domingo, 29 de outubro de 2017

Escrever, te amo !!


Ahhh escrever, nunca imaginei que gostaria tanto disso. Lembro que na adolescência era algo sofrido para mim, fazer redação para vestibular?! Era meu maior medo de me ferrar e nunca conseguir passar na tal prova da UFBA- universidade cuja qual me formei em Biblioteconomia e Documentação, meu maior orgulho, um dos vestibulares mais difíceis. Estudei com os melhores professores de redação em Salvador e sempre me sentia de mediana para péssima. Imaginar que teria um blog era algo muito distante, e hoje estou aqui contando para vocês como foi esse meu aprendizado. E desde então me apaixonei por esse habito, gostaria de conseguir escrever mais e mais, na reta final da gravidez no meio da minha angustia/ansiedade da espera de Pedro resolver nascer, escrevi uma carta para meu pequeno contando como foi a nossa aventura até chegarmos áquele dia. Foi libertador!! Ali percebi o quanto gostava disto.
Lembro que na faculdade, me virava para fazer os trabalhos e quando chegou na época do TCC (trabalho de conclusão de curso), eu surtei porque não sabia como fazer aquilo, mas minha orientadora me ajudou muito. Meu TCC foi escrito a quatro mãos e quanto sou grata a ela por isso, porque não queria orientar ninguém,  eu insisti (percebeu meu desespero do momento porque a outra professora que poderia me orientar, recusou ) e ela me aceitou como única orientanda dela naquele semestre. Na época repensei muito a questão de fazer uma pós graduação pelo medo de escrever. Passei por dias terríveis de sofrimento e angustia por achar que não daria conta. Ate que um dia, resolvi que precisava resolver essa minha questão. Como ponto de partida, deliberei que leria muito para formar o meu eu escritor. Não queria que fosse um sofrimento, foi uma diversão passar por esse processo. Sempre fui a rainha dos textões de amor no facebook(leia-se datas comemorativas), mas para escrever sobre algo diferente travava tudo. No ensino médio cheguei a escrever poesias, mas não vingou depois disso. E até hoje existem textos que não gosto muito depois escrever,  releio, reescrevo o que não gosto.
Meu marido diz que escrevo muito bem, mas eu tenho minhas duvidas, hahahaha. A inspiração vem como um rompante  ou vai nascendo aos poucos o texto e vou guardando na memória até que um dia consigo colocar em palavras. Geralmente, eu gosto de ouvir musica enquanto escrevo, agora escuto o CD Novena de Djavan pelo youtube. Eu consigo me concentrar melhor ao escutar musicas, estranho né?!  Mas para mim super funciona, é como se o mundo ao meu redor não existisse e a concentração é muito melhor. Aliás, eu amo ouvir musica para fazer qualquer coisa, fico imaginando como deve ser a rotina dos escritores de novela e quão deve ser insano escrever quase que um livro de duzentas paginas por dia. Alem disso, todo o processo criativo para que tudo tome forma. Quando era pequena dizia que queria ser pensadora e mal  sabia eu o quanto é difícil chegar a esse patamar, eu almejo  ser pesquisadora dentro da universidade onde tiver dando aula e gerar conhecimento, por enquanto estou no estagio inicial gerando conteúdo para vocês. É uma alegria, gostaria muito de escrever todos os dias e o blog ter aventuras todos os dias, mas para isso preciso me organizar e compreender melhor esse novo mundo chamado – Maternidade. Apesar de um ano e sete meses ou se considerar o tempo da gravidez, perfazendo quase dois anos, sei muito pouco.
Eu não sei se já contei para vocês, mas esse blog nasceu  como remédio para minha Depressão pós parto. E hoje as vésperas de completar o seu primeiro ano de vida, ainda me questiono sobre o que é essa tal  maternidade, acho que só entenderei quando Pedro tiver uns 50 anos, hahahaha!!
É um processo muito louco, mas aos trancos e barrancos vamos aprendendo e amando todos os dias essa aventura.
Escrever é libertador!!
É vida que se renova, quando algo parece efêmero!!
É algo que não se explica, apenas aprende-se a amar.
Espero escrever muito para vocês e quem sabe escrever um livro, um desejo, mas como não é controlado por mim, apenas semeio para quem sabe lá na frente esse fruto possa florescer.



  

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Para meu anjo da guarda - Mari, tia Doula





O  meu parto foi muito mais feliz porque eu tive um anjo da guarda chamado Mari, ou tia Doula. Quando planejei o meu parto, queria muito uma doula, mas financeiramente não era viável, era um custo que não podíamos assumir por conta das outras despesas do parto em si. Ate que a minha obestetriz (já estava com quase 36 semanas de gestação), me perguntou se eu queria uma doula voluntária que estava começando a trabalhar na área. Então, disse que topava pelo menos uma primeira conversa para  conhece-la e se rolasse a empatia cuidaria de mim no momento mais sublime da minha vida.
Nos  encontramos numa lanchonete perto da sua casa e conversamos por quase duas horas, e ali senti que era ela que  zelaria por mim. Nesse curto espaço de tempo até o parto conseguimos aprofundar bem a relação.
No dia do nascimento de Pedro (29/03/2016),  avisei logo para ela quando a bolsa rompeu e em seguida para minha médica Dra Ana,simplesmente Ana, fui ao seu consultório porque eu tinha uma consulta marcada neste dia e por insistência do meu anjo da guarda. Ainda na sala de pré parto, conversei bastante com Mari por mensagem, pois não sabíamos quanto tempo poderia durar o parto e ela precisava estar descansada para estar bem cuidar de mim.  Nessa, quase ela não chega a tempo porque meu trabalho de parto evolui muito rápido. E quando estava já na sala de parto mesmo, e antes de ir para banqueta de parto ela chegou e me abraçou forte, e eu disse para que ela, agora Pedro pode nascer!! (eu não me lembro de ter dito isso, mas como ela existe, acredito!! ) foi tudo tão rápido, mas o que eu jamais esqueci foi o seu abraço apertado ao chegar, e hoje fico emocionada ao lembrar
 ( nem preciso dizer que ao escrever, estou quase chorando).

Mari, você cuidou de mim e de Joel com um amor e dedicação que eu nunca tinha visto na vida. Nunca imaginei que teria alguém com como você para cuidar de nós desse jeito. Um presente enorme que vida me deu, mesmo quando estava na UTI, você fugiu da sua aula para me ver, e isso não tem preço. Se pudesse, reviver a experiência do parto, não teria a duvida que você estaria comigo novamente. Por mais que te agradeça com palavras e amor retribuído, ainda é pouco por tudo que fizeste por nós. Eu não tive só uma doula para auxiliar no parto, eu tive um anjo da guarda  que agora é uma super amiga-irmã. Que me conhece de uma maneira, talvez, melhor que minhas irmãs.
Um ano e meio de amizade mais ou menos, e parece que tem mil anos que nos conhecemos. Acredite, tudo que eu puder e não puder farei por você.

Ao pensar em ter uma doula no parto, não imaginei a diferença que faria na minha vida antes, durante e depois porque o laço não tem como se desfazer. E hoje sei o quanto é importante uma companhia para atravessar o mar chamado parto, tudo é mais suave quando se tem uma doula por perto.
Meu amor e toda a minha gratidão por simplesmente existir na minha vida.



quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Sobre ter coragem






“ Você  pode pensar : ‘mas eu tenho medo’. Ora, todo mundo tem medo. Alguns têm medo da vida, outros de viver. Tome  cuidado com o medo que você alimenta porque ele pode aprisiona-lo, e esse é o pior cárcere que existe no mundo. É uma prisão sem celas, sem muros e sem guardas, de onde é difícil escapar porque é uma prisão interior, da qual só você pode a saída. A chave para essa libertação é a coragem. Mas a coragem não é ausência de medo. Ter coragem é ter consciência  do tamanho do desafio e estar disposto a caminhar nessa direção. Isso significa que você é capaz de superar essa limitação e com isso realizar o que dita sua consciência. O  sentimento é um sentimento em certa medida positivo, porque protege você de situações de risco. Mas o medo 
desmedido pode paralisar. Você precisa controlar o medo em vez de ser controlado por ele. ” (Cavalcante, p. 33-34, grifo nosso)


Quando eu li  o trecho acima, mexeu bastante comigo, e me fez refletir sobre o ultimo ano e meio e como tudo aconteceu. Foi um aprendizado enorme, eu sempre disse que não tinha medo do parto e tudo que pudesse acontecer depois, e isso foi minha mola propulsora de vida para seguir em frente. E me dei conta do quando eu sou corajosa e não sabia disso, detesto auto elogio mas nesse momento estou precisando dizer para mim mesma para que eu seja mais forte do que eu sou, uma vez uma amiga me disse que por muito pouco do que eu passei, pessoas se entregaram de alguma forma, e eu aqui aprendi a resistir e me fortalecer ainda  mais com as adversidades que aparecem. De todas as porradas que tomei da vida ( prefiro chamar de pausa para pensar!!), nenhuma foi maior que do parto, entretanto com todas elas sempre tentei olhar de maneira positiva o que bom ela poderia trazer de aprendizado. O meu japinha da parede, Mokiti Okada (fundador da Igreja Messianica, jeito carinhoso que minha irmã se referiu a ele e eu adotei) dizia que quando a crise deixa de ser crise, quando ela abre o caminho para o progresso. E muitas vezes, me pautei nesta frase para conseguir seguir em frente e entender que precisava compreender o que a vida estava me mostrando. E o mais engraçado de tudo, é o titulo do livro do trecho supracitado é “ O que realmente importa?” e quando eu comprei esse livro no meu aniversario deste ano, comprei simplesmente  pelo titulo e sem nem olhar o seu conteúdo  e num momento de auto reflexão, alias esse ano todo foi de auto reflexão, e embora os compre os livros num momento, não necessariamente os leio imediatamente, ainda tenho livros que não os leio e já faz algum tempo. E, na medida em que sinto vontade, os leio, casando de alguma forma ou universo conspirando a favor para que chegue o que eu preciso saber. Eu não posso reclamar de maneira nenhuma da vida, porque tudo que precisei não me faltou, mesmo nos momentos mais difíceis quando mal tinha o que comer. A coragem e o amor generoso são minha marca no universo, quando minha segunda irmã passou pelo seu processo de purificação aos dezesseis anos de idade, e minha outra irmã engravidou aos dezessete, eu pressenti que algo muito grave aconteceria comigo, apenas um sentimento, ignorei veemente. Segui a vida  normalmente, mas esse sentimento sempre me incomodou de alguma forma lá no fundinho da alma. Achei que fosse perder meu bebe, logo depois de engravidar, mas depois passou os três primeiros meses eu sosseguei e segui. Ou pelo menos tentei, a gravidez transcorreu tranquilamente e no parto veio a grande surpresa. Hoje, olhando para trás o medo quase me fez sucumbir, mas a coragem foi maior me fez seguir. E meu pergunto o que realmente importa para mim hoje. E eu sigo com a resposta, acalmando meu coração.  Costumo dizer que depois do parto, tudo me parece fácil ou não tão parece  complicado como as pessoas pintam. A vida é linda e gostosa, outro dia vi, não lembro exatamente como era, mas a mensagem dizia que Acorde ou a cor de  vida e qual  cor que você quer dar para aquele dia. Bonito, né ?!


Então qual a cor do seu dia ?!   

Referencia do livro : 
CAVALCANTE, Anderson. O que realmente importa ? São Paulo: Buzz Editora, 2017 . 160p. 

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Estou viva, porem cansada!!



Tantas coisas aconteceram nesses últimos dias, que nem consegui parar para escrever. A vida realmente é um presente. Primeira novidade muito boa a contar é que oficialmente estou curada da minha depressão pós parto, com direito a alta com louvor pela minha querida médica, Dra Cintia. Passaram quinze dias da nossa consulta !!

Pedro está ótimo, crescendo lindo e esperto, está aprendendo a se comunicar conosco.
É muito rico esse aprendizado.

De quarta feira para cá foi um verdadeiro caos, eu vinha num ritmo meio frenético, para me dar um freio a labirintite me atacou.  E como se algo me dissesse:
-  Peraeee você não precisa ir num ritmo tão acelerado, tudo acontecerá no momento certo!!
Eu me dei metas muito agressivas, de emagrecer 8kg em um mês, não consegui , foram 4 kg. caminhar todos os dias, consegui por quase duas semanas. Nas duas ultimas, com a labirintite atacada não sai de casa praticamente. Enfim, e no meio dessa crise, me senti um pouco abandonada,um sentimento horrível. E ai me lembrei do plantão psicológico acontece todas as segundas feiras lá na Lumos  (casa de acolhimento para os pais e mães antes, durante e depois do parto, idealizada pela Pedimusa de Pedro), acordei cedo e fui, como foi  bom ter ido, a Juliana (psicóloga) parece com Marcela (minha amada psicóloga), sutil e certeira nos seus comentários, e eu sai de lá leve. E mais do que tudo, o meu maior cansaço é não ter uma rede de apoio efetiva, hoje praticamente só eu e o pai para cuidarmos de Pedro. Isso acaba desgastando muito, o casamento, a vida. Acho que esse é ponto chave para que minha vida seja suave. Porque a maternidade é insana, e necessita ser graciosa.
O que eu aprendi com tudo isso?!

Devagar se vai longe, eu posso chegar a qualquer lugar basta querer.

Consegui essa semana, organizar minha rotina, separando tudo que precisa ser feito a cada dia e o que precisa ser feito diariamente para que a vida siga harmoniosamente. Afinal de contas, apesar de insana a maternidade precisa de um pouco de sanidade. E aos poucos vou voltarei a ter minha vida de volta, eu me sinto plena e vazia ao mesmo tempo. Eu escolhi a maternidade e como já disse em outros textos, não me arrependo e nenhum momento dela, e tenho certeza que ela e a minha não mãe de Pedro podem coexistir. E como disse Juliana, estou em processo de desfusionamento(separação emocional da mãe e do bebe) é necessário para mim que isso aconteça nesse momento. Eu não batalhei o tanto que eu batalhei para pendurar meu diploma na parede, eu quero muito lecionar em universidade, estou me preparando para tal . 

Prometo não abandonar vocês mais. Eu realmente precisava desse tempo de reflexão.


Estou viva e muito feliz com vários projetos em andamento. 


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Não faça dos outros a sua lata de lixo




Hoje presenciei um cena um pouco desagradável, não sei se deveria falar dela e deixar ressoar algo chato, entretanto como gostaria de falar sobre algo maior, vou usar o fato apenas como exemplo.
Acordei com meu despertador mirim as 7 e pouca da manha como de costume, meu marido também e seguimos o dia. Quando deu oito horas da manhã, resolvi que queria ir ao Johrei Center para participar do culto matinal e aproveitar para caminhar um pouco, alem de tirar Pedro de casa um pouco. Quase tudo deu certo, não cheguei a tempo de assistir a oração, tudo bem. Ao chegar à unidade fui recepcionada por uma senhora que mal me deu um bom dia, perguntou se eu ia guardar alguma coisa na sala embaixo, respondi-lhe que apenas deixaria o carrinho da criança lá, imediatamente falou que era para procurar fulana para que ela me ministrasse Johrei. Agradeci e subi, fiz minha oração e depois a fulana veio a nave me pergunto-me se queria Johrei, respondi que sim e de um jeito capenga, consegui receber. A senhora que me abordara anteriormente, ficou incomodada com a presença de Pedro, porque como uma criança normal quis explorar o local e acabou desarrumando os DVDs que estavam na nave. E de forma meio grosseira, perguntou-me se Pedro não ficaria no meu colo para receber johrei também, educadamente respondi que ele não ficaria porque ele não gosta muito de colo. E por ultimo quando estava de saída, meio que ordenando pediu para assinar o livro de presença. Confesso que tive vontade imediata de ir embora do local e assim o fiz. Já  á noite, encontrei com minha ministra e contei-lhe o ocorrido, e não fez cara de surpresa, pois já tinha recebido algumas reclamações sobre o comportamento da senhora em questão. 

E porque quis contar este ocorrido, para dizer que ninguém tem a ver com seus problemas, se você não está feliz com algo ou alguém resolva com os envolvidos. Deixem os outros de fora, se eu tiver brava ou de mau humor com alguém, nunca vocês me verão descontando em nada. Eu aprendi duas coisas com as pessoas mais importantes da minha vida – minha mãe e meu marido. Cresci com minha mãe me dizendo que ninguém é lata de lixo do outro e se tem algo te incomoda, procure uma maneira de solucionar o seu problema, seja na terapia, na sessão espírita, não importa. Mas que seja resolvido de maneira que não afete as outras  pessoas  que não tenha envolvimento com isso, deixei-as livres dos seus dissabores. Já meu marido sempre me disse: Ema, ema cada um com seus problemas e a vida continua.

O que eu quero dizer com tudo isso, por todos os problemas que nós temos nunca isso dará o direito a ninguém destratar qualquer ser humano.  Por maior que seja o sofrimento da pessoa.

A exemplo disso, passei o fim de semana todo de mau humor, em nenhum momento destratei meu filho ou o marido. Aprendi a reconhecer e me recolher no momento certo. Na sessão passada da terapia, a psicóloga até me elogiou por ser uma pessoa otimista com a vida e depois da porrada do parto aprendi a lidar melhor com meus sentimentos e mesmo quando ainda estava na merda total sem saber que estava deprimida, tentei  ser o mais suave possível com as pessoas e mesmo no hospital quando ainda estava internada, completamente dependente, mesmo que meio  “fake” sorrir para as pessoas como forma de agradecer tudo que fizeram por mim. Eu tinha todos os motivos para ser uma pessoa frustrada por vários motivos, mas tenho a certeza  que os problemas são ferramentas que nos é  dada para seguir em frente e aprender com eles e assim saímos do nosso lugar comum e crescemos e tornamos forte .Como disse acima, todos nós temos algum dissabor com a vida, e porque temos de fazer as pessoas que nos rodeiam de nossa lata de lixo?!  Para mim, a maior frustração do parto é não poder parir novamente. Mas isso não me dá um milímetro de permissão de sair chutando as pessoas por conta disso, aprendi e estou aprendendo a lidar com isso.

É isso, fica o alerta. Não faça os outros a sua lata de lixo, espalhe amor que tudo se renova na nossa vida !!    


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Para minhas irmãs e o meu irmão com acuçar e afeto



Taili, Naia, Clara e Alice, minhas irmãs. O que dizer delas, só posso dizer que as amo de uma maneira inimaginável, cada uma exatamente como é. Vocês são o meio esteio e o melhor presente que a vida me deu.

Taili, a que me deu o posto de irmã mais velha. Virginiana e super cricri com varias coisas, venceu um grande desafio  na vida quando tinha apenas 16 anos de idade. Depois deste desafio, resolveu voltar a morar em São Paulo e como te fez bem ter partido para batalhar  seus sonhos, e nós podemos ter uma convivência maior depois eu também voltei a morar aqui em São Paulo, ao longo desses quase três que estou aqui, passei admira-la ainda mais mesmo com  todo o seu jeito virginiano de ser, é chata em alguns momentos, mas tem o seu encanto.

Naia, minha Naia. O quanto você me desafiou naquelas brigas horríveis que tivemos, obrigada  por me tirar do lugar comum, hoje lembro com gratidão por tudo que me disse, foram duras as palavras, mas que bom pude ter essa ferramenta para o meu crescimento. Mãe dos meus sobrinhos lindos, meu arteiro Diogo e da minha princesa Aurora. Diogo foi/é o meu bonequinho e cuidei muito como se fosse um filho, para que você, minha doce Naia ganhasse o mundo. Meu laço de fita Aurora, titia ta doida para te pegar no colo e te dar banho de chuveiro e te encher de beijos. Nunca vou me esquecer naquele ano em que fizemos vestibular juntas e que você não passou e eu sim e comemorou como se você tivesse passado. É bem verdade que gostamos de coisas bem diferentes, mas, nos entendemos pelo olhar. Seja feliz e realize todos os seus sonhos. Ahh obrigada pelo cunhado/compadre maravilhoso que me deste de presente.

Clarinha, minha bonequinha. Minha filha mais velha. Quantas vezes fui te buscar e/ou levar na escola, tão bom poder compartilhar coisas com você, apesar de ser muito mais nova que eu de uma inteligência e uma doçura sem fim, sempre me surpreende com suas sacadas geniais. Leu Kakfta muito antes de mim, quanto orgulho tenho de você !!

Alice, minha Axixe. A raspa do tacho. Minha pequena tenho pouco a dizer sobre você, mas tenha certeza que mesmo distante, estou aqui torcendo por você, pedindo a Deus que você seja sempre essa doçura que é.   

Mas como a vida é muito generosa comigo, alem disso me deu mais dois irmãos por parte da irmã. Deixa eu explicar, parece confuso mas não é. Primeiro apresento-lhe: Nara e Gabriel são filhos de uma amiga de infância da minha mãe, e quando o destino achou prudente, minha mãe teve com o pai dos meninos a minha primeira caçulinha a Clara. Antes dela nascer, já considerávamos irmãos e assim nossa pequena selou uma irmandade que já existia.

 Nara nasceu entre Taili e Naia. Olá enfermeira!!! Mãe do meu Teozinho. Saudades das nossas bricandeiras, das roupas trocada no gato mia, dos ensaios dos Saltimbancos em Arembepe, das idas para o rio e todas as brincadeiras que compartilhamos durante a nossa infância, Te Amo minha irmã 2,5!!

Gabriel, meu irmão mais novo que eu treze dias. Quantas vezes usufrui dessa pequena vantagem?! Milhares de vezes, obrigada por ser um irmãozão. Sempre disponível para nós, sinceramente não sei como você agüenta tanto papo calcinha? Das nossas pertubações no gato mia em que trocávamos de roupa ou miávamos no lugar da outra para você não adivinhar quem tinha pegado, fora as armadilhas de pente e escova ou a guerra de travesseiros.

Eu sou feliz demais por tê-los na minha vida, não me imagino nessa vida sem vocês. Ter vocês é  minha ligação com mundo quando nossos pais não estiver mais aqui entre nós.

Um presente enorme da vida!!

Obrigada, por simplesmente existir!!

Te amo vocês !! 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Retrospectiva parte 1




Normalmente, escreve-se retrospectivas no fim do ano. Mas hoje me dei conta que muita coisa mudou em menos de um ano, 10 meses na verdade.

Ando tão feliz e grata por ter a vida que eu tenho. Há um ano, tinha acabado de descobrir que precisava de ajuda, Depressão pós parto, estava bem desorientada e com uma pessoinha para cuidar e sem a menor perspectiva o que queria dali em diante. Hoje tenho definido tudo que desejo fazer, um plano traçado, precisa de alguns ajustes como tudo na vida, entretanto, acontecerá conforme Deus quiser. Hoje tenho orgulho e prazer em viver!!

Meus sonhos e desejos estão entregues a Deus.  Como comentei em outro post, desejo ser professora e para isso preciso estudar bastante, fazer mestrado e doutorado. Já comecei me preparar para prova USP no ano que vem, fazendo aula de inglês particular, lendo aos poucos coisas que podem me interessar para o meu pré-projeto. Consegui ir a dois seminários para ter currículo lattes descente, porque é parte do processo seletivo. É uma tarefa árdua, porém, não tenho medo de desafios, pois, depois de encarar o parto, qualquer coisa me parece fácil.

Semana passada, comecei um processo de coaching de emagrecimento, e de lá para cá a vida deu uma guinada absurda. Tanto minha relação com a comida quantos com as pessoas mudou, fiquei mais serena e consegui fazer alguns jejuns e dieta low carb e em cinco dias, emagreci  um quilo em meio( minha meta é chegar em dezembro com 64kg). Cuidando mais de mim- fazendo acupuntura toda semana, RPG alem da terapia, lendo mais. 

Hoje o blog tem em torno de sessenta post publicados e o que seria apenas um passatempo  tornou-se o meu espaço de difundir minhas idéias e a minha vivencia nessa aventura louca e feliz  que é a maternidade. Um aprendizado enorme a cada dia e uma felicidade tamanha de ver meu pequeno Pedro crescendo lindo e amoroso, cada dia mais esperto.

Eu estou voltando aos poucos a dedicar na minha Igreja, faço parte da família messiânica- 19 anos de fé. Era uma coisa que sentia muita falta, mas não tinha nenhuma animação apesar de amar dedicar. Conversei bastante com a minha ministra e foi muito bom ter seu apoio. Depois de ser mãe, às vezes tinha a sensação que incomodava as pessoas com a presença de uma criança, por mais que  ele seja tranqüilo, algumas pessoas não gostam. E também, voltei a freqüentar o Solo Sagrado de Guarapiranga, e no que me propus ir em março, junho e setembro, consegui. Agora, desejo ir em outubro e novembro também. Meu curso de Nível 3 finalizará em novembro.  Muito feliz por chegar até aqui.

Meu casamento vive o melhor momento que poderia existir, uma relação madura, tranqüila e sincera, não que não fosse, sempre foi, mas, acho que agora estamos quase na plenitude da felicidade.

Sobre a Depressão pós-parto está passando, ainda não estou 100% de alta, em fase de manutenção da medicação, tenho consulta no fim do mês com minha médica, faço pensamento positivo que possamos diminuir mais um pouco o remédio e se Deus permitir voltar para Salvador em dezembro para o natal já sem remédio nenhum. Ao contrario, do ano passado neste dia estava completamente perdida e infeliz. Hoje a alegria de viver é pulsante como nunca senti de maneira alguma. O desejo de conquistar todos os meus sonhos é a força que me move de maneira incontrolável até a felicidade. O desejo de ser um elemento útil é enorme. Querendo de alguma forma recuperar o tempo perdido, estudar muito para ser referencia para o meu filho, de ser humano integro assim como seu pai é.

Algumas pessoas queridas partiram para um lugar melhor, e cada dia tenho a certeza que devemos aproveitar o hoje de maneira intensa, mas outras chegaram, meu laço de fita,Aurora, nasceu linda e plena em casa do jeito que sua mãe que queria que fosse, cercada de amor e acolhimento. E eu fico emocionada de saber que deu tudo certo, e como minha irmã disse quando perguntei sobre o parto – curei-me da experiência do outro parto que foi o avesso dessa segunda experiência.

Li muitos livros esse ano, precisamente 18 - uma media de dois por mês (até então, essa marca será superada), e apesar de toda minha rotina meio insana, de escrever para o blog, cuidar de Pedro e do Marido, alem da casa consegui me dedicar algo que eu gosto muito que é ler e escrever para vocês, ir ao Johrei Center pelo menos uma vez por semana (nome dado a unidade religiosa cuja a qual freqüento). Eu não sabia o quanto me faria bem escrever, sempre tive uma dificuldade para tal e hoje não escrevo mais porque a vida não me permite, achava que não tinha esse dom, precisa ser aprimorado mas eu chego lá.

 Não tenho mais medo de desafios, pelo contrario, eles me movem cada dia mais. Agora estamos planejando nossa viagem de férias no ano que vem, esse ano tiramos férias para fazer a festa  de um ano de Pedro (festa grande assim só quando ele tiver 5 anos), agora vamos gastar essa grana em viagem. Ate estou me ousando em estudar outro idioma, veremos como será esse novo desafio, sozinha.

Meus sonhos são a minha energia para seguir em frente, eu desejo o mundo e vou conquistá-lo.

Meus sinceros agradecimentos, aos meus que me apoiam incondicionalmente, em especial a Joel e Pedro, meus meninos!!
 
A você que lê este post!!