terça-feira, 3 de julho de 2018

Parir ou casar , um dia caótico !!





Uns dias atrás estive na minha consulta mensal do dentista. papo vai e vem e não sei o porque contei como foi o dia do meu casamento. Ao contrario do dia que Pedro nasceu, foi um dia bem estressante.
Quinze dias antes dia do sim, passei a dormir super tarde algo do tipo meia noite e as seis horas da manhã, acordava sem despertador e sem conseguir dormir mais, mas a ansiedade não me deixava. Chegou o grande dia, como de costume dos anteriores as seis horas da manhã, acordei. eu estava tão azueretada que minha irmã que mora aqui em São Paulo ficou hospedada na minha casa e eu não lembro de nada disso. E as nove e meia da manhã toca meu celular , era o diácono avisando que ele que iria celebrar meu casamento porque o padre não poderia, até ai tudo bem, ficamos conversando um pouco para me  conhecer melhor e tambem saber do noivo. Então me perguntou que horas eu iria chegar, o casamento estava marcado para sete hora da noite, mas como de praxe eu chegaria sete e meia, tempo para  todos chegarem, e ele me diz que não conseguiria chegar no horário combinado, e sim umas oito da noite, depois soube que o atraso de duas horas foi por conta dele e não meu. Pouco tempo depois me liga a secretaria da igreja perguntando que horas o rapaz do buffet iria para lá para organizar as coisas, se eu já estava ansiosa e nervosa pelo dia, simplesmente surtei, liguei imediatamente para o responsável do buffet e aos berros falei com ele, perguntando onde ele estava e cobrando  mil coisas, descascando o pobre coitado que estava tudo agilizado e estava indo para lá para terminar os ajustes finais com coisas que só eram possível no dia da festa,depois me desculpei no fim da festa, ainda com a secretaria da igreja, lhe disse que qualquer coisa que precisasse resolver ligasse para Carol, minha grande amiga que cuidou de todos os detalhes comigo e sabia exatamente o que eu queria e como queria. Após ligar para o rapaz do buffet, liguei para Carol, desesperada com medo que tudo desse errado e como ela me conhece super bem, me acalmou e disse que iria lá na igreja conferir como estava o andamento dos preparativos e que eu aproveitasse meu dia e relaxasse.  naturalmente eu emagreci devido a correria, e no dia não conseguia comer NADA.

Sabendo do atraso do celebrante, eu fui mais tarde para o meu dia de noiva, lá foi uma delicia, relaxei, conversei um monte com minha fotografa. Era responsabilidade do buffet a entrega do bouquet. E Carol, vendo tudo de perto dizendo que era melhor ele não sair de lá porque podia atrasar tudo. Meu marido (noivo, na época) ia na igreja para levar os espumantes que tínhamos comprado para gelar a tempo. E eu não queria que ele visse o bouquet, bobagens de noiva, sei que no fim das contas foi meu marido que levou o bouquet todo embalado sob varias juras que ele não abriria a caixa para olhar.
Como cheguei mais tarde, não vi meu vestido porque confiei que estava tudo certinho, pois tinha feito uma última prova na quarta anterior, pedi que consertassem um detalhe na manga, uma bobagem que ninguém iria ver, mas eu queria que consertassem. Já maquiada e cabelo arrumado, faltando apenas me vestir para sair e casar  o olho vai direto para  a manga que não foi consertada, a sorte que  cabeleira ainda estava no salão e a fotografa imediatamente tentaram me acalmar e achar uma solução que me agradacem, então ela sugeriu que colocassem meu cabelo com os cachos meio de lado pois assim disfarçariam o “defeito” do vestido. Eu fiquei muito puta na hora, xinguei até ultima geração das costureiras. Mas a fotografa com toda paciência conseguiu me acalmar. Finalmente, saímos do salão e enquanto eu me arrumava o marido de Carol chegou para me levar para o casamento e então me mostrou algumas fotos do salão todo arrumado e eu fiquei em paz porque estava do jeito que sonhei.

Eu era ansiedade em pessoa, e o marido da minha amiga liga para esposa dizendo que estávamos a caminho, eu, a fotografa e ele. No alto falante ele diz que estava ouvindo toda a conversa. então ela pede para darmos um tempo porque tinha uma pendência a ser resolvida, leia-se o diácono não chegou no horário combinado e estava mega atrasado. A essa altura  eu perdi completamente a noção do tempo, paramos num restaurante na orla de Salvador e lá ficamos alguns minutos, e sai toda arrumada para espera do restaurante, meu amigo pergunta se eu quero algo peço-lhe um refrigerante e la tiramos algumas fotos. Até que finalmente fomos para igreja, com quase duas horas de atraso, lembro de relance de algumas coisas e outras não, por exemplo não me lembro de ouvir tocar a ave maria durante o meu trajeto até o altar, mas sei que tocou porque eu  a escolhi. Lembro de sentir minhas mãos tremerem muito, e não sei porque não chorei , eu sou uma manteiga derretida. A cerimonia foi bem rápida. Varias tias mais velhas não ficaram para recepção  por conta do atraso de tudo. Apesar de todos os percalços foi um dia inesquecível.

Ao contrario do dia do casamento, o dia que Pedro nasceu foi muito suave, comecei a sentir as contrações durante a madrugada e de manhã bolsa rompeu. Nesse dia  teria a última consulta com a obstetra, pois se Pedro não nascesse até aquele dia iriamos induzir o parto. Liguei para minha medica perguntando o que eu deveria fazer, então ela disse que era meu critério ir na consulta ou ir direto para o hospital, falei depois com a doula e ela me disse que era legal ir na consulta, porque era no fim da manhã, mas se fosse no fim do dia não valia a pena. Eu fui no consultório da medica para que pudesse me ver antes do plantonista da maternidade, tirei algumas dúvidas e fomos para o hospital pois como já estava com três centímetros de dilatação, chegando na maternidade, então depois dos protocolos subi para sala de pré parto, uma medica da equipe foi me ver, refez o cardiotoco e eu fiquei lá sozinha porque o marido foi assinar os papeis da internação, a medica auxiliar entrou e saiu algumas vezes da sala, e fiquei ali conversando com a doula pelo what’sapp. de repente uma dor insuportável vem e menos de três segundo me vejo debaixo do chuveiro de tamanha dor. A medica auxiliar entra novamente e estou embaixo do chuveiro urrando de dor, minha medica chega e meu marido tambem todo perdido sem saber como me acudir, vomito, coco fora da privada, enjoo passa um tempo e fomos para sala de parto, enrolada num lençol completamente pelada por baixo. eu entro na banheira e lá fico até quase a hora de parir Pedro. A medica vai monitorando o batimento cardíaco de Pedro. não me lembro disso mas sei que ela fez, até que vou para banqueta porque estava com dilatação total. Algumas forças e não consigo colocar Pedro para fora, até que minha medica diz que precisa que ele nasça logo, então na contração seguinte ela o puxa com o vácuo, entre saída da banheira e sentar na banqueta minha doula chega, me abraça de um jeito que nunca esqueci, sinto um pouco da sua massagem entre contrações e como alivia a dor.

Acho que o dia do meu casamento foi mais caótico que o nascimento de Pedro, e vocês o que acham?!

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Pedro e viroses




Pedro nasceu em março, já no outono.Então enfrentamos um período muito ruim de temperatura e Pedro, recem nascido foi judiado de viroses, tosses  etc. O tempo passou, e agora que começou a creche, meu maior medo se realizou , Pedro teve conjutivite, sinusite e otite em apenas dois meses , além dos resfriados que iam e vinham semanalmente. Ele ia para creche uma semana e na outra ficava em casa, fiquei bem cansada dessa falta de rotina dele. Além da correria de médico em médico.
Então, resolvi leva-lo a um homeopata para melhorar a imunidade, o tempo de São Paulo também não ajuda muito devido a poluição, mas enfim.  E o que aprendi com isso, a ser uma mãe resiliente e que tudo na maternidade passa. Pode até parecer complicado, mas vai ter um fim. Voltaremos no homeopata semana que vem, e sim houve uma melhora significativa veremos o que o homeopata dirá.  Adotamos aqui, como hábito todos os dias a noite lavar o nariz com soro fisiológico. Além dele o pai e eu tivemos três crises de sinusite cada.
E o inverno nem chegou ainda !!

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Dia das mães, Aniversário do Macetes de Mãe e Seminário, não necessariamente nessa ordem.


Segundo domingo de Maio, conhecido aqui no Brasil como dia das mães, foi diferente. Na verdade, eu nunca fui muito fã dessa data porque minha mãe fica meio mexida com esta data pois, no dia sete de maio era aniversário da minha vó (sua mãe), sempre comemoramos mas de forma singela. Uma comidinha gostosa, em casa mesmo e ás vezes com presente.  E hoje não foi muito diferente, morando em São Paulo, fomos almoçar na casa da minha boadrasta, onde meu pai e minha irmã moram. Mesa cheia de gente e comidinha especial. Desde semana passada estou submersa, ainda mais, nesse universo de maternidade, aconteceu aqui em Sampa, o 4o. Seminário Internacional de Mães, penúltimo sábado. Um dia inteiro de palestras para esse universo, neste ano teve uma palestra maravilhosa da Rita Lobo ( aquela apresentadora do Cozinha Prática no GNT e também dona do site Panelinha), etc. Foi um dia bem gostoso e de descanso, pois depois de uma semana intensa com Pedro em casa porque estava doente, pude respirar outros ares e descansar a cabeça. Ganhei de presente o convite do Melhor Blog de Maternidade, para mim, o Macetes de Mães. Voltei para casa com a cabeça renovada, apesar do cansaço extremo do corpo. Encontrei com Shirley, responsável pelo Macetes e brincando falei que nos veríamos na semana seguinte no evento de aniversário do blog, se eu já era fã fiquei ainda mais fã dela, simplesmente ela se lembrou de mim e perguntou como eu estava referindo-se a minha depressão pós parto, então contei-lhe que estou a  oito meses sem tomar antidepressivo.Comemoro todo os meses essa batalha vencida, porque eu sei o quanto foi difícil vencê-la.


Desde que Pedro começou na escola, tenho tido mais tempo para mim, confesso que estou num momento de reflexão de várias coisas na vida, como será daqui pra frente. O reencontro comigo mesma,está bem confuso ainda, muitas possibilidades e nada concreto e real onde possa seguir mas porque tudo ainda é meio nebuloso. Minha sensação é que sou um barco à deriva e que para chegar ao timão  dele preciso vencer a neblina  que me separa até lá mesmo dentro barco ainda assim é difícil chegar lá devido a tempestade. Estou desconstruindo várias  verdades dentro de mim.  Dentre elas   aprendi com o Macetes é que a vida precisa ser pragmática, o ideal não funciona, o real sim ou pelo menos adaptado às suas necessidades. Agora, depois de cumprir os meus mil dias com louvor, posso dedicar mais tempo para mim,  sabe aquela cena do Macauly Culkin no filme “Esqueceram de mim”correndo de um lado para o outro no corredor da casa quando foi abandonado, no primeiro filme. Onde não sabia o que queria fazer porque não tinha ninguém para encher a sua paciência. Felicidade e desespero o definem, assim que eu me sinto quando Pedro está na creche. Desisti de ser perfeita, quero ser uma pessoa real e realizada. São tanta possibilidades, mas nenhuma delas vejo se concretizar em um tempo breve, essa sensação de não estar viva/útil me incomoda absurdamente. Ser mãe, é uma tarefa extremamente útil, e não nego toda sua maravilhosidade. Mas por hora, cansei dessa dedicação integral, quero olhar para outros lados da minha vida com um pouco mais de cuidado e ter tempo para me dedicar para tal atividade. Ser real é conseguir abrir mão de algumas coisas porque simplesmente desisti de comprar essa ou aquela briga, saber quais brigas quero encarar, batalhar pela minha realização profissional, o que me trará um brilho diferente nos olhos, ser mãe de Pedro é real e concreto mas para que eu possa ser uma mãe ainda melhor e com qualidade para ele PRECISO reacender esse brilho que anda miúdo e esquecido porque foi colocado de lado simplesmente ainda não era o momento de cuidar dele, agora ele precisa ser priorizado. Então, pela minha sanidade mental, Pedro ficará na creche até as 16 horas e sairá mais cedo somente nos dias em que tem algum compromisso médico e/ou terapêutico.  Delegar algumas coisas que tratava como prioridade, reorganizar minhas tarefas domésticas otimizando o que puder ser. Rescrever a nova Maní que renasce pós maternidade, isso foi uma das coisas que compreendi no bate papo do aniversário do Macetes, sexta passada, eu sempre soube disso mas depois de ouvir isso, compreendi que agora é o meu momento. Apesar do barco estar à deriva, tenho condições de tomar o rumo desse barco - minha vida - foi uma semana intensa de aprendizado e muito importante para mim. Quando saiu o resultado do sorteio que eu iria para o aniversário do Macetes, no dia do meu aniversário (26/04) não tinha entendido que um novo ciclo seria iniciado.  Pois bem, Seja Bem Vindo !!!

Realmente, quero transformar minha vida esse ano. Encerrando alguns ciclos e iniciando outros, porque uma das coisas que a messiânica me deu a compreensão é que tudo tem um começo, meio e fim.
Eu falei durante o bate papo no aniversário que estava nesse momento de redescoberta, e como sei que as coisas acontecem conforme as nossas necessidades era preciso estar lá ouvindo daquelas mulheres no bate papo o quanto era difícil conciliar a vida profissional com maternidade mas que é possível, além da própria Shirley que aprendeu com a vida
que é possível, cedendo no momento certo e tambem exigindo na hora que fosse preciso.

Sim, é possível,  eu farei acontecer porque só depende de mim. E compreender isso é  aceita-lo como verdade foi o mais doloroso do processo. Mas do mesmo modo que ela te aprisiona igualmente te liberta.
Mas como diz o sábio, Vamos em frente que atrás vem gente!!!


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Pedro e a creche.







Eu sempre soube que Pedro iria cedo para  escola porque queria voltar logo para minha vida, doce ilusão achando que quando com 1 ano dele tudo iria se encaixar como num passe de mágica, ela acreditou!!!! Já tinham me avisado que demorava sair a vaga da creche, mas no meio da depressão, puerpério e ainda assimilando tudo que tinha acontecido comigo isso era última coisa que conseguia pensar, Pedro longe de mim. Era desesperador essa separação e assim fui protelando fazer a inscrição dele no  sistema para  esperar um dia sair a tal vaga. Eu não me sentia segura até que em outubro do ano passado, começou um movimento interno de querer me reencontrar, descobrir quem é essa tal de Maní, mãe do Pedro. E não me lembro o motivo que o pai de Pedro ficou em casa então dei uma de louca e fui até a escola mais próxima para fazer a inserção no sistema da Prefeitura e esperar até não sei que dia vaga sair.
No dia 15 de março de 2018, me ligaram da CEI (centro de educação infantil ) perto da minha casa dizendo que Peu tinha direito a uma vaga lá com eles se eu tinha interesse ou não, falei que iria visita-la no dia seguinte e assim fiz. As CEIs existem para atender a demanda de mães com crianças menores de quatro anos de idade, funciona como uma creche. Não é a minha escola perfeita, mas é real e me atende com as minhas necessidades e as de Pedro ter convivência com crianças da sua idade, socializar-se. Porque apesar dele ter dois anos, há um atraso na fala. Falarei sobre isso num post próximo.  Como não sabíamos  quando sairia a vaga estávamos a procura de uma particular para que  ele fosse a partir de agosto. Pela boa vontade do universo tudo conspirou a favor e vaga chegou no momento certo.
Na semana seguinte começamos adaptação, no primeiro dia ficaríamos até as dez horas da manhã, tudo tranquilo até conseguir deixa-lo um pouco no parque para assinar a papelada da matricula.No segundo dia, tentei me distanciar um pouco para ver como seria o processo, não teve acordo ficou grudado em mim o tempo todo, meu mundo caiu, tanto que fomos embora mais cedo. No último dia, deixei na escola e a coordenadora falou para eu ir embora e qualquer coisa ela me ligaria. Sai de lá com coração na mão, mas tentando ficar tranquila porque ele estava bem cuidado, voltei para pega-lo no horário estabelecido as duas da tarde e os dias seguintes daquela semana tambem fluíram com tranquilidade. E como convívio com outras crianças e um ambiente novo o fez ficar doente ele não  foi uma semana inteira. Na terceira semana houve um pouco de estranhamento, mas ele foi se acostumando novamente e hoje mês depois vejo o quanto foi importante ele ir naquele momento para creche, o universo/Deus sempre conspira a nosso favor mesmo que quando achamos que não.  Lembro que quando me ligaram dizendo que a vaga tinha saído liguei na mesma hora para o marido para contar a super novidade e minha vontade era de gritar de tanta felicidade, que tinha cumprido com louvor a tarefa de cuidar dele nos seus primeiros mil dias de vida (gestação +dois anos do lado de fora). As coisas foram se encaixando conforme a nossa necessidade, o meu movimento interno de re-conhecimento precisa desse tempo livre onde posso fazer algo em prol da minha realização pessoal, o que falta , o meu reencontro profissional.
Acho que se tivesse forçado a barra e colocado em uma escolinha não seria tão tranquilo o processo de adaptação dele como foi. Ainda há um estranhamento do tipo quando chega na escola de não querer ficar, então chora um pouco e logo se distrai com outras e vai tranquilo até o pai busca-lo as duas tarde, faz uma pequena manha , entretanto tudo dentro do aceitável.
A creche  somou muito no processo de fala dele, ainda não pronuncia nenhuma palavra mas a sua comunicação corporal melhora a cada dia.  E tambem me ajuda ter uma rotina mais organizada e produtiva, meu sonho de entrar no mestrado da USP está perto de ser realizado.
Cenas dos próximos capitulos !!!

domingo, 22 de abril de 2018

Feliz Aniversário Meu Filho!!!

O texto foi escrito para ser publicado no dia do aniversário de Pedro, mesmo atrasado posto. O mês de março passou como um caminhão me atropelando, mas prometo a volta de uma regularidade de  postagens. 

Pedro meu filho,Feliz Aniversário !!


Nossa, faz dois anos que você chegou e me modificou por completo. Como foi delicioso e intenso desde a sua chegada. E hoje tambem completa-se seis meses que encerrei um ciclo de cuidados onde parei de tomar remédio para a  depressão pós parto. Com o apoio incondicional seu e do  papai  vencemos juntos essa etapa de nossas vidas. Mais um ano de aprendizado em que estamos colocando, aos poucos, a nossa vidinha em ordem. No ano passado, estávamos as vésperas do seu primeiro aniversário, ferias em Salvador e o seu batizado. Como foi gostoso comemorar e ao lado das pessoas mais importantes da nossas vidas. Seu pai e eu agradecemos diariamente a sua existência. Em vários momentos me peguei quase chorando de tamanha gratidão por estar aqui e eu tambem. Te ver crescer é uma dádiva enorme, muitos desafios virão e nós estaremos sempre ao seu lado para que juntos chegarmos aonde você desejar. O nosso maior desafio agora é te ensinar a falar, porque as outras coisas ja aprendeu. Não mediremos esforço para isso, agora que chegamos ate aqui ,mas sempre juntos, mamãe precisa se reencontrar eu já sei muitas coisas sobre mim mas, assim como você ainda existem umas tantas outras que precisam ser organizadas na minha cabeça.  Esse ano tínhamos planejado passar seu aniversário só nós três em algum lugar do mundo, uma viagem para celebrar a nossa família. Mas os planos precisaram ser adiados, entretanto isso não diminui o valor dessa celebração. Teremos um bolinho em casa para pontuar essa passagem de bebe para criança. Mesmo que você tenha cinquenta anos ainda sim sera o meu gordinho peralta. Talvez tenha vergonha de ler isso daqui algum tempo e me dirá isto. E eu não vou me importar, porque hoje mais do que nunca eu entendo sua avó Verinha, o amor exagerado . Não é um amor exagerado, é um amor que transcende a vida e é incondicional. Eu achava que poderia amar alguém com tamanha força, mas eu me enganei só aprendi que poderia ser assim completamente incondicional depois que você chegou, e eu digo isso quase todos os dias para seu pai. Um amor que realmente transcende a vida. Desejo estar sempre ao seu lado para qualquer coisa.Meu filho, muito mais muito obrigada por ter me dado essa nova vida. A sua chegada é o divisor de águas da minha vida e do seu pai. Os seus pequenos gestos são uma prova enorme que tudo pode ser colorido, as suas gargalhadas ao assistir tv, a felicidade quando seu papai chega do trabalho a noite cansado são a energia que nos faz seguir em frente. Doses diárias de um amor e gratidão pela vida muito bacana que temos.Obrigada, obrigada e obrigada por colorir nossos dias. Não me acho uma mãe perfeita para você, mas sei que sou real e dentro do possível te dou o meu melhor. Um melhor que eu nem sabia que tinha mas, mesmo assim você mostrou ser possível.
Te amamos !!
Feliz 2 anos!!
Mamãe e Papai.


domingo, 11 de março de 2018

Papai é pop 1 e 2 - resenha






Conheci o Piangers no Seminário Internacional de mães , no ano passado. E amei a sua palestra sobre a paternidade real, de uma forma bem tranquila e veemente nos contou a sua historia que foi criando apenas por sua mãe e seu " pai" nunca existiu na sua vida. E hoje como pai, empenha-se ao máximo para ser realizar nas suas filhas a paternidade que ele não teve. Como um desafio diário equilibrando as suas funções de pai, marido e de jornalista/escritor. Sem papas na lingua, nos seus livros "Papai é pop 1, 2" em formato de crônicas escreve como é o seu cotidiano com as filhas. O primeiro livro, dei de presente para meu marido no dia dos pais o ano passado e o segundo comprei para mim de tanto que tinha gostado do anterior. Achei muito parecido com a sua palestra no evento em que o conheci. É um livro suave e forte ao mesmo tempo. O primeiro li em dois dias já o sequente li nas duas horas de voo na minha ida para Salvador ( conte aqui) . O texto é fluido e atemporal. Ambos os volumes tem em media cem paginas. A suas filhas Aurora e Anita , alem de sua esposa Ana sao mulheres bem presentes no seu cotidiano. Tanto que Ana tambem tem um livro seu ' Mamae é rock' não o li, mas lerei em breve. São livros deliciosos de se ler, super recomendo para presente ou para tê-los em sua biblioteca particular, alem disso parte da renda da venda dos exemplares é doado um percentual para instituições que assistem criancas em fragilidade social e a editora doa um exemplar para biblioteca que precise a cada exemplar comprado por nós.

Ele mesmo fala que ser pai mudou por completo a sua vida e por elas batalha para que o mundo possa ser melhor. Porque afinal, ser pai é o que ele faz de melhor na sua passagem pela terra.

domingo, 4 de março de 2018

Já passaram 14 anos !?





No ultimo dia 27 de fevereiro completamos 14 anos juntos, eu nem acredito.  Pensar que já passou tanto tempo e nem parece, me faz acreditar que muito está por vir. Talvez um recomeço seja necessário, mas o que é um recomeço ? É começar novamente algo, uma libertação das amarras que nos prendeu até agora, uma nova aventura, um restarte na vida. A semana passada foi bem caótica para nós, um momento difícil. Desejo realmente que possamos recomeçar, algumas marcas ficarão marcadas para sempre outras o vento levará mas, as que ficarem serão fortes o suficiente para lembrar de onde  viemos e o que somos na essência. E ai, fui pesquisar o que significa o numero 5 na numerologia, e ela diz exatamente isso, a necessidade de um recomeço, uma nova aventura. Porque apesar de sermos do elemento terra, nosso pequeno é fogo e o movimento é sua palavra chave, chegou para nos tirar do lugar comum. É um desafio? Sim, é um desafio enorme para nós que gostamos da estabilidade que a terra nos propõe e mesmo com as intempéries se readapta  a mudança não é algo tão significativo, mas o fogo aos poucos chega onde quer chegar renovando através das cinzas e ressignificando a vida.

Ao mesmo tempo, o ano 5 (1+4)  tambem nos propõe isto. Desde que nosso pequeno chegou, a vida se remexeu toda e quando achávamos que íamos estabilizar a vida nos avisa que é hora de sairmos desse conforto, porque a vida pede movimento, espírito de aventura das sensações  dos sentidos. Relendo o post que escrevi para você, no ano passado, tinha muitas coisas boas por acontecer e aconteceram muito melhor do que imaginávamos. Fomos a imbasahy, teve a festa de um ano do nosso pequeno, a conexão teve falhas mas, está se restabelecendo. Mesmo que  esqueça de te dizer, tenha com você que você é a minha fortaleza. E nos momentos mais difíceis você estava ali do meu lado cuidando de mim como a sua jóia mais preciosa. Eu sei que muitas vezes não sou aquela Maní guerreira, mas eu também não me reconheço em alguns momentos, a maternidade me fez mergulhar num oceano desconhecido e que perdi a minha referencia da superfície onde era o meu conforto ou onde achava que me conhecia.

Recomeçar pode ser difícil, mas também pode ser um excelente desafio que pode nos dar o vigor necessário para seguir em frente, quando te digo que depois de me tirar de casa pode me levar para qualquer lugar, digo isso de peito aberto. E se tenho medo, obvio que tenho porque o desconhecido sempre nos assusta.

O ano 5 aflora exatamente isso, vamos recomeçar ?!