quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Ferias , Natal em Salvador



Como comentei no post de retrospectiva (aqui) , viajamos para Salvador no dia 7/12, Pedro e Eu, papai iria dia 21/12 por causa do trabalho. O vôo saia de Guarulhos as 19:20, saímos de casa às 16:20 e nós conseguimos perder o avião. Sempre soube que a questão de transito em São Paulo era passível disto acontecer, mas tínhamos olhado no aplicativo e chegaríamos uma hora antes por causa do transito.  Entretanto à medida que o tempo ia passando só aumentava o tempo estimado de chegada e o desespero batendo. Foram três horas e meia para chegar ao aeroporto. Chegando lá  veriamos se conseguiriamos remarcar o bilhete e embarcar no mesmo dia ou como iríamos fazer. No guinche da companhia conseguimos remarcar a passagem para as 23:50. Relaxamos e resolvemos jantar, ficamos aproveitando os últimos momentos juntos,pois, ficaríamos quinze dias distante. Assim que resolvemos tudo ligamos para o meu sogro avisando do ocorrido.

O vôo foi tranqüilo, Pedro dormiu quase todo o tempo, chegamos exaustos em Salvador. No outro dia fez sol, eu estava doida para ir à praia. Fomos nós com a dinda Rosi, dindo Mau e Heitor, uma delicia. Almoçamos em casa e descansamos. No dia seguinte minha irmã Naia (também madrinha de Pedro) com Aurorinha, Diogo e Clara passaram o dia conosco e  também fomos a casa de Rosi para tomar o café (na Bahia, significa jantar porque lá não se tem o costume de comer comida como no almoço, come-se algo parecido como café da manhã).

Na quarta seguinte, ficaríamos dois dias na casa de Naia, pois, iríamos assistir o espetaculo do estúdio onde  ela ministra aulas, mas que está afastada por conta da gravidez de Aurorinha. Maravilhoso. Noutro dia Taili chegaria de São Paulo, então juntamos os primos para comermos uma pizza e falar besteira. Uma coisa bem nossa.  Na sexta pela manhã voltei para casa de minha sogra para reorganizar a mala, pois, no sábado viajaríamos para Arembepe, reviver a nossa infância, alias havia pelo menos uns 10 anos que não íamos lá, uma das tias de Clara nos emprestou a casa e foi maravilhoso, fomos a praia do Pirui, no rio da Aldeia Hippie, comi geladinho de amendoim, pão de milho alem de um peixe  feito na brasa por Taili e Matheus acompanhado de um catado de siri delicioso. Voltei com Pedro de carona com Matheus e Diogo, na quarta porque o papai chegaria nesta madrugada de São Paulo e queríamos estar lá quando chegasse. Tudo deu certo.

Para variar, fomos a praia. A família estava reunida novamente. No sábado (23/12) tínhamos combinado de fazer o natal dos Atticiatis, pois a noite do dia 24 ficaríamos na casa de minha sogra. E também no dia 23/12 foi a Cerimônia de Apresentação de Pedro na Igreja Messiânica que aconteceu um pouco antes do almoço, depois almoçamos algo ali perto. Era para ter acontecido no aniversario de um ano de Pedro, mas o dindo Matheus não podia por questões de trabalho e assim adiamos, foi um dia maravilhoso. Já à noite, o nosso natal aconteceu, uma delicia, matei as saudades da minha tia Tameia querida, mãe do Rafa e de Iria, meus primos maternos e que fomos criados juntos. Somente Rafael estava porque  Iria mudou-se paraa Dinamarca com o namorado.  No domingo, voltamos para casa de minha sogra para o natal na casa dela, tivemos o nosso amigo secreto que é tradição, na sexta  antes fomos no Outlet Premium para que cada um pudesse comprar o seu presente. Eu, Joel e Pedro resolvemos logo nossos presentes e também aproveitamos para comprar umas coisinhas para nós , fomos na companhia de minha sogra, tia Zu e minha cunhada.

A noite de natal foi ótima, o amigo secreto é sempre uma marmelada porque sempre descobrem quem tirou quem, mas é uma delicia a brincadeira. Jantamos e fomos dormir, pois no dia 25 sempre fazemos um churrasco com uma prainha antes para deixar o gostinho de quero mais. E no dia seguinte voltamos bem cedo, mas se não for assim nem conseguimos ir.

Foi bem cansativo porque passei 15 dias cuidando de Pedro sozinha  meus sogros e minha mãe e irmãs até ajudaram, mas a carga pesada era minha. Entretanto, senão fosse desta forma não conseguiria ir para Arembepe e era uma coisa que desejava muito compartilhar com Pedro um pouco de minha historia e por isso valeu muito. Bem verdade que nas duas primeiras semanas de janeiro eu descansei das férias. E aos poucos estou retomando a minha rotina, alem de dar seguimento aos meus projetos pessoais para 2018.  


ps: nessa foto estavamos os três com a boca suja de dende!! 

domingo, 14 de janeiro de 2018

Gentileza gera gentileza.




Todos os sábados vou para minha acupuntura , é o meu momento de liberdade, acordo cedo e deixo meus meninos dormindo e lá vou eu de ônibus até a Vila Mariana. É um trajeto relativamente curto então aproveito  para ver a paisagem e pensar em mim um pouco ou pensar em nada, porque as vezes estou com sono, entretanto tenho esse compromisso comigo mesma.

 Ontem, voltei para acupuntura nossa de todos os sábados, e como ritual também passei na banca de jornal para ver os gibis novos e voltar para casa. Então que a vida me surpreende ainda no ponto final, uma senhora perguntou para o cobrador se o ônibus passava e determinado local e ele respondeu que não, rapidamente o motorista muito gentil chamou a senhora e lhe disse que poderia deixa-la num local mais perto do seu destino final e que ali naquela região não sabia de nenhum outro que pudesse servi-lo, mas para onde o ônibus iria adiantaria o seu percurso. Fiquei mega feliz de ver tamanha gentileza, em local mais adiante em uma da suas paradas  outra pessoa abordou o motorista perguntando se passava em outro local também não fazia parte do percurso do ônibus, então ainda mais gentil o motorista pediu desculpas, mas prontamente orientou-a para pegar determinado ônibus, entretanto, não tinha certeza de onde este passará então falou para perguntar na banca de jornal ali perto saberia melhor. 

Já perto de onde iria descer, fiz questão descer pela frente e cumprimentar o motorista por tamanha gentileza e estava garoando,  no mesmo instante me perguntou se iria para um lugar antes do meu ponto que não custava nada parar antes por causa da chuva fazendo piada que hoje era mais barato. Agradeci pela gentileza dizendo que o ponto cujo qual desceria era  bastante para mim.
Cheguei em casa completamente energizada com tamanha gentileza comigo e os meus próximos  me fazendo acreditar que o mundo pode ter jeito e tudo que precisamos é de mais gentileza nessa vida. E meu dia foi ainda mais feliz por encontra-lo no meu caminho.
Obrigada universo !!! 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Morte e vida ressignificada





Todo primeiro domingo de cada mês é realizado no Solo Sagrado de Guarapiranga promove o Culto Mensal de Gratidão, onde agradecemos o mês passado e pedimos proteção para o mês vindouro para que possamos dedicar com mais empenho. No ano passado tive a permissão de ir quatro vezes ao Solo para os cultos, fiquei muito feliz. E nesse ano pretendo ir pelo menos seis vezes, este mês teve um significado maior de participar, pois, queria agradecer algumas coisas  importantes sendo mais que especial porque minha irmã Taili também foi comigo. Há 16 anos, ela precisou passar por uma cirurgia muito séria e que poderia deixá-la tetraplégica, vegetando numa cama e por milagre de Deus isso não aconteceu e hoje com apenas algumas pouca limitações é uma pessoa normal e completamente independente.  Alem disso três pessoas importantes da minha vida partiram para o mundo espiritual, minha tia-avó Fina há 11 anos, minha tia-avó Lurdes há 10 anos ( ambas irmãs do meu avô materno e que preencheram de alguma forma a sua falta para mim, minhas irmãs assim como para minha mãe ) e minha avó paterna Elvira há 2 anos.

Na Igreja messiânica, a passagem para outra dimensão tem um significado bem profundo que somente a morte, é o renascimento no mundo espiritual e lá pode cumprir sua missão e ajudar os que ficaram nesta dimensão também cumprir a sua missão, sendo assim em conjunto concretizar o ideal de Meishu Sama que é estabelecer o Paraíso terrestre. No começo, era difícil  lidar com morte mas com os passar dos anos aprendi e compreendi que é apenas uma passagem e também uma libertação para o espírito. O elo que nos uni é inquebrável. Hoje com a morte ressignificada, para mim é um dia de festa. E como o aniversario de morte delas  e do aniversario da cirurgia de Taili cairia no fim de semana do culto mensal  fique muito feliz e me esforcei para que participar do evento.  Engraçado que todas as noites que antecedem a ida ao Solo eu não durmo, sonho que estou atrasada ou acordo sobressaltada com medo de perder o horário e nesta noite não foi diferente, foi pior pois, dormi quase nada. Foi emocionante o culto, apesar do cansaço, sai leve. Taili e eu rezamos no altar para agradecer por tudo, ambas choraram muito e como presente maior o ensinamento do mês foi o meu ensinamento predileto que para mim  é o cerne do ideal de Meishu Sama :

O homem depende de seu pensamento
É realmente verdade que gratidão gera gratidão e lamúria gera lamúria. Isto acontece porque o coração agradecido comunica-se com Deus, e o queixoso relaciona-se com Satanás. Assim, quem vive agradecendo, torna-se feliz; quem vive se lamuriando, caminha para a infelicidade.
A frase “Alegrem-se que virão coisas alegres”, expressa uma grande verdade.
Meishu-Sama em 3 de setembro de 1949  Extraido do Livro: Alicerce do Paraíso v. 4

É  tão curto e tão profundo e eu tento coloca-lo em pratica todos os dias.

Poderia ser um dia triste por revisitar essas datas e não foi um dia feliz, iluminado. Com coração completamente agradecido por ter ido ao Solo, alem de reafirmar meu propósito de fé.  Apesar de ter certeza da minha fé, não desejo institui-la a ninguém o que realmente eu desejo que seja feliz onde estiver professando sua fé e que faça de você um ser humano melhor para o seu próximo.   
 
Assim foi o meu domingo !! 

domingo, 7 de janeiro de 2018

Restrospectiva, ter ou não mais filhos e slow life .









Escrevi para o blog uma primeira retrospectiva (aqui) e relendo-a vejo quantas coisas mudaram, para melhor é claro.  A melhor de todas é que tive alta médica da minha psiquiatra.  Já se passaram três meses desde então, a vida segue linda. Terminei o processo de coaching de emagrecimento com 6,5 kg eliminados, ainda faltam alguns para chegar aos 64,5kg , mas é só uma questão de tempo e estou bem tranqüila com isso, achei que conseguiria chegar ao final do coaching no meu peso ideal, mas isso não aconteceu e eu aprendi que  a vida tem que ser slow e não fast porque ela precisa ser vivida na sua integridade. Antes, perto do fim ano enlouqueceria para dar conta de tudo que achava que precisasse e não, mas, tudo é no tempo que precisa ser, faria uma faxina enorme limpando todos os cantinhos da casa sem deixar nenhuma calcinha no cesto de roupa suja. O que iria ganhar com isso ?! Nada!! 

Tentei deixar as coisas organizadas, entretanto, fiz tudo o que era possível,sendo assim consegui aproveitar melhor a noite, com os meus amores. Jantamos, depois que Peu dormiu ficamos conversando sobre ano e sobre tudo o que vivemos.  O quanto foi gostoso a nossa estadia em Salvador para o natal. Eu fui dia 7/12 e Joel  21/12 , mas voltamos juntos no dia 26/12.  Sobre a viagem conto em outro post.  

Sobre a conversa da noite do ano novo, foi um desabafo e de coisas que preciso superar que ainda me incomodam ou não aprendi a conviver bem com elas de maneira mais pacifica no meu coração.Sempre desejei um parto normal para que não tivesse nenhuma cicatriz cirúrgica, no entanto tenho uma parecida como se meu parto tivesse sido uma cesariana. E isso me incomoda profundamente. Então, Joel me falou porque não fazer uma tatuagem no local, não gosto de tatugem neste local, acho vulgar, sei lá, não gosto e pronto. Por mais que eu saiba  ela existe por outro motivo e  realizei meu sonho de ter o parto normal. Ainda assim é  algo que preciso aprender ressignificar e só o tempo para curar, não é mais tão dolorido como fora há um ano atrás. Enfim!!

E sobre a questão de ter mais filhos.  Desde que me entendo por gente digo que gostaria de adotar uma criança. Minhas irmãs e amigas já ofereceram para gestar um filho meu, mas ai penso porque tenho que ir contra ao que me foi “imposto” ou minha nova condição de vida. Alem do custo financeiro e emocional porque preciso passar por isso se tenho o meu Pedro, presente da vida, e me proporcionou viver uma gravidez na sua plenitude. Então questiono qual seria diferença do amor sentido por um filho que eu pari ou outro gestado num ventre diferente ao meu, nenhuma. Tudo que uma criança precisa é de amor, o resto dá se um jeito. Casa, comida e escola o universo conspira a favor para que chegue de modo satisfatório. Tantas mães que encontram seus filhos pelo processo de adoção e precisaram aprender essa lição para poder amá-los de forma integra. Tudo tem sua razão de ser no universo, cresci com muitas irmãs então para mim é natural que as crianças tenham alguém para compartilhar o universo, pois quando os pais não estiverem mais aqui nessa dimensão é o que te dará um prumo na vida.  Realmente desejo que Pedro tenha irmãos ou irmãs, mas isso só o tempo definirá.

O plano de fazer mestrado na USP em 2019 continua firme e forte, os estudos serão retomados ainda esse mês. As aulas de inglês também continuam e estudo sozinha de espanhol também, bem verdade que em dezembro larguei tudo de mão. Mas precisava porque estava cansada e em Salvador consegui relaxar.

O ano de 2017 me ensinou que a vida precisa ser leve, não adianta apressar nada só porque nos é conveniente. Não vai, tenham certeza assim como 2+2 =4.

Recebi pelo what´s app uma mensagem bacana, falando o quanto é importante aproveitarmos  o momento e não achar que o um outro melhor momento que esse estará por vir, simplesmente saque a rolha do vinho chamado momento e desfrute dele da melhor maneira possível.
Saque a rolha sempre que bom momento aparecer, tudo dará certo !!

Sinto uma nova Maní nascendo e com isso também nasceu outro blog (aqui), outra faceta que talvez não conheçam, a Maní bibliotecária e apaixonada por leitura e que mesmo com toda rotina insana conseguiu ler 33 livros, alem de gibis e revistas(+-20 itens ). Nem eu acredito que cheguei a tanto.    
Estou muito feliz e grata pelo ano de 2017 que foi incrível !!!

Desejo que eu possa ser diferente, para que 2018 tambem  seja diferente e tão bom ou melhor que foi 2017. 

domingo, 26 de novembro de 2017

Acupuntura e Eu





Preciso confessar para voces um vicio, fazer acupuntura. Eu amo e indico para qualquer um. Conheci lá pelo meus nove anos de idade, achando fantástico o milagre que aquela simples agulhinha pode fazer. E durante muito tempo quis fazer regularmente, hoje no meio da minha loucura consegui ter sessões semanais. Todos os sábados acordo cedo e vou para minha terapia. É o que me relaxa, me acalma e me dá um prumo para seguir em frente. Eu tive varias experiências que comprovam o milagre que ela realiza comigo, contarei  três experiências que me ajudaram muito. 

Logo depois do casamento, tive uma crise bem feia de labirintite, eu tinha umas tonturas aqui e acolá,mas, achava que era algo relacionado por estresse. Entretanto dessa vez, foi feia mesmo. Tanto que fui ao otorrino porque achei anormal. E ele me disse que poderia ser gravidez ou labirintite. Fiz o beta hcg e deu negativo, então passamos para o exame que definiria a suspeita do medico. Diagnosticada segui com tratamento farmacológico, alem da reabilitação vestibular e perguntei se tinha algo mais que pudesse me ajudar a controlar as crises, sugeriu a acupuntura. Comecei com  as sessões e o resultado foi imediato, fiquei maravilhada.  Depois disso passei a fazer sessões regularmente para tal.

Na gravidez continuei a fazendo acupuntura também e a usamos para ajudar no processo de indução e rapidamente meu corpo respondeu, fiz a sessão na segunda a tarde e na mesma madrugada a bolsa rompeu e parto transcorreu. Ainda quando estava internada tive uma crise seria de torcicolo e chamamos acupunturista no hospital e fizemos lá aplicação, no outro dia não tinha nem sinal da dor que tivera há dois dias.  E agora no tratamento da depressão pós parto também foi peça fundamental para minha melhora, alem da dor nas costas que também estou tratando.

Hoje quando não consigo ir, parece que falta algo naquela semana. E todas as vezes que me senti mal por qualquer motivo e vou a sessão volto para casa renovada. Minha sensação que quando vai chegando o fim da semana, a pilha vai acabando e acupuntura tem o poder recarregá-la. Hoje falei para o meu medico, o quanto me faz bem e quanto confio no seu “timing” , então brinquei com ele dizendo que é tão bom que me faz acordar cedo aos sábados e sair de casa para tomar agulhadas, ele riu e disse que deveria ser mesmo.

Eu tenho um caso de amor com minhas agulhinhas, na semana passada, estava cansada do rojão da semana e até chorei por isso e depois que sai de lá, toda a minha alegria voltou consegui seguir a semana com tranqüilidade.

Eu sou tipo de pessoa que só tomo remédio em ultima instancia, sempre optando pelos caminhos alternativos para melhorar de uma gripe ou dor de cabeça. E descobri na acupuntura o melhor caminho alternativo para tudo, pois a medicina chinesa acredita que somos feitos de energia e quando sentimos algo é porque esta energia está  “desorganizada” e as poderosas agulhinhas colocadas no lugar certo tem esse poder organizador.  


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Como escolher o pediatra



Escolher pediatra que cuidará do seu filhote é algo meio complicado porque depende do que você deseja e quer que as coisas sejam conduzidas. Por experiência própria sei o quão é difícil chegar a um consenso de várias variáveis: o que pode pagar; condução das situações sendo extremas ou não; a disponibilidade dele com relação a família e todo o entorno de convivência do pequeno.

A pediatra de Pedro foi indicação da minha obstetra para equipe do parto, como estávamos sem grana para bancar, pois era opcional. Pois alem de ser pediatra também é neonatalogista (especialização em atenção aos recém nascidos) .

Passamos por vários pediatras e até que marcamos uma  consulta com Vânia, nossa pedimusa. Sai de lá apaixonada por ela, porque a linha dela respeita a criança e todo seu desenvolvimento para que aconteça de forma natural com a interferência mínima do profissional. Eu, particularmente, acho que devemos dar mínimo de remédio para uma criança e tentar resolver de outras formas algo como resfriado, tosse etc. Doenças que podem acometer um bebê no seu primeiro ano de vida, soluções caseiras podem ser a melhor opção antes de partimos para uma medicação pesada. Todas as vezes que precisei dar antibiótico para Pedro em casos extremos, quando teve bronquiolite.

Lembro quando ainda tinha três para quatro meses de vida e ele ficou sete dias sem fazer coco.  Sempre soube que esse tempo era um tempo normal e poderia acontecer, pois, como seu alimento principal era o leite materno e meu organismo fabrica sob demanda: as vezes mais gorduroso para suprir a fome ou mais aguado para matar a sede ou com mais anticorpos em caso de alguma intempérie do corpo. Não achei que esse dia chegaria: um, dois , três dias e chegamos ao sétimo dia. Mandei uma mensagem para Vânia falando do ocorrido e ela sugeriu o uso de supositório ( eu acho uma violência o uso,introduzir um corpo estranho pelo bumbum da criança, até usaria mas em ultima instância) , perguntei se tinha outra opção , então me falou da água com ameixa. Assim fiz a água com ameixa e dei para ele e horas depois fez aquele mundo de coco.  E outras situações desse porte onde pude usar soluções caseiras que resolveriam e não se fazia necessário o uso de corticóides e outros meios que acho pesado dar para uma criança/bebe.

Em termos práticos minhas dicas são:

- Disponibilidade do medico para o que precisar ( no mundo de hoje, se na primeira consulta o profissional não te der o numero do celular, já desconfio do seu comprometimento com o paciente e mesmo nas férias ter alguém de referencia) ;

- Pensar parecido com o que quer ou deseja para o seu pequeno;

-  Empatia com o seu pequeno e a família durante as consultas.

Durante o meu tratamento da depressão pós parto, em primeiro lugar Vânia sempre me perguntou como eu estava. Acho que quem escolhe a pediatria como especialidade medica, tem que também olhar o entorno da criança, porque afinal, uma criança é criada pela comunidade cuja a qual está inserida. E se todos estão bem, a criança também estará bem.

Foi por todos esses motivos que escolhemos a Vânia para cuidar de nós.



domingo, 19 de novembro de 2017

Para vovô Walter







Oi Vô,
Hoje é seu aniversário e você também já partiu para morar num lugar bonito. Daqui dez dias completam oito anos da sua partida. Tenho tantas saudades sua.

Alem de ser meu vô também era meu padrinho de batismo. Sempre admirei sua inteligência, tenho várias lembranças felizes de você, mas tem três que me marcaram bastante e ao falar da sua pessoa elas vem instantaneamente: você sentado na sala da casa da rua Hawai fazendo as suas cruzadinhas do Estadão  (jornal Estado de S. Paulo o qual assinou por muitos anos ) ou lendo-o, tirando seu cochilo no sofá da sala logo após o almoço ou ouvindo jazz , fumando seu cigarro e bebendo seu whisque. Essas as principais, mas outras são tão presentes quanto, viajando para Ubatuba e nas paradas no meio do caminho e que você me ensinou a ler as placas de transito, das perguntas inteligentes durante o almoço e todo seu dicionário mental das palavras em tupi.  Lembro de um dia em que perguntou para Naia como se chamava a pessoa que nascia em Três corações – MG, e ela prontamente respondeu que era uma pessoa cardíaca. E é claro caímos todos na gargalhada e você engasgou de tanto rir e depois explicou a composição da palavra, tricordiano: TRI – referente ao numero três; CORDIANO – do latim coração. Dessas conversas surgiu o meu interesse pela língua portuguesa e outros assuntos também.

Sobre jazz, sabia muito. Apenas de ouvir qualquer musica sabia de quem era, em que ano foi composta a  historia do compositor. Etc, etc.

Quando queria calcular sua idade, bastava somar sessenta a minha idade e pronto sabia quantos anos você tinha. Sabia fazer essa conta  porque quando eu nasci , você tinha acabado de completar sessenta anos. Hoje se tivesse vivo completaria noventa e três anos.

São lembranças doces e me acalentam quando me lembro de ti. Lamento muito não poder conviver mais. Mas tudo é do jeito que precisa ser.

Depois quando foi morar no apartamento da rua Pará, ainda podemos nos ver um pouco e logo depois você partiu para o lugar bonito.

Feliz coincidência, os dois avôs que pude conviver nasceram no mês de novembro e também as duas avós nasceram em dezembro.

Espero que esteja bem onde estiver, te prometo que aqui tudo se ajeitará. Faz parte do nosso crescimento, passarmos  pelo que estamos passando.

Gostaria de ter compartilhado muitas coisa com você e que estivesse vivo para conhecer o seu bisneto.  Não conheceu aqui na terra mas, deve ter conhecido ai no lugar bonito onde está.

Beijos saudosos e até um dia