sexta-feira, 10 de abril de 2020

Sétima semana em Athlone. (08/03 a 14/03)





A semana começou daquele jeito, eu tinha falado com a Marcella para conversarmos na semana passada, não aconteceu. Mas, ela viu que tinha um horário para mim já na segunda feira depois de deixar Pedro na escola. Fiz o que precisava pela manhã e deixei-o na escola e voltei para casa para espera-la, consegui escrever um pouco antes de entrarmos em sessão. Foi reconfortante a nossa conversa, terminei muito mais segura de tudo e por enquanto combinamos até junho termos essa conversa uma vez por mês como uma manutenção até conseguirmos retomar o encontro semanal, a partir de julho voltamos para encontro quinzenal e partir disso vemos a viabilidade de voltar como era no principio. Eu precisava comprar umas roupas que estavam faltando para Pedro e para mim, mas encontrar Marcella era prioridade máxima então adiei para terça essa saída.

Na terça depois de deixar Pedro na escola fui ao shopping para comprar o que faltava.

Tem alguns dias que me faz falta a meditação e como isso transforma a energia do meu dia. Fazer meu ritual da manhã é transformador, aos poucos tenho voltado para hábitos que são terapêuticos como escrever, meditar, ler, etc. Ainda não consigo alimentar meus blogs diariamente, mas atualiza-los uma vez por semana para este que vos escrevo e outro em breve na mesma frequência é um passo adiante.

Na quarta me deu uma bad e para melhorar resolvi tomar um sorvete com Pedro depois da aula para espantar os maus sentimentos.

Quinta e sexta foram dias normais, Pedro foi para escola e fiz o que pude. Na sexta fui no B&Q comprar umas ferramentes para Joel pois estávamos com uns problemas no banheiro. E tambem conseguimos marcar para a próxima semana uma consulta para Pedro com GP e para entregarmos os documentos na Garda para requerer o nosso pedido de estadia definitiva que por enquanto precisará ser renovado anualmente.

No sábado fiquei em casa organizando umas coisas. E vi o primeiro episodio de Gotham com Joel. além de ter feito meu xodó - pão recheado.

No domingo, Pedro acordou cedo, dei o seu café e fiquei com ele na sala para deixar Joel dormir um pouco mais, nós temos um combinado que ele dorme até hora que quiser e eu cuido de Pedro aos domingos e aos sábados, eu durmo até mais tarde. Depois disto sai para comprar umas coisas que faltavam no mercado e tambem para meu passeio semanal - eu e eu.

Seção das coisas normais para os irlandeses e nós (brasileiros) anormais: Eles, culturalmente não tem o costume de comer peixes e frutos do mar porque eles acreditam que nutricionalmente os frutos do mar tem um aporte menor de nutrientes. Então preferem comer outros bichos como carne bovina, porco e frango.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Sexta semana em Athlone (24/02 a 07/03)




A semana começou um pouco mais leve, sai no sábado e resolvi tudo e no domingo passei no aniversário como comentei no ultimo post.

Compramos finalmente a televisão e passamos a base de Netflix. Pedro. Segunda e terça fluiu normalmente, eu esqueci que era carnaval no Brasil por aqui  nenhuma menção ao fato.

Na quarta tentei ir no curso de inglês porque não me ligaram na semana passada, mas quando cheguei lá estava interditado por conta das enchentes do rio.Por conta das chuvas o rio subiu muito tanto que avisaram pelo twitter que isso estava sendo monitorado com vigor pelo governo. E aqui na Marina, realmente, subiu tanto que tomou o estacionamento que tem bem em frente do prédio.Dei meia volta e fui para o shopping esperar a hora de pegar doctor Pedro na escola.

Na quinta depois de deixar Pedro na escola fui até o Departamento de emissão do PPS  pois ainda não tinha chegado o documento de Pedro e não estávamos entendendo o porque, mas quando fui lá me explicaram que as crianças menores de dezesseis anos não é emitido e feito apenas o registro e atendente me fornecei o numero dele e levei para escola pois só estava faltando isto para fechar as pendências da matrícula dele.

Na quinta Joel e eu completamos dezesseis anos junto, combinamos de sair para jantar, fomos numa hamburgueria perto do shopping para variar eu pedi um vegetariano que estava delicioso e para Pedro pedimos nuggets de frango com batata frita.

Eu acostumei desde pequena a assistir novela, principalmente por causa da minha mãe. Ela adora ver o vale a pena ver de novo e descansar nessa hora e para fazer companhia e ter um momento nosso e sempre que possível eu parava para lhe fazer companhia. Então, herdei dela o gosto por acompanhar as novelas da Globo, principalmente as do Manoel Carlos. Joel nunca entendeu esse meu gosto, mas hoje poucas novelas me seduzem e começo acompanhar. Em 2011, estreou uma novela chamada “A vida da gente”, não é do Manoel Carlos, eu vi toda quando passou pela primeira vez e sempre quis reassistir, eis que descubro que está disponível toda  no Globoplay. Então entre uma coisa outra vou vendo os capítulos e me emocionando igual. Hahahaha, Joel acha engraçado porque eu choro mesmo sabendo tudo que vai acontecer, alem disso pelo globosatplay também estou revendo “O Clone”. Além, disso terminei as duas primeiras temporadas de “Narcos” com Wagner Moura.

No sábado, Joel e eu voltamos a nosso antigo costume de assistir filme juntos, um momento nosso. Vímos um filme chamado “Lion”, ele conta a história de menino que com quatro anos de idade se perde da família e é adotado por uma outra na Austrália mas ele sempre quis reencontra-la. Um filme lindo e destruidor, eu chorei no inicio ao fim só pensando que poderia ser Pedro nessa situação. Mas uma lição para vida de aproveitar ao máximo a presença dos nossos quando ainda os temos por perto. Reconectar com ele, na maluquice do dia a dia isso acaba se perdendo, aceitável. Aos poucos vamos conseguindo o nosso espaço.

Eu tenho me policiado para falar com meus pais pelo menos uma vez a  cada quinze dias, não que eu não sinta falta/saudade, sim eu sinto e penso neles todos os dias assim como minhas irmãs, eu acho que vou incomodar ligar toda hora ou sei lá o que. Nem com Joel eu fico ligando e mandando mensagem o tempo todo. Estranho né, mas  já me questionei por ser assim, me aceito e pronto.

Seção das coisas normais para os irlandeses e para nós(brasileiro) anormal:  existem algumas faixas de pedestre que temos a preferencia, por tanto pode-se atravessar sem medo porque não será atropelado por um apressadinho; quando você está em processo de retirada da sua carta de motorista é obrigado a sinalizar com um adesivo em vermelho o seu carro com “ L” de learner e “N” de novice quando você já está habilitado.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Quinta Semana em Athlone (17/02 a 23/02)




Na segunda (17/02) completamos nosso primeiro mês na Irlanda, nossa vida está funcionando minimamente normal, alias praticamente normal. Pedro completamente adaptado a escola, eu engrenando minha vida no regime semi aberto enquanto Pedro está na escola ,achávamos que a não fala, talvez, atrapalhasse a adaptação dele, mas pelo contrário ajudou porque o uso dos gestos é universal.


Entre segunda e quinta Pedro tinha escolinha e foi  bem corrido com os afazeres de casa.
Na sexta foi, emocionalmente, bem ruim. Eu mini surtei por não conseguir organizar minha vida e ter algum tipo de realização pessoal, está distante mas chegará. Muitos sentimentos confusos e falta de clareza de qual é meu propósito de vida. São coisas que ainda permeiam na angustia de existência.  As escolhas que fiz foram bem feitas e não acho que precise arrepender-me delas. Antes de Pedro chegar, eu tinha um norte das coisas que eu queria fazer na vida, mas ainda meio nebuloso. Depois do nascimento dele ficou tudo ainda mais turvo, será que esse pretenso caminho não era o certo? Ou ainda é e eu não estou conseguindo enxergar ?

A sensação de estar no fundo e não ver a superfície do mar é algo que me angustia bastante. Eu sou realizada com meu  casamento e a maternidade, mas sabe aquela  sensação que falta algo no campo profissional, principalmente, estudar é uma paixão, aprender coisas novas como disse anteriormente é tão necessário como respirar.   O que realmente me faz feliz ?

Dúvidas que doem tanto, eu sabia que não seria fácil esse reinicio de vida aqui na Irlanda, mas, porra, porque eu preciso ficar me testando e cobrando o tempo todo. Por que ? Por que?

Eu vou tentar falar com minha terapeuta, preciso organizar melhor as minhas ideias. Com ela tudo fica claro e límpido, sensação que  tiro o fone dos ouvidos e tem alguém falando e não consigo compreender e ela tem esse poder.  Eu acho que a depressão tem  uma participação por não conseguir criar propósito no que eu faço, “tá difícil ser eu sem reclamar de tudo, passa nuvem negra , larga o dia e vê se leva o mal que me arrastou .” Essa sensação de impotência da minha própria vida. Talvez voltar a meditar me ajude a clarear as vontades do que eu quero, é um puta exercício de tentar trazer as coisas para claridade e ver o lado do bom de tudo. por mais que eu queira  há  uma autossabotagem de só querer ver o que não se consegue no escuro.

Volto a dizer que eu mais ou menos sabia que não seria tão fácil esse restarte da vida, ok eu paguei pra ver.

Eu não queria sentar para escrever, fazer qualquer outra coisa parecia ser mais interessante. Mas como escrever é uma das coisas que me faz bem quis quebrar esse ciclo de autossabotagem porque a minha desculpa é que não estava “realmente inspirada” e na verdade esses são os melhores momentos para tal. Cuja a vida que passa tão apressada precisa de pausas como essas com direito a chazinho e biscoito para motivar um pouco mais. Ouvir musicas é um bom fio condutor para relaxar e deixar os dedos deslizar sobre o teclado do computador e sair os sentimentos em forma de palavras, também trazer clareza do que sinto, agora estou na verborreia e com calma num outro momento corrijo o texto, tirando o que não faz sentido.

Voltando ao fim de semana, depois da crise de sexta combinei com Joel que eu iria sair para resolver o que precisava sozinha, assim poderia esparecer, caminhar me endorfina.

No sábado a noite Pedro ficou muito incomodado com ouvido e sem posição para dormir então achamos prudente leva-lo ao médico, eu não sei se já contei como funciona o sistema de saúde aqui na Irlanda. É assim: você tem um médico da família, chamado de General Practitioner (GP) e ele é responsável por um grupo de funcionários de uma empresa ou de uma localidade.Aqui em Athlone não existe um hospital , mas tem clinicas 24h para emergências e se for necessário eles te levam para hospital que fica a vinte e cinco minutos daqui de carro. O caso de Pedro era simples, uma gripe com ouvido e garganta inflamadas e precisava apenas ser medicado, mas não ainda adianta sair correndo para lá, precisa ligar antes, falar com a enfermeira e a depender do que ela disser você está autorizado a  ir até lá ou não. Joel ligou, explicou tudo e a enfermeira falou para irmos para o médico examinar, como em qualquer Pronto socorro ela faz uma triagem básica de medir temperatura e ver saturação e ficamos esperando o médico nos chamar, um fofo o médico que nos atendeu, teve paciência com Pedro. Detalhe engraçado, a enfermeira pedindo desculpas porque precisava “marcar” a nossa consulta para daqui vinte minutos porque estava meio cheio naquele dia, uma pessoa na nossa frente. Quem está acostumado com PS cheios e filas intermináveis chega ser engraçado situações como essa. Mas tudo deu certo, voltamos com remédio para uma primeira dose e em paz por ter feito o que era necessário, pela  dúvida se poderia ser contagioso ou não optamos por ele não ir no aniversário da filhinha da Amanda, eu fui para dar um abraço neles e Joel ficou em casa com Pedro.


Coisas normais para irlandeses e para nós (brasileiros) estranhas: não existe uma super produção de aniversário, é apenas um bolo em casa com poucas pessoas; a mão de direção é inglesa, eu ainda me atrapalho em olhar para o lado certo para atravessar a rua; o seu numero de identificação de vida social (PPS -personal public service)  e de saúde é o mesmo, então é possível ter sua vida registrada num mesmo lugar e prontuario médico. Muito parecido com o nosso CPF no Brasil.

sexta-feira, 13 de março de 2020

Quarta semana morando em Athlone (09/02 a 16/02)





Depois da loucura que foi a mudança, tinha dois grandes desafios nessa semana, um começar o processo de desfralde de Pedro, mesmo com medo e cheia de incertezas de como seria. E, tambem a escola.

Sobre o desfralde  sabia que o primeiro dia seria meio caótico e não foi tão ruim quanto o esperado. Alguns escapes, alarmes falsos e um acerto. Saldo positivo.

Ainda, na segunda começamos a adaptação na escolinha, ficamos por uma hora na sala. Ele logo se soltou e foi brincar com os brinquedos era tanta novidade que ele  ficou um pouco sem saber por onde começar, eu  distanciei e alguns momentos ele vinha conferir se eu estava ali, mas só pra constar. Senti que estava seguro e mesmo as professoras não falando português conseguia compreender o que elas pediam para ele.

Na terça eu precisava resolver umas coisas na rua e então falei com a professora que o deixaria e voltaria mais tarde para busca-lo e qualquer coisa que ela me ligassem. Indo para escola combinei com Pedro que sairia logo, mas que voltaria assim que possível, na escola reafirmei  o combinado, dei tchau e sai, segura que ele ficaria bem. Ele me olhou tipo assim,  estou por aqui. Voltou a brincar como se não houvesse nada. Eu fiquei sem reação saindo apressada.

Na quarta, aquela  correria pela manhã para sair no horário e não me atrasar porque eu queria fazer a prova de nivelamento do curso de inglês que estou pleitando, pago pelo governo. Cheguei em tempo, acertei 12/25 eu achei ótimo para quem está sem estudar e chegou a menos de um mês em Athlone. A professora ficou de me ligar para ver a turma que eu me adéquo. E ainda pela manhã fui o Departamento do PPS para entregar um formulário que faltava para emitir finalmente o documento. Faltou uma carta da escola de Pedro então quando fui deixa-lo peguei com a diretora e voltei depois da prova de nivelamento para entregar no departamento, mas quando voltei lá precisaria pegar uma senha e esperar mas não tinha tempo hábil para tanto porque já estava na hora de buscar Pedro na escola. Voltei na quinta depois deixa-lo escola, direto. Passei no shopping para comprar umas coisas e fazer hora para escola.

Na sexta, levei Pedro na escola com a tranquilidade de uma  criança que já estava desde o começo do ano lá, voltei para casa e fiquei estudando até a hora de busca-lo novamente.

O desfralde, trouxe muitas coisas boas, tenho a sensação de estar mais conectada com Pedro, eu passo boa parte do meu dia com ele, mas apenas estamos no mesmo ambiente. Consegui brincar com ele no vaso enquanto esperávamos os xixis que não vieram. Na quinta e na sexta voltamos para casa a pé, como todos os dias, mas cantando e ele curtindo aquele momento nosso. Eu ouvi uma entrevista da Shirley do Macetes de mãe com a Telma Abrahão, educadora parental sobre Disciplina Positiva (DP). Um assunto que eu gosto bastante cuja maneira gostaria de educar Pedro. Foi um soco no estomago, porque percebi que eu não dava esse tempo de qualidade para Pedro e muito disso é demonstrado nos seus comportamentos. Ela falou uma coisa que mexeu muito comigo :  o que meu filho quer me dizer com esse “mal comportamento” ?

Me colocar no lugar dele é importante para conseguir trilhar o caminho do meio que a DP prega porque está baseada na ordem e liberdade, sendo firme e gentil com a criança para que se possa tecer um respeito mutuo.  Eu sempre tentei fazer combinados com Pedro, a base da DP.  Desde então tenho prestado mais atenção nas ações de Pedro porque o corpo fala e sei que não estava reparando nele como precisava. Eu fico feliz de ter acordado para isso a tempo.

No geral, tem sido uma experiencia maravilhosa ter mudado para Irlanda, é punk sair da sua zona de conforto,entretanto,tenho certeza que foi a melhor escolha. Durante essa semana, em diversos momento me vi sem autonomia de não conseguir me expressar com queria por não falar tão bem inglês. Mas daqui pouco será passado, espero começar logo o curso, aos poucos com meu regime semiaberto com Pedro na escola vou estudando e melhorando o inglês.

Joel está bem feliz com o trabalho.

Aos poucos vamos deixando a casa com  nossa carinha.

Seção das coisas normais para os irlandeses e  para nós (brasileiros)estranhas : todos os apartamentos tem detectores de fumaça e é super sensível para incêndio e eu sem o costume e sem querer fiz ele disparar algumas vezes; para serem bem recepcionados usem em qualquer solicitação o “please” e “I would like”  (por favor e eu gostaria, respectivamente) e jamais usar “I want”  (eu quero) para eles soa como uma ordem, algo impositivo. Tenha certeza que eles mudam completamente o jeito de atender a sua solicitação se tiver no alcance deles, farão; por lei todos os apartamentos alugados tem estar mobiliado  e com mínimo necessário para que você possa preparar a sua refeição e viver.

Na segunda completamos nosso primeiro mês aqui.

domingo, 8 de março de 2020

Terceira semana em Athlone (02/02 a 08/02)



Saiu atrasado, mas ta aí!!! 



Ahhh terceira semana, você veio com tudo.

Já na segunda feira acordei disposta a ir na escola para Pedro, fui super bem recebi, do jeito que deu conversei com a Bernie, diretora da escola. E voltamos na quinta para uma visita para conhecer melhor a pré-escola. Ela ficou de ver se Pedro poderia começar na segunda mesmo sem o PPS, deu certo. 

Entretanto, na conversa com a diretora falamos da questão de Pedro ainda usar fralda, eu ainda não estava segura para desfralda-lo, medo na verdade. Então, acordamos que começaria na escola e em conjunto o processo de desfralde. Eu, mini, surtei em casa na sexta. Bateu um desespero absurdo que não daria conta e que eu “ achava ” que ele ainda não estava pronto. Ainda bem que tenho meu porto seguro chamado MCMC. Mesmo longe me ajudaram muito, acalmaram e também as meninas de Athlone. E ai alguma  delas me perguntaram porque eu tinha medo de uma fralda depois passar tantas batalhas mais difíceis que um xixi  fora da fralda, eu até deixei na sexta pela manhã sem fralda, mas no meio do meu surto achei prudente não exigir tanto de mim. Emocionalmente foi um dia bem complicado, a noite conversei muito com Joel e chegamos ao consenso porque não tentar ?!

O processo começaria na segunda pois o fim de semana seria intenso com a mudança, no away.
O sábado foi uma loucura: arrumando mala, levando-as a pé, separa o que vai e não. Depois de muitas ida e vindas teve coisa que ficou para vir no domingo.  E ainda precisaríamos limpar o apê para entrega-lo, então eu fiquei em casa  com Pedro, desfazendo mala e Joel foi limpar o que precisava, estava horrível. mas deu certo. Conseguimos dar uma primeira ordem para começar a semana mais ou menos em ordem. Aos poucos tudo foi sendo posto no lugar, ficamos sem internet até  terça feira.

Voltando ao que disse na semana passada, aos poucos vou colocando a minha vida em ordem, tenho pensado muito nas coisas que eu gosto de fazer, comprei na semana passada um curso de Teoria da Literatura, um assunto que gosto bastante. Consegui começar o curso, entretanto, sem internet só voltei na semana seguinte. Vida que segue.



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Segunda semana morando em Athlone (26/01 a 01/02)








No domingo fomos  num barzinho perto de casa, para sair um pouco. Eu comi uma pizza deliciosa de marguerita e um chopp bem gostoso. Na segunda, Joel me avisa que ia ver um apê a tarde, estava muito frio e não era prudente sair. Ele adorou o apartamento, é muito parecido com outro que nós “perdemos” imediatamente ele disse que iríamos ficar com o ele e no dia seguinte já assinamos o contrato, mudamos no dia 07/02, parecia distante mas há muitas coisas para resolver, sairá. Na quarta eu iria fazer a prova de nivelamento para o curso de inglês. Entretanto não tinha com quem deixar Pedro, planos adiados para  começo/meado de fevereiro.
 Seguimos adiante!!

Na quinta fomos tirar o tal do PPS, ficou pendente um documento que entregaremos essa semana, o de Joel e Pedro estão encaminhados. Mas ok, tava muito fácil tudo.

Na sexta ficamos em casa, entre uma coisa e outra de arrumação fomos relaxando, Pedro e eu estamos bem. Confesso que um pouco cansada dessa rotina com criança 24 horas por dia.  Tudo vai se ajeitar no tempo certo, agora que já temos casa, próximo passo organizar a escolinha de Pedro, aqui com a idade dele (3 anos) já pode ir para o preschool, mas só três horas por dia(pago pelo governo), mas como ele faz quatro anos em março, that’s ok!! Melhor que nada, posso existir um pouco , afinal eu mereço.

Ontem , fomos assistir um jogo de futebol no estádio, mas nos atrapalhamos com horário e chegamos no segundo tempo hahahaha!!

Eu tinha prometido um hamburguer para Joel e tambem convidado Daniel para vir, ele queria ver o jogo rugby mas como estamos sem televisão ainda, fomos para casa da sua irmã, a Amanda. Vários elogios, eu não fiz completo porque não deu tempo de fazer outras partes como pão e maionese por falta de apretechos culinários. Quando estiver na minha casinha farei o completo, chegamos em casa mortos. Dormimos, e eu tenho tido insônia nas últimas duas noite, mas como o domingo é o dia de Joel acordar mais tarde, levantei dei o café de Pedro e quando ele acordou eu fui deitar mais um pouco e depois fiz o almoço, e sai para um passeio, eu e eu. Dose semanal de descanso. Aqui as coisas são enorme, eu pedi um small coffee e veio o big quase perguntei para atendente se aquele era o small mesmo. Já aprendi que o menor de todos é o espresso.

Nessas duas semanas, apesar de falar quase nada de inglês estou orgulhosa de mim por conseguir aos poucos me comunicar e fazer entender no que é preciso.  Até reclamei o preço de um produto, mas eu entendi errado que o desconto era de um  euro e não que custava apenas um euro. Hahahaha!!!

Eu estou bem feliz de ir construindo a minha trajetória de vida. Morar numa cidade pequena muda completamente os seus parâmetros de necessidades, o custo de vida aqui é muito mais baixo que no  Brasil, é possível comer bem,comida fresca, com vinte euros por dia, leia-se as três refeições além das frutas de Doutor Pedro que são ad infinitum!!!

Coisas que são um pouco difíceis aqui, lavar roupa. Ela leva três dias para secar na melhor das hipóteses. Mas ossos do oficio, menor dos problemas.

Meta dessa semana, ir na escola perto do nosso futuro apartamento e pleitear a vaga para o preschool. Eu espero, eu desejo sair de lá com uma resposta positiva. Tambem marcar para entregar o tal do formulário que ficou pendente para tirar o PPS e depois irmos na Garda para requerer a estadia pemanente. Eu comprei para mim um livro totalmente inglês para lê-lo e aprender mais.  Eu sei que o fluxo de leitura será muito mais lento do que estou acostumada. 

Voltar a escrever foi uma avanço enorme, publicar então o paraíso.

Há na sexta feira tive uma reposição com a minha psicologa que saudades de conversar com a Marcella. Minha segurança, falei bastante do comportamento de Pedro que me preocupa, afinal chegamos a adolescência infantil, fazendo birras de se jogar no chão, confesso que penso duas vezes de sair com ele por ter que enfrentar,talvez, situações assim. Mas a Marcella me acalmou e o caminho que estou trilhando é o certo, pelo menos para o  que penso e concordo com Joel na questão de educação dele.

Seção de  coisas que são para os irlandeses normais e nós (brasileiros) estranho: ninguém aqui tem filtro, a água da torneira é potável, nos banheiros as tomadas e disjuntor são do lado de fora.

Seja Bem vinda terceira semana!!!

Vamos que vamos !!!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Sobre como vai a vida por aqui.... (17/01 a 24/01



Criei uma série de posts semanais que serão liberados sempre as sextas feiras. Segue como foi a nossa primeira semana e na sexta sobre a segunda semana. 


Chegamos no dia 17/01 em Dublin 10:40 da manhã, até chegar em Athlone de fato quase 14h, deixamos as coisas e saímos para almoçar apesar de estar louca por um banho. Mas nem shampoo e sabonete tinha e tambem fomos no Dunnes comprar o básico, mas tão mal feito que esquecemos papel higiênico. Depois de horas de voo e sem dormir, aceitável. hahahaha
Dormimos super cedo de tão exaustos que estávamos, acordamos fomos almoçar com o Daniel, depois fomos até a casa da Amanda(sua irmã) e foi delicioso estar lá, compreender  um pouco como funciona a cidade.
No domingo era aniversário do Joel, almoçamos com Amanda, Jennifer, Mike e Daniel.
Fomos num pub chamado Dark Horse, bem gostosinho. Antes fomos na Penneys comprar umas roupas de frio porque chegamos sem quase nada para o dia a dia. Correria.
Depois voltamos para casa para descansar , afinal Joel começaria a trabalhar no dia seguinte.  Eu consegui passear um pouco durante a semana, me virando com o meu very good nice english. Procuramos apartamento e seguimos adaptando ao clima e o fuso horário. Na sexta seguinte, tinha um “show” para levar Pedro com os personagens da moda que ele gosta. A qualidade foi péssima, mas para ele sair e fazer uma coisa diferente valeu a pena, fomos com a Amanda, Jenifer e Mike. Joel ficou trabalhando em casa.
Foi uma semana muito leve, mas de propósito para adequarmos a nossa vida.
Coisas comum para eles e nós não: não espere o tempo melhorar para sair, é uma constante frio e chuva. Eles são super solícitos.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Voltando 3,2,1....





A vida é muito doida mesmo, se alguém me dissesse em junho de 2019 que em janeiro de 2020 eu estaria morando na Irlanda, com toda certeza eu diria: - você tá louco, cheirou meia suja ???
Pois é, hoje dia 23 de janeiro de 2020, estou aqui na cidade de Athlone -Irlanda. Ahhh foi tão rápido que nem eu acredito como passou. Tínhamos a certeza que sairíamos do nosso apartamento na vila olímpia por uma série de fatores. Em junho começamos a desenhar a nossa saída, estudar possibilidades. Joel estava de saco cheio do trabalho, eu estava cansada da rotina insana de terapias de Pedro, era o meu trabalho. Eu gostava muito de morar naquela região, mas ao mesmo tempo queria “ me livrar” de alguns sentimentos que eram mais latentes por mora naquela casa.  Lá eu descobri que estava grávida do meu pequeno grande amor, Pedro. Viajamos bastante para Salvador, também fomos para Buenos Aires, recebemos muitos amigos e nossa família. Mas igualmente vivi dias nebulosos no meu pós parto e a depressão em decorrência de tudo que aconteceu. O que importa que passou e todas experiencias me fizeram  de mim uma outra pessoa que me orgulho muito de ser, fortaleci meus laços com Joel e Pedro. Tudo isso só me mostrou que tudo é possível na vida. Basta querer!
Eu descobri o quanto gosto de escrever e hoje depois de muito tempo cá estou, esse texto vai ser publicado, não sei. Depois desse salto em seis meses da vida, não tenho certeza de nada. Eu sei que estou muito feliz. Chegamos numa cidade de vinte cinco mil habitantes no meio da ilha chamada Irlanda. Athlone é uma cidade fria no seu dia a dia, mas há um aconchego humano fora de série. No segundo dia andando pela cidade conheci a Naíla através de um amigo e ela rapidamente ofereceu de entrar num grupo what’s up de brasileiras que vieram na mesma condição que nós e com filhos com idade parecida ou muito próxima da de Peu. Saber que essa rede de apoio existe me faz sentir mais perto de casa, das minhas amigas em São Paulo que a sororidade feminina é igual em qualquer lugar do mundo, dá até um quentinho na alma.
Eu estou muito feliz por chegar aqui por mérito, mérito no sentido que eu cheguei até aqui por  esforço mútuo, meu e de Joel. Por Pedro para que possa usufruir muito de tudo que podemos proporcionar a ele. Engraçado, há um ano e meio atrás eu disse para Joel que gostaria Pedro estudasse inglês logo cedo para que fosse um lugar comum e aprender logo cedo uma segunda língua, afinal ela é universal. Aqui estamos e ele tem duas opções aprende ou fica incomunicável com o mundo. HAHAHA!!
Apesar de estar longe do mercado de trabalho desde a gravidez, tentei me manter atualizada no que rola. Muitas coisas mudaram e hoje ainda não sei o que será de mim, as coisas virão no seu devido tempo.
Conselho de amiga, viva intensamente todos os momentos e não se pré-ocupe com quase nada.
Imigrar é sair da sua zona de conforto e propor um reset na máquina da sua vida. Bem desafiador, mas faz um bem danado quando se quer percorrer um longo caminho de auto conhecimento. Volto nessa frase de Caetano Veloso porque ela é uma verdade para mim: “ Cada um sabe a dor e  delicia de ser o que é.”
Eu não sei o que o destino me reserva, sigamos.
Aos poucos tentarei voltar para o meu eixo, escrever. Ler e aprender coisas novas é igual respirar para mim, são uma constante. Aliás me orgulho muito de ter chegado aos seguintes números: 104 itens lidos (livros, revistas, hq etc) , 55 filmes inéditos visto, 09 exposições visitadas. Ah é pouco para uns mas para mim significa muito, pois mesmo na loucura do dia a dia  eu consegui me priorizar nesses pequenos momentos de prazer.
Meus meninos são a minha prioridade, por eles eu sigo em frente.
Feliz de estar aqui escrevendo, espero voltar amanhã.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Parir ou casar , um dia caótico !!





Uns dias atrás estive na minha consulta mensal do dentista. papo vai e vem e não sei o porque contei como foi o dia do meu casamento. Ao contrario do dia que Pedro nasceu, foi um dia bem estressante.
Quinze dias antes dia do sim, passei a dormir super tarde algo do tipo meia noite e as seis horas da manhã, acordava sem despertador e sem conseguir dormir mais, mas a ansiedade não me deixava. Chegou o grande dia, como de costume dos anteriores as seis horas da manhã, acordei. eu estava tão azueretada que minha irmã que mora aqui em São Paulo ficou hospedada na minha casa e eu não lembro de nada disso. E as nove e meia da manhã toca meu celular , era o diácono avisando que ele que iria celebrar meu casamento porque o padre não poderia, até ai tudo bem, ficamos conversando um pouco para me  conhecer melhor e tambem saber do noivo. Então me perguntou que horas eu iria chegar, o casamento estava marcado para sete hora da noite, mas como de praxe eu chegaria sete e meia, tempo para  todos chegarem, e ele me diz que não conseguiria chegar no horário combinado, e sim umas oito da noite, depois soube que o atraso de duas horas foi por conta dele e não meu. Pouco tempo depois me liga a secretaria da igreja perguntando que horas o rapaz do buffet iria para lá para organizar as coisas, se eu já estava ansiosa e nervosa pelo dia, simplesmente surtei, liguei imediatamente para o responsável do buffet e aos berros falei com ele, perguntando onde ele estava e cobrando  mil coisas, descascando o pobre coitado que estava tudo agilizado e estava indo para lá para terminar os ajustes finais com coisas que só eram possível no dia da festa,depois me desculpei no fim da festa, ainda com a secretaria da igreja, lhe disse que qualquer coisa que precisasse resolver ligasse para Carol, minha grande amiga que cuidou de todos os detalhes comigo e sabia exatamente o que eu queria e como queria. Após ligar para o rapaz do buffet, liguei para Carol, desesperada com medo que tudo desse errado e como ela me conhece super bem, me acalmou e disse que iria lá na igreja conferir como estava o andamento dos preparativos e que eu aproveitasse meu dia e relaxasse.  naturalmente eu emagreci devido a correria, e no dia não conseguia comer NADA.

Sabendo do atraso do celebrante, eu fui mais tarde para o meu dia de noiva, lá foi uma delicia, relaxei, conversei um monte com minha fotografa. Era responsabilidade do buffet a entrega do bouquet. E Carol, vendo tudo de perto dizendo que era melhor ele não sair de lá porque podia atrasar tudo. Meu marido (noivo, na época) ia na igreja para levar os espumantes que tínhamos comprado para gelar a tempo. E eu não queria que ele visse o bouquet, bobagens de noiva, sei que no fim das contas foi meu marido que levou o bouquet todo embalado sob varias juras que ele não abriria a caixa para olhar.
Como cheguei mais tarde, não vi meu vestido porque confiei que estava tudo certinho, pois tinha feito uma última prova na quarta anterior, pedi que consertassem um detalhe na manga, uma bobagem que ninguém iria ver, mas eu queria que consertassem. Já maquiada e cabelo arrumado, faltando apenas me vestir para sair e casar  o olho vai direto para  a manga que não foi consertada, a sorte que  cabeleira ainda estava no salão e a fotografa imediatamente tentaram me acalmar e achar uma solução que me agradacem, então ela sugeriu que colocassem meu cabelo com os cachos meio de lado pois assim disfarçariam o “defeito” do vestido. Eu fiquei muito puta na hora, xinguei até ultima geração das costureiras. Mas a fotografa com toda paciência conseguiu me acalmar. Finalmente, saímos do salão e enquanto eu me arrumava o marido de Carol chegou para me levar para o casamento e então me mostrou algumas fotos do salão todo arrumado e eu fiquei em paz porque estava do jeito que sonhei.

Eu era ansiedade em pessoa, e o marido da minha amiga liga para esposa dizendo que estávamos a caminho, eu, a fotografa e ele. No alto falante ele diz que estava ouvindo toda a conversa. então ela pede para darmos um tempo porque tinha uma pendência a ser resolvida, leia-se o diácono não chegou no horário combinado e estava mega atrasado. A essa altura  eu perdi completamente a noção do tempo, paramos num restaurante na orla de Salvador e lá ficamos alguns minutos, e sai toda arrumada para espera do restaurante, meu amigo pergunta se eu quero algo peço-lhe um refrigerante e la tiramos algumas fotos. Até que finalmente fomos para igreja, com quase duas horas de atraso, lembro de relance de algumas coisas e outras não, por exemplo não me lembro de ouvir tocar a ave maria durante o meu trajeto até o altar, mas sei que tocou porque eu  a escolhi. Lembro de sentir minhas mãos tremerem muito, e não sei porque não chorei , eu sou uma manteiga derretida. A cerimonia foi bem rápida. Varias tias mais velhas não ficaram para recepção  por conta do atraso de tudo. Apesar de todos os percalços foi um dia inesquecível.

Ao contrario do dia do casamento, o dia que Pedro nasceu foi muito suave, comecei a sentir as contrações durante a madrugada e de manhã bolsa rompeu. Nesse dia  teria a última consulta com a obstetra, pois se Pedro não nascesse até aquele dia iriamos induzir o parto. Liguei para minha medica perguntando o que eu deveria fazer, então ela disse que era meu critério ir na consulta ou ir direto para o hospital, falei depois com a doula e ela me disse que era legal ir na consulta, porque era no fim da manhã, mas se fosse no fim do dia não valia a pena. Eu fui no consultório da medica para que pudesse me ver antes do plantonista da maternidade, tirei algumas dúvidas e fomos para o hospital pois como já estava com três centímetros de dilatação, chegando na maternidade, então depois dos protocolos subi para sala de pré parto, uma medica da equipe foi me ver, refez o cardiotoco e eu fiquei lá sozinha porque o marido foi assinar os papeis da internação, a medica auxiliar entrou e saiu algumas vezes da sala, e fiquei ali conversando com a doula pelo what’sapp. de repente uma dor insuportável vem e menos de três segundo me vejo debaixo do chuveiro de tamanha dor. A medica auxiliar entra novamente e estou embaixo do chuveiro urrando de dor, minha medica chega e meu marido tambem todo perdido sem saber como me acudir, vomito, coco fora da privada, enjoo passa um tempo e fomos para sala de parto, enrolada num lençol completamente pelada por baixo. eu entro na banheira e lá fico até quase a hora de parir Pedro. A medica vai monitorando o batimento cardíaco de Pedro. não me lembro disso mas sei que ela fez, até que vou para banqueta porque estava com dilatação total. Algumas forças e não consigo colocar Pedro para fora, até que minha medica diz que precisa que ele nasça logo, então na contração seguinte ela o puxa com o vácuo, entre saída da banheira e sentar na banqueta minha doula chega, me abraça de um jeito que nunca esqueci, sinto um pouco da sua massagem entre contrações e como alivia a dor.

Acho que o dia do meu casamento foi mais caótico que o nascimento de Pedro, e vocês o que acham?!

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Pedro e viroses




Pedro nasceu em março, já no outono.Então enfrentamos um período muito ruim de temperatura e Pedro, recem nascido foi judiado de viroses, tosses  etc. O tempo passou, e agora que começou a creche, meu maior medo se realizou , Pedro teve conjutivite, sinusite e otite em apenas dois meses , além dos resfriados que iam e vinham semanalmente. Ele ia para creche uma semana e na outra ficava em casa, fiquei bem cansada dessa falta de rotina dele. Além da correria de médico em médico.
Então, resolvi leva-lo a um homeopata para melhorar a imunidade, o tempo de São Paulo também não ajuda muito devido a poluição, mas enfim.  E o que aprendi com isso, a ser uma mãe resiliente e que tudo na maternidade passa. Pode até parecer complicado, mas vai ter um fim. Voltaremos no homeopata semana que vem, e sim houve uma melhora significativa veremos o que o homeopata dirá.  Adotamos aqui, como hábito todos os dias a noite lavar o nariz com soro fisiológico. Além dele o pai e eu tivemos três crises de sinusite cada.
E o inverno nem chegou ainda !!

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Dia das mães, Aniversário do Macetes de Mãe e Seminário, não necessariamente nessa ordem.


Segundo domingo de Maio, conhecido aqui no Brasil como dia das mães, foi diferente. Na verdade, eu nunca fui muito fã dessa data porque minha mãe fica meio mexida com esta data pois, no dia sete de maio era aniversário da minha vó (sua mãe), sempre comemoramos mas de forma singela. Uma comidinha gostosa, em casa mesmo e ás vezes com presente.  E hoje não foi muito diferente, morando em São Paulo, fomos almoçar na casa da minha boadrasta, onde meu pai e minha irmã moram. Mesa cheia de gente e comidinha especial. Desde semana passada estou submersa, ainda mais, nesse universo de maternidade, aconteceu aqui em Sampa, o 4o. Seminário Internacional de Mães, penúltimo sábado. Um dia inteiro de palestras para esse universo, neste ano teve uma palestra maravilhosa da Rita Lobo ( aquela apresentadora do Cozinha Prática no GNT e também dona do site Panelinha), etc. Foi um dia bem gostoso e de descanso, pois depois de uma semana intensa com Pedro em casa porque estava doente, pude respirar outros ares e descansar a cabeça. Ganhei de presente o convite do Melhor Blog de Maternidade, para mim, o Macetes de Mães. Voltei para casa com a cabeça renovada, apesar do cansaço extremo do corpo. Encontrei com Shirley, responsável pelo Macetes e brincando falei que nos veríamos na semana seguinte no evento de aniversário do blog, se eu já era fã fiquei ainda mais fã dela, simplesmente ela se lembrou de mim e perguntou como eu estava referindo-se a minha depressão pós parto, então contei-lhe que estou a  oito meses sem tomar antidepressivo.Comemoro todo os meses essa batalha vencida, porque eu sei o quanto foi difícil vencê-la.


Desde que Pedro começou na escola, tenho tido mais tempo para mim, confesso que estou num momento de reflexão de várias coisas na vida, como será daqui pra frente. O reencontro comigo mesma,está bem confuso ainda, muitas possibilidades e nada concreto e real onde possa seguir mas porque tudo ainda é meio nebuloso. Minha sensação é que sou um barco à deriva e que para chegar ao timão  dele preciso vencer a neblina  que me separa até lá mesmo dentro barco ainda assim é difícil chegar lá devido a tempestade. Estou desconstruindo várias  verdades dentro de mim.  Dentre elas   aprendi com o Macetes é que a vida precisa ser pragmática, o ideal não funciona, o real sim ou pelo menos adaptado às suas necessidades. Agora, depois de cumprir os meus mil dias com louvor, posso dedicar mais tempo para mim,  sabe aquela cena do Macauly Culkin no filme “Esqueceram de mim”correndo de um lado para o outro no corredor da casa quando foi abandonado, no primeiro filme. Onde não sabia o que queria fazer porque não tinha ninguém para encher a sua paciência. Felicidade e desespero o definem, assim que eu me sinto quando Pedro está na creche. Desisti de ser perfeita, quero ser uma pessoa real e realizada. São tanta possibilidades, mas nenhuma delas vejo se concretizar em um tempo breve, essa sensação de não estar viva/útil me incomoda absurdamente. Ser mãe, é uma tarefa extremamente útil, e não nego toda sua maravilhosidade. Mas por hora, cansei dessa dedicação integral, quero olhar para outros lados da minha vida com um pouco mais de cuidado e ter tempo para me dedicar para tal atividade. Ser real é conseguir abrir mão de algumas coisas porque simplesmente desisti de comprar essa ou aquela briga, saber quais brigas quero encarar, batalhar pela minha realização profissional, o que me trará um brilho diferente nos olhos, ser mãe de Pedro é real e concreto mas para que eu possa ser uma mãe ainda melhor e com qualidade para ele PRECISO reacender esse brilho que anda miúdo e esquecido porque foi colocado de lado simplesmente ainda não era o momento de cuidar dele, agora ele precisa ser priorizado. Então, pela minha sanidade mental, Pedro ficará na creche até as 16 horas e sairá mais cedo somente nos dias em que tem algum compromisso médico e/ou terapêutico.  Delegar algumas coisas que tratava como prioridade, reorganizar minhas tarefas domésticas otimizando o que puder ser. Rescrever a nova Maní que renasce pós maternidade, isso foi uma das coisas que compreendi no bate papo do aniversário do Macetes, sexta passada, eu sempre soube disso mas depois de ouvir isso, compreendi que agora é o meu momento. Apesar do barco estar à deriva, tenho condições de tomar o rumo desse barco - minha vida - foi uma semana intensa de aprendizado e muito importante para mim. Quando saiu o resultado do sorteio que eu iria para o aniversário do Macetes, no dia do meu aniversário (26/04) não tinha entendido que um novo ciclo seria iniciado.  Pois bem, Seja Bem Vindo !!!

Realmente, quero transformar minha vida esse ano. Encerrando alguns ciclos e iniciando outros, porque uma das coisas que a messiânica me deu a compreensão é que tudo tem um começo, meio e fim.
Eu falei durante o bate papo no aniversário que estava nesse momento de redescoberta, e como sei que as coisas acontecem conforme as nossas necessidades era preciso estar lá ouvindo daquelas mulheres no bate papo o quanto era difícil conciliar a vida profissional com maternidade mas que é possível, além da própria Shirley que aprendeu com a vida
que é possível, cedendo no momento certo e tambem exigindo na hora que fosse preciso.

Sim, é possível,  eu farei acontecer porque só depende de mim. E compreender isso é  aceita-lo como verdade foi o mais doloroso do processo. Mas do mesmo modo que ela te aprisiona igualmente te liberta.
Mas como diz o sábio, Vamos em frente que atrás vem gente!!!


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Pedro e a creche.







Eu sempre soube que Pedro iria cedo para  escola porque queria voltar logo para minha vida, doce ilusão achando que quando com 1 ano dele tudo iria se encaixar como num passe de mágica, ela acreditou!!!! Já tinham me avisado que demorava sair a vaga da creche, mas no meio da depressão, puerpério e ainda assimilando tudo que tinha acontecido comigo isso era última coisa que conseguia pensar, Pedro longe de mim. Era desesperador essa separação e assim fui protelando fazer a inscrição dele no  sistema para  esperar um dia sair a tal vaga. Eu não me sentia segura até que em outubro do ano passado, começou um movimento interno de querer me reencontrar, descobrir quem é essa tal de Maní, mãe do Pedro. E não me lembro o motivo que o pai de Pedro ficou em casa então dei uma de louca e fui até a escola mais próxima para fazer a inserção no sistema da Prefeitura e esperar até não sei que dia vaga sair.
No dia 15 de março de 2018, me ligaram da CEI (centro de educação infantil ) perto da minha casa dizendo que Peu tinha direito a uma vaga lá com eles se eu tinha interesse ou não, falei que iria visita-la no dia seguinte e assim fiz. As CEIs existem para atender a demanda de mães com crianças menores de quatro anos de idade, funciona como uma creche. Não é a minha escola perfeita, mas é real e me atende com as minhas necessidades e as de Pedro ter convivência com crianças da sua idade, socializar-se. Porque apesar dele ter dois anos, há um atraso na fala. Falarei sobre isso num post próximo.  Como não sabíamos  quando sairia a vaga estávamos a procura de uma particular para que  ele fosse a partir de agosto. Pela boa vontade do universo tudo conspirou a favor e vaga chegou no momento certo.
Na semana seguinte começamos adaptação, no primeiro dia ficaríamos até as dez horas da manhã, tudo tranquilo até conseguir deixa-lo um pouco no parque para assinar a papelada da matricula.No segundo dia, tentei me distanciar um pouco para ver como seria o processo, não teve acordo ficou grudado em mim o tempo todo, meu mundo caiu, tanto que fomos embora mais cedo. No último dia, deixei na escola e a coordenadora falou para eu ir embora e qualquer coisa ela me ligaria. Sai de lá com coração na mão, mas tentando ficar tranquila porque ele estava bem cuidado, voltei para pega-lo no horário estabelecido as duas da tarde e os dias seguintes daquela semana tambem fluíram com tranquilidade. E como convívio com outras crianças e um ambiente novo o fez ficar doente ele não  foi uma semana inteira. Na terceira semana houve um pouco de estranhamento, mas ele foi se acostumando novamente e hoje mês depois vejo o quanto foi importante ele ir naquele momento para creche, o universo/Deus sempre conspira a nosso favor mesmo que quando achamos que não.  Lembro que quando me ligaram dizendo que a vaga tinha saído liguei na mesma hora para o marido para contar a super novidade e minha vontade era de gritar de tanta felicidade, que tinha cumprido com louvor a tarefa de cuidar dele nos seus primeiros mil dias de vida (gestação +dois anos do lado de fora). As coisas foram se encaixando conforme a nossa necessidade, o meu movimento interno de re-conhecimento precisa desse tempo livre onde posso fazer algo em prol da minha realização pessoal, o que falta , o meu reencontro profissional.
Acho que se tivesse forçado a barra e colocado em uma escolinha não seria tão tranquilo o processo de adaptação dele como foi. Ainda há um estranhamento do tipo quando chega na escola de não querer ficar, então chora um pouco e logo se distrai com outras e vai tranquilo até o pai busca-lo as duas tarde, faz uma pequena manha , entretanto tudo dentro do aceitável.
A creche  somou muito no processo de fala dele, ainda não pronuncia nenhuma palavra mas a sua comunicação corporal melhora a cada dia.  E tambem me ajuda ter uma rotina mais organizada e produtiva, meu sonho de entrar no mestrado da USP está perto de ser realizado.
Cenas dos próximos capitulos !!!

domingo, 22 de abril de 2018

Feliz Aniversário Meu Filho!!!

O texto foi escrito para ser publicado no dia do aniversário de Pedro, mesmo atrasado posto. O mês de março passou como um caminhão me atropelando, mas prometo a volta de uma regularidade de  postagens. 

Pedro meu filho,Feliz Aniversário !!


Nossa, faz dois anos que você chegou e me modificou por completo. Como foi delicioso e intenso desde a sua chegada. E hoje tambem completa-se seis meses que encerrei um ciclo de cuidados onde parei de tomar remédio para a  depressão pós parto. Com o apoio incondicional seu e do  papai  vencemos juntos essa etapa de nossas vidas. Mais um ano de aprendizado em que estamos colocando, aos poucos, a nossa vidinha em ordem. No ano passado, estávamos as vésperas do seu primeiro aniversário, ferias em Salvador e o seu batizado. Como foi gostoso comemorar e ao lado das pessoas mais importantes da nossas vidas. Seu pai e eu agradecemos diariamente a sua existência. Em vários momentos me peguei quase chorando de tamanha gratidão por estar aqui e eu tambem. Te ver crescer é uma dádiva enorme, muitos desafios virão e nós estaremos sempre ao seu lado para que juntos chegarmos aonde você desejar. O nosso maior desafio agora é te ensinar a falar, porque as outras coisas ja aprendeu. Não mediremos esforço para isso, agora que chegamos ate aqui ,mas sempre juntos, mamãe precisa se reencontrar eu já sei muitas coisas sobre mim mas, assim como você ainda existem umas tantas outras que precisam ser organizadas na minha cabeça.  Esse ano tínhamos planejado passar seu aniversário só nós três em algum lugar do mundo, uma viagem para celebrar a nossa família. Mas os planos precisaram ser adiados, entretanto isso não diminui o valor dessa celebração. Teremos um bolinho em casa para pontuar essa passagem de bebe para criança. Mesmo que você tenha cinquenta anos ainda sim sera o meu gordinho peralta. Talvez tenha vergonha de ler isso daqui algum tempo e me dirá isto. E eu não vou me importar, porque hoje mais do que nunca eu entendo sua avó Verinha, o amor exagerado . Não é um amor exagerado, é um amor que transcende a vida e é incondicional. Eu achava que poderia amar alguém com tamanha força, mas eu me enganei só aprendi que poderia ser assim completamente incondicional depois que você chegou, e eu digo isso quase todos os dias para seu pai. Um amor que realmente transcende a vida. Desejo estar sempre ao seu lado para qualquer coisa.Meu filho, muito mais muito obrigada por ter me dado essa nova vida. A sua chegada é o divisor de águas da minha vida e do seu pai. Os seus pequenos gestos são uma prova enorme que tudo pode ser colorido, as suas gargalhadas ao assistir tv, a felicidade quando seu papai chega do trabalho a noite cansado são a energia que nos faz seguir em frente. Doses diárias de um amor e gratidão pela vida muito bacana que temos.Obrigada, obrigada e obrigada por colorir nossos dias. Não me acho uma mãe perfeita para você, mas sei que sou real e dentro do possível te dou o meu melhor. Um melhor que eu nem sabia que tinha mas, mesmo assim você mostrou ser possível.
Te amamos !!
Feliz 2 anos!!
Mamãe e Papai.


domingo, 11 de março de 2018

Papai é pop 1 e 2 - resenha






Conheci o Piangers no Seminário Internacional de mães , no ano passado. E amei a sua palestra sobre a paternidade real, de uma forma bem tranquila e veemente nos contou a sua historia que foi criando apenas por sua mãe e seu " pai" nunca existiu na sua vida. E hoje como pai, empenha-se ao máximo para ser realizar nas suas filhas a paternidade que ele não teve. Como um desafio diário equilibrando as suas funções de pai, marido e de jornalista/escritor. Sem papas na lingua, nos seus livros "Papai é pop 1, 2" em formato de crônicas escreve como é o seu cotidiano com as filhas. O primeiro livro, dei de presente para meu marido no dia dos pais o ano passado e o segundo comprei para mim de tanto que tinha gostado do anterior. Achei muito parecido com a sua palestra no evento em que o conheci. É um livro suave e forte ao mesmo tempo. O primeiro li em dois dias já o sequente li nas duas horas de voo na minha ida para Salvador ( conte aqui) . O texto é fluido e atemporal. Ambos os volumes tem em media cem paginas. A suas filhas Aurora e Anita , alem de sua esposa Ana sao mulheres bem presentes no seu cotidiano. Tanto que Ana tambem tem um livro seu ' Mamae é rock' não o li, mas lerei em breve. São livros deliciosos de se ler, super recomendo para presente ou para tê-los em sua biblioteca particular, alem disso parte da renda da venda dos exemplares é doado um percentual para instituições que assistem criancas em fragilidade social e a editora doa um exemplar para biblioteca que precise a cada exemplar comprado por nós.

Ele mesmo fala que ser pai mudou por completo a sua vida e por elas batalha para que o mundo possa ser melhor. Porque afinal, ser pai é o que ele faz de melhor na sua passagem pela terra.

domingo, 4 de março de 2018

Já passaram 14 anos !?





No ultimo dia 27 de fevereiro completamos 14 anos juntos, eu nem acredito.  Pensar que já passou tanto tempo e nem parece, me faz acreditar que muito está por vir. Talvez um recomeço seja necessário, mas o que é um recomeço ? É começar novamente algo, uma libertação das amarras que nos prendeu até agora, uma nova aventura, um restarte na vida. A semana passada foi bem caótica para nós, um momento difícil. Desejo realmente que possamos recomeçar, algumas marcas ficarão marcadas para sempre outras o vento levará mas, as que ficarem serão fortes o suficiente para lembrar de onde  viemos e o que somos na essência. E ai, fui pesquisar o que significa o numero 5 na numerologia, e ela diz exatamente isso, a necessidade de um recomeço, uma nova aventura. Porque apesar de sermos do elemento terra, nosso pequeno é fogo e o movimento é sua palavra chave, chegou para nos tirar do lugar comum. É um desafio? Sim, é um desafio enorme para nós que gostamos da estabilidade que a terra nos propõe e mesmo com as intempéries se readapta  a mudança não é algo tão significativo, mas o fogo aos poucos chega onde quer chegar renovando através das cinzas e ressignificando a vida.

Ao mesmo tempo, o ano 5 (1+4)  tambem nos propõe isto. Desde que nosso pequeno chegou, a vida se remexeu toda e quando achávamos que íamos estabilizar a vida nos avisa que é hora de sairmos desse conforto, porque a vida pede movimento, espírito de aventura das sensações  dos sentidos. Relendo o post que escrevi para você, no ano passado, tinha muitas coisas boas por acontecer e aconteceram muito melhor do que imaginávamos. Fomos a imbasahy, teve a festa de um ano do nosso pequeno, a conexão teve falhas mas, está se restabelecendo. Mesmo que  esqueça de te dizer, tenha com você que você é a minha fortaleza. E nos momentos mais difíceis você estava ali do meu lado cuidando de mim como a sua jóia mais preciosa. Eu sei que muitas vezes não sou aquela Maní guerreira, mas eu também não me reconheço em alguns momentos, a maternidade me fez mergulhar num oceano desconhecido e que perdi a minha referencia da superfície onde era o meu conforto ou onde achava que me conhecia.

Recomeçar pode ser difícil, mas também pode ser um excelente desafio que pode nos dar o vigor necessário para seguir em frente, quando te digo que depois de me tirar de casa pode me levar para qualquer lugar, digo isso de peito aberto. E se tenho medo, obvio que tenho porque o desconhecido sempre nos assusta.

O ano 5 aflora exatamente isso, vamos recomeçar ?!