quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Sobre ter coragem






“ Você  pode pensar : ‘mas eu tenho medo’. Ora, todo mundo tem medo. Alguns têm medo da vida, outros de viver. Tome  cuidado com o medo que você alimenta porque ele pode aprisiona-lo, e esse é o pior cárcere que existe no mundo. É uma prisão sem celas, sem muros e sem guardas, de onde é difícil escapar porque é uma prisão interior, da qual só você pode a saída. A chave para essa libertação é a coragem. Mas a coragem não é ausência de medo. Ter coragem é ter consciência  do tamanho do desafio e estar disposto a caminhar nessa direção. Isso significa que você é capaz de superar essa limitação e com isso realizar o que dita sua consciência. O  sentimento é um sentimento em certa medida positivo, porque protege você de situações de risco. Mas o medo 
desmedido pode paralisar. Você precisa controlar o medo em vez de ser controlado por ele. ” (Cavalcante, p. 33-34, grifo nosso)


Quando eu li  o trecho acima, mexeu bastante comigo, e me fez refletir sobre o ultimo ano e meio e como tudo aconteceu. Foi um aprendizado enorme, eu sempre disse que não tinha medo do parto e tudo que pudesse acontecer depois, e isso foi minha mola propulsora de vida para seguir em frente. E me dei conta do quando eu sou corajosa e não sabia disso, detesto auto elogio mas nesse momento estou precisando dizer para mim mesma para que eu seja mais forte do que eu sou, uma vez uma amiga me disse que por muito pouco do que eu passei, pessoas se entregaram de alguma forma, e eu aqui aprendi a resistir e me fortalecer ainda  mais com as adversidades que aparecem. De todas as porradas que tomei da vida ( prefiro chamar de pausa para pensar!!), nenhuma foi maior que do parto, entretanto com todas elas sempre tentei olhar de maneira positiva o que bom ela poderia trazer de aprendizado. O meu japinha da parede, Mokiti Okada (fundador da Igreja Messianica, jeito carinhoso que minha irmã se referiu a ele e eu adotei) dizia que quando a crise deixa de ser crise, quando ela abre o caminho para o progresso. E muitas vezes, me pautei nesta frase para conseguir seguir em frente e entender que precisava compreender o que a vida estava me mostrando. E o mais engraçado de tudo, é o titulo do livro do trecho supracitado é “ O que realmente importa?” e quando eu comprei esse livro no meu aniversario deste ano, comprei simplesmente  pelo titulo e sem nem olhar o seu conteúdo  e num momento de auto reflexão, alias esse ano todo foi de auto reflexão, e embora os compre os livros num momento, não necessariamente os leio imediatamente, ainda tenho livros que não os leio e já faz algum tempo. E, na medida em que sinto vontade, os leio, casando de alguma forma ou universo conspirando a favor para que chegue o que eu preciso saber. Eu não posso reclamar de maneira nenhuma da vida, porque tudo que precisei não me faltou, mesmo nos momentos mais difíceis quando mal tinha o que comer. A coragem e o amor generoso são minha marca no universo, quando minha segunda irmã passou pelo seu processo de purificação aos dezesseis anos de idade, e minha outra irmã engravidou aos dezessete, eu pressenti que algo muito grave aconteceria comigo, apenas um sentimento, ignorei veemente. Segui a vida  normalmente, mas esse sentimento sempre me incomodou de alguma forma lá no fundinho da alma. Achei que fosse perder meu bebe, logo depois de engravidar, mas depois passou os três primeiros meses eu sosseguei e segui. Ou pelo menos tentei, a gravidez transcorreu tranquilamente e no parto veio a grande surpresa. Hoje, olhando para trás o medo quase me fez sucumbir, mas a coragem foi maior me fez seguir. E meu pergunto o que realmente importa para mim hoje. E eu sigo com a resposta, acalmando meu coração.  Costumo dizer que depois do parto, tudo me parece fácil ou não tão parece  complicado como as pessoas pintam. A vida é linda e gostosa, outro dia vi, não lembro exatamente como era, mas a mensagem dizia que Acorde ou a cor de  vida e qual  cor que você quer dar para aquele dia. Bonito, né ?!


Então qual a cor do seu dia ?!   

Referencia do livro : 
CAVALCANTE, Anderson. O que realmente importa ? São Paulo: Buzz Editora, 2017 . 160p. 

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