terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A maternidade e o pré-conceito.



Quando tinha 8 para 9 anos ganhei de presente um livro chamado- Ami , o menino das estrelas. A estória conta o encontro de um menino que mora nas estrelas e Pedrinho , um terrícula (termo usado pelo autor para chamar os habitantes da terra). E no desenrolar da estória eles saem para passear na nave espacial do Ami e no meio disto, conversam sobre vários assuntos. Ate que o Pedrinho volta para casa e o Ami retorna para seu planeta. A estória é bem construída e divertida  e foi muito marcante, tanto que até hoje me lembro de uma das suas passagens. Onde eles conversam sobre a questão do pré-conceito. Quando você separa a palavra pré-conceito, percebemos que o prefixo “pré” tem como juízo de valor equivalente antes e “conceito” é aquilo que é concebido  no pensamento sobre algo ou alguém. Então juntando as duas palavras tem o sentido de pensamento concebido antes de conhecer algo ou alguém. Ao compreender isto aos nove anos de idade  enxerguei o quanto é prejudicial para nossa vida. Mas Maní, o que isso tem a ver com a maternidade ?!
TUDO !!!
Nesses quase dez meses de mãe e vivendo-a de forma visceral constatei que esses pré-conceitos que temos antes de viver qualquer situação são castelos desabam num piscar dos olhos. Sabe aquela máxima que diz nunca diga nunca, então na maternidade é assim.

Ainda na gravidez, me prometi váááárias coisas que meu filho não ia fazer isso ou aquilo que não ia dormi na minha cama, etc. Pois é, paguei minha língua bem bonita. AHH ilusão, tadinha  achou que era uma super mulher, não você é uma mãe real e possível dentro do seu quadrado. Isto posto, e voltando ao livro do Ami, me despi de todo esse pré-conceito  quando mergulhei de cabeça na vida de mãe e a cada dia vejo o quanto é importante vivermos dentro do que é real e possível . Se permita sentir como as coisas irão caminhar e se não der certo refaça os planos. Não tem problema. Sem pré-conceitos com a vida porque como disse o genial Caetano Veloso “cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é...”.Eu construí um pré-conceito que teria uma vida toda organizada que Peu ia dormir a noite toda, comer e mamar bem(só a parte de mamar deu certo até agora, kkk ), e um monte de coisas que idealizei.  Poucas coisas estão organizadas, outras irão entrar no eixo daqui um tempo. A duras penas vou aprendendo a tirar os conceitos feitos antes da minha vida e vivendo do jeito que dá. Eu pude até agora me dedicar integralmente ao oficio de mãe. Não quero pensar quando voltar a trabalhar, vou simplesmente navegando nesse mar da vida. 

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