“ Você
pode pensar : ‘mas eu tenho medo’. Ora, todo mundo tem medo. Alguns têm
medo da vida, outros de viver. Tome
cuidado com o medo que você alimenta porque ele pode aprisiona-lo, e
esse é o pior cárcere que existe no mundo. É uma prisão sem celas, sem muros e
sem guardas, de onde é difícil escapar porque é uma prisão interior, da qual só
você pode a saída. A chave para essa libertação é a coragem. Mas
a coragem não é ausência de medo. Ter
coragem é ter consciência do tamanho do
desafio e estar disposto a caminhar nessa direção. Isso significa que você
é capaz de superar essa limitação e com isso realizar o que dita sua
consciência. O sentimento é um
sentimento em certa medida positivo, porque protege você de situações de risco.
Mas o medo
desmedido pode paralisar. Você precisa controlar o medo em vez de
ser controlado por ele. ” (Cavalcante, p. 33-34, grifo nosso)
Quando
eu li o trecho acima, mexeu bastante
comigo, e me fez refletir sobre o ultimo ano e meio e como tudo aconteceu. Foi
um aprendizado enorme, eu sempre disse que não tinha medo do parto e tudo que
pudesse acontecer depois, e isso foi minha mola propulsora de vida para seguir
em frente. E me dei conta do quando eu sou corajosa e não sabia disso, detesto
auto elogio mas nesse momento estou precisando dizer para mim mesma para que eu
seja mais forte do que eu sou, uma vez uma amiga me disse que por muito pouco
do que eu passei, pessoas se entregaram de alguma forma, e eu aqui aprendi a
resistir e me fortalecer ainda mais com
as adversidades que aparecem. De todas as porradas que tomei da vida ( prefiro
chamar de pausa para pensar!!), nenhuma foi maior que do parto, entretanto com
todas elas sempre tentei olhar de maneira positiva o que bom ela poderia trazer
de aprendizado. O meu japinha da parede, Mokiti Okada (fundador da Igreja
Messianica, jeito carinhoso que minha irmã se referiu a ele e eu adotei) dizia
que quando a crise deixa de ser crise, quando ela abre o caminho para o
progresso. E muitas vezes, me pautei nesta frase para conseguir seguir em
frente e entender que precisava compreender o que a vida estava me mostrando. E
o mais engraçado de tudo, é o titulo do livro do trecho supracitado é “ O que
realmente importa?” e quando eu comprei esse livro no meu aniversario deste
ano, comprei simplesmente pelo titulo e
sem nem olhar o seu conteúdo e num
momento de auto reflexão, alias esse ano todo foi de auto reflexão, e embora os
compre os livros num momento, não necessariamente os leio imediatamente, ainda
tenho livros que não os leio e já faz algum tempo. E, na medida em que sinto
vontade, os leio, casando de alguma forma ou universo conspirando a favor para
que chegue o que eu preciso saber. Eu não posso reclamar de maneira nenhuma da
vida, porque tudo que precisei não me faltou, mesmo nos momentos mais difíceis
quando mal tinha o que comer. A coragem e o amor generoso são minha marca no
universo, quando minha segunda irmã passou pelo seu processo de purificação aos
dezesseis anos de idade, e minha outra irmã engravidou aos dezessete, eu
pressenti que algo muito grave aconteceria comigo, apenas um sentimento,
ignorei veemente. Segui a vida
normalmente, mas esse sentimento sempre me incomodou de alguma forma lá
no fundinho da alma. Achei que fosse perder meu bebe, logo depois de
engravidar, mas depois passou os três primeiros meses eu sosseguei e segui. Ou
pelo menos tentei, a gravidez transcorreu tranquilamente e no parto veio a
grande surpresa. Hoje, olhando para trás o medo quase me fez sucumbir, mas a
coragem foi maior me fez seguir. E meu pergunto o que realmente importa para
mim hoje. E eu sigo com a resposta, acalmando meu coração. Costumo dizer que depois do parto, tudo me
parece fácil ou não tão parece complicado
como as pessoas pintam. A vida é linda e gostosa, outro dia vi, não lembro
exatamente como era, mas a mensagem dizia que Acorde ou a cor de vida e qual cor que você quer dar para aquele dia. Bonito,
né ?!
Então
qual a cor do seu dia ?!

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