e não achar que o um outro melhor momento que esse estará por vir, simplesmente saque a rolha do vinho chamado momento e desfrute dele da melhor maneira possível.
Saque a rolha sempre que bom momento aparecer, tudo dará certo !!

Sinto uma nova Maní nascendo e com isso também nasceu outro blog (aqui), outra faceta que talvez não conheçam, a Maní bibliotecária e apaixonada por leitura e que mesmo com toda rotina insana conseguiu ler 33 livros, alem de gibis e revistas(+-20 itens ). Nem eu acredito que cheguei a tanto.    
Estou muito feliz e grata pelo ano de 2017 que foi incrível !!!

Desejo que eu possa ser diferente, para que 2018 tambem  seja diferente e tão bom ou melhor que foi 2017. 

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