Escolher
pediatra que cuidará do seu filhote é algo meio complicado porque depende do
que você deseja e quer que as coisas sejam conduzidas. Por experiência própria
sei o quão é difícil chegar a um consenso de várias variáveis: o que pode
pagar; condução das situações sendo extremas ou não; a disponibilidade dele com
relação a família e todo o entorno de convivência do pequeno.
A
pediatra de Pedro foi indicação da minha obstetra para equipe do parto, como
estávamos sem grana para bancar, pois era opcional. Pois alem de ser pediatra
também é neonatalogista (especialização
em atenção aos recém nascidos) .
Passamos
por vários pediatras e até que marcamos uma
consulta com Vânia, nossa pedimusa. Sai de lá apaixonada por ela, porque
a linha dela respeita a criança e todo seu desenvolvimento para que aconteça de
forma natural com a interferência mínima do profissional. Eu, particularmente,
acho que devemos dar mínimo de remédio para uma criança e tentar resolver de
outras formas algo como resfriado, tosse etc. Doenças que podem acometer um
bebê no seu primeiro ano de vida, soluções caseiras podem ser a melhor opção
antes de partimos para uma medicação pesada. Todas as vezes que precisei dar
antibiótico para Pedro em casos extremos, quando teve bronquiolite.
Lembro
quando ainda tinha três para quatro meses de vida e ele ficou sete dias sem
fazer coco. Sempre soube que esse tempo
era um tempo normal e poderia acontecer, pois, como seu alimento principal era
o leite materno e meu organismo fabrica sob demanda: as vezes mais gorduroso
para suprir a fome ou mais aguado para matar a sede ou com mais anticorpos em
caso de alguma intempérie do corpo. Não achei que esse dia chegaria: um, dois ,
três dias e chegamos ao sétimo dia. Mandei uma mensagem para Vânia falando do
ocorrido e ela sugeriu o uso de supositório ( eu acho uma violência o uso,introduzir
um corpo estranho pelo bumbum da criança, até usaria mas em ultima instância) ,
perguntei se tinha outra opção , então me falou da água com ameixa. Assim fiz a
água com ameixa e dei para ele e horas depois fez aquele mundo de coco. E outras situações desse porte onde pude usar
soluções caseiras que resolveriam e não se fazia necessário o uso de corticóides
e outros meios que acho pesado dar para uma criança/bebe.
Em
termos práticos minhas dicas são:
-
Disponibilidade do medico para o que precisar ( no mundo de hoje, se na
primeira consulta o profissional não te der o numero do celular, já desconfio
do seu comprometimento com o paciente e mesmo nas férias ter alguém de
referencia) ;
-
Pensar parecido com o que quer ou deseja para o seu pequeno;
- Empatia com o seu pequeno e a família durante
as consultas.
Durante
o meu tratamento da depressão pós parto, em primeiro lugar Vânia sempre me
perguntou como eu estava. Acho que quem escolhe a pediatria como especialidade
medica, tem que também olhar o entorno da criança, porque afinal, uma criança é
criada pela comunidade cuja a qual está inserida. E se todos estão bem, a
criança também estará bem.
Foi
por todos esses motivos que escolhemos a Vânia para cuidar de nós.

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