Durante
a gravidez li alguns livros bem interessantes e outros que achei um lixo. E
pesquisando sobre maternidade, descobri o livro – a maternidade e o encontro da
própria sombra da psicóloga Laura Gutman. Eu sempre soube que queria criar meu
filho de forma equilibrada, nem tão preso e nem tão liberto, de forma que
pudesse ser dono das suas decisões na vida e poder arcar com essas escolhas na
vida. Procurei muito este livro mas não consegui comprar porque estava esgotado , e depois consegui a
sua versão em pdf mas que estava incompleta. Mesmo assim valeu muito essa
primeira leitura. E perto do natal consegui comprar o meu exemplar, e estou
relendo.
Laura
fala que o encontro da própria sombra é materializada no bebe que nasceu, ou
seja , ele revela os seus medos mais íntimos. É bastante interessante como ela descreve a
díade mamãe-bebe e que a fusão emocional se estende até 2 anos de idade da
criança. A importância de viver o parto na sua plenitude e o que esse momento é
uma transição importante da vida da mãe. E eu pude viver esse momento no ultimo
mês da gravidez onde fiquei bem recolhida, eu não tinha vontade de sair de casa
ou falar com qualquer pessoa( perdi as contas de quantas vezes deixei meu
celular tocar e mentir dizendo que estava ocupada e não podia atender ), até
mesmo ia dormir mais tarde que meu marido para ter um momento só meu – eu e eu
– foi importante pois assim pude reencontrar minha sombra e chorar libertando
todos meu medos e anseios daquele novo momento que viveria depois do parto. O
meu parto em si foi muito rápido, mas eu entrei nesse processo quinze dias
antes e hoje valorizo ter me permitido viver tudo que vivi. O apoio da doula e da minha medica foram cruciais para me permitir. Querendo ou não nosso filho
projeta para nós todos nossos anseios na suas atitudes mesmo que de forma
involuntária. Foi libertador saber que existe uma maternidade real. O livro ainda
traz á tona várias nuances da maternidade como a amamentação e todas suas
dúvidas e porque algumas mulheres conseguem amamentar por tanto tempo e outras
não. A função paterna no processo, porque algumas crianças ficam mais doentes e
a relação que tem com realidade emocional da mãe. Todas as possíveis
contradições que coexistem dentro desses dois seres fusionados. E a vida é um
eterno tirar e colocar as coisas da mochila da vida, o porque do puerpério e
também o parto como processo espiritual.
Depressão pós parto, baby blues e outras intempéries que podem
acontecer.
Se
alguém me perguntar qual livro uma recém gestante deveria ler, sem sombra de
dúvida o indicaria(não resisti ao trocadilho , hahaha).
Amei
tanto quando li na primeira vez que quis tê-lo na minha biblioteca particular. E
o lerei sempre que sentir vontade de tirar qualquer dúvida. E no mais , a maternidade é igual a voar só aprendemos
praticando.

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